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Piauí

Delta do Parnaíba A cidade - Como chegar - Quando ir - Onde ir - Onde ficar - Onde comer - Dicas - Relato de viagem
 
Sete Cidades A cidade - Como chegar - Quando ir - Onde ir - Onde ficar - Onde comer - Dicas - Relato de viagem
 
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Teresina A cidade - Como chegar - Quando ir - Onde ir - Onde ficar - Onde comer - Dicas - Relato de viagem


 

Piauí: tem lugares lindos e interessantes, mas infra-estrutura para turismo e acesso deixam muito a desejar. Referente aos translados, ou você rala muito com o transporte público ou você gasta uma fortuna com agências para ter mais conforto. Passeios na Serra da Capivara ficam muito caros, além da despesa com guia, o transporte ao parque é muito custoso e é difícil encontrar outras pessoas para dividir gastos. No entanto, àqueles que encaram o calor piauiense e se aventuram por esse estado são reservadas paisagens muito diferentes, formações rochosas gigantescas e muita história, uma verdadeira aula a céu aberto.

 

Delta do Parnaíba

Período: 14 a 18/07/2011
Cidades: Parnaíba, Luís Correa

O Delta do Parnaíba, localizado a nordeste do Maranhão, na divisa com o Piauí, tem cerca de 2/3 da sua área no Maranhão. Em sua trajetória até o Oceano Atlântico, o Rio Parnaíba atravessa quase 1.500 km e banha 47 municípios dos dois estados. A foz do Parnaíba, na forma de delta se divide em cinco ramificações ou braços, chamadas de Tutóia, Melancieira ou Carrapato, Caju, Canárias e Igaraçu, e dá origem ao único delta em mar aberto. A área total do delta é estimada em 2700 km². Distribuída de forma retangular, tem 90 km de base (a orla) por 30 km de largura, onde estão os igarapés, os mangues, as dunas e as ilhas. Há 73 ilhas, entre elas as ilhas Grande do Paulino, Caju, Canárias e Santa Isabel. As dunas, formadas na região em que as águas do Rio Parnaíba se encontram com o Oceano Atlântico, chegam a atingir 40m de altura. O Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta oceânico do mundo. Raro fenômeno da natureza que ocorre também no rio Nilo, na África, e Mekong, no Vietnã. Os demais rios oceânicos desembocam direto no mar e, a exemplo do Rio Amazonas, formam estuários, que é outro tipo de foz, mais estreita.

Usualmente, o passeio ao Delta do Parnaíba é conjugado com os passeios aos Lençóis Maranhenses e a Jericoacoara, compondo a Rota das Emoções. Dessa forma, quem vai ao Delta, vem de Barreirinhas/Caburé (Maranhão) ou Jericoacoara (Ceará), conforme o sentido adotado para fazer a rota.

As bases de apoio para os visitantes podem ser as cidades de Parnaíba, no Piauí, ou de Tutóia e de Araioses, no Maranhão. Parece-me que a melhor opção em termos de infra-estrutura é a cidade de Parnaíba, que é a segunda maior cidade do estado. A cidade é arborizada, de clima quente, possui diversas atrações turísticas como o Porto das Barcas, a Praia Pedra do Sal, a Lagoa do Portinho e o Delta do Rio Parnaíba.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados no Centro.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

Parnaíba está localizada na região norte do Piauí, no litoral. Faz limite com as cidades de Luís Correia, Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Araioses (MA). Possui 145.729 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 435 km². Apresenta clima tropical, com temperatura média de 26ºC e grande índice de pluviosidade de janeiro a junho.

Como chegar

Tutóia está localizada a 450 km da capital e Araioses a 475 km. De carro partindo de São Luís segue-se pelas Rod. BR-135, BR-222, MA-230 e MA-034.

Parnaíba está localizada a 336 km da capital. De carro partindo de Teresina segue-se pelas Rod. BR-343. Há linha de ônibus regular. Acesso não é complicado.

  • Rodoviária de Parnaíba, Av. Dep. Pinheiro Machado, 2318, 3323-1065
  • Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João da Silva Filho, BR-343, km 7, Catanduvas, a 6 km do Centro, Parnaíba, 3323-5052 / 5007 / 3321-1715. Acredito que até a data deste relato, o aeroporto não estava operando voos regulares
  • Rodoviária de Luís Correa, Av. José Maria de Lima, s/n, 3367-1165

Partindo dos Lençóis Maranhenses, é possível fazer o trajeto até o Delta do Parnaíba, do jeito fácil ou do jeito difícil. Jeito fácil: contrate um transporte privativo com alguma agência local a um custo significativo, é claro. Pensando bem, não é fácil... Jeito difícil: conte com a sorte para encontrar um carro trazendo mercadoria e/ou turistas e voltando vazio. Nesse caso, dá para negociar um preço bom. Ou enfrente um pinga-pinga de cidade em cidade. Partindo de Barreirinhas é mais fácil, é possível fazer todo o trecho com transporte de "linha". Partindo de Atins/Caburé vai ser inevitável pagar pelo menos um translado privativo. Confira o pinga-pinga abaixo, mais detalhes no relato.

Transporte Barreirinhas/Paulino Neves:

  • Em frente ao Banco do Brasil, no Centro, saem Toyotas às 9h, cobrando 15,00 por pessoa. Normalmente vai lotadíssima
  • Esses mesmos motoristas fretam veículo por 150,00 saindo de Barreirinhas ou Caburé
  • Saía cedo para não correr risco de ficar preso em Paulino Neves e ter que pagar transporte privativo até Tutóia

Transporte Atins/Caburé:

  • Aqui não tem jeito, transporte de linha inexiste. Conte com a sorte para encontrar um barqueiro voltando vazio e disposto a fazer um preço camarada ou contrate transporte privativo.
  • Saía cedo de Atins para não correr risco de ficar preso em outra cidade mais tarde.

Transporte Caburé/Paulino Neves:

    Se estiver realmente a fim do pinga-pinga encare ir para Paulino Neves, mas se puder ir direto até Tutóia é melhor. Esse trecho tem que ser necessariamente feito com 4x4, pois não existe estrada para lá, o percurso segue pela areia à beira da praia e atravessando algumas dunas. Há algumas alternativas:
  • Transporte de linha inexiste, conte com a sorte de encontrar alguém voltando para lá e disposto a te levar. Sai por volta de 30,00 a 40,00 por pessoa
  • Frete carro 4x4 por 150,00. Pergunte nas pousadas que eles indicam quem faz o serviço
  • Vá de quadriciclo
  • Saia cedo de Caburé para chegar antes ainda no período da manhã em Paulino Neves, pois à tarde não há mais transporte

Transporte Paulino Neves/Tutóia:

  • Existem ônibus e vans, mas saem apenas no período da manhã, em dois horários. Se não me engano, um sai bem cedo tipo 5h e outro por volta das 12h. As vans saem nos mesmos horários que os ônibus
  • Se chegar à tarde, como eu, terá que pagar alguém para te levar. É melhor contratar alguém logo para chegar em Tutóia antes das 15h30, que é o último horário de ônibus para Parnaíba

Transporte Tutóia/Parnaíba:

  • Existe linha de ônibus. A Viação Coimbra atende o percurso. Há vários horários, mas o último parte às 15h30. Por esse motivo, o conselho repetitivo de sair logo de Atins/Caburé
  • Se perder o último horário, como eu, uma alternativa é ir até Água Doce do Maranhão. Lá passa o Expresso Guanabara, mas ele passa quase no mesmo horário que o da Viação Coimbra. Por sorte pegamos esse, mas sinceramente, não sei se há outros horários depois desse
  • É melhor não perder o ônibus, pois transporte privativo nesse trecho fica muito caro, por causa da distância
  • Existia um barco de linha que fazia esse trajeto e demorava muitas horas, tipo umas 10h, mas acho que a linha foi desativada. Atualmente algumas agências de Parnaíba fazem o translado privativo e leva cerca de 5h. Alguns dizem que compensa, pois já é um passeio pelo Delta, outros dizem que não, que é melhor ir direto a Parnaíba por via terrestre e fazer o passeio de barco lá. Ficam aí as opções para quem quiser conferir

Dicas de transporte:

  • Em Caburé, conte com a sorte de encontrar alguém indo ou voltando para Paulino Neves e disposto a te levar, mas não não conte com um carro que ainda vai chegar, parta logo com o que estiver disponível. Com sorte há privativos vindo de Parnaíba ou Jeri e voltando vazios, mas os turistas e/ou agências podem cancelar os transfers em cima da hora, então não tem mais os carros previstos
  • Em Caburé, se arrumar uma condução até Tutóia é melhor, pois assim você corta Paulino Neves, onde há somente dois horários de transporte para Tutóia e apenas no período da manhã
  • Em Tutóia há ônibus para Parnaíba, mas atente para o horário, o último parte às 15h30
  • Transporte de “linha” nessas cidades é muito complicado e é fácil ficar na mão. Se precisar fretar carros nesses trechos, pode acabar saindo mais caro do que partir direto de carro fretado de Caburé. Se não quiser passar perrengue, reserve uma grana para fretar carro de Caburé a Parnaíba ou pelo menos até Tutóia, que compreende o trecho mais difícil. Ou então corte Delta do Parnaíba do roteiro, pois acho que não vale o trampo e/ou o custo. O local é bonito, mas achei o mais fraco de todos os pontos visitados nessa viagem.
  • Em Parnaíba, preço de táxi é tabelado, de acordo com o bairro um valor específico

Quando ir

A SEMAR (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí) diz que a viagem pode ser feita o ano inteiro. Entretanto, convém salientar que o primeiro semestre é mais chuvoso. Em julho, período de férias escolares, o movimento é maior.

Onde ir

Em Parnaíba:

  • Cajueiro de Humberto de Campos, R. Coronel José Narciso, próximo à R. Pedro II
  • Monumento ao Centenário / Igreja de Santo Antônio, Praça de Santo Antônio
  • Centro Cívico, Praça de Santo Antônio. A parte principal é o Panteon, onde encontramos as Pirâmides, o Prisma e a Pira
  • Catedral de N Sra da Graça, Praça da Graça
  • Monumento da Independência, em frente à Catedral de N Sra da Graça
  • Igreja do Rosário, conhecida como Igreja dos Pretos, Praça da Graça
  • Sobrado de Dona Auta, R. Duque de Caxias, 614, esq. com R. São Vicente de Paula, próxima à Praça da Graça. Atualmente é uma biblioteca pública municipal
  • Casa Grande da Parnaíba ou Sobrado Simplício Dias, Av. Pres Getúlio Vargas esq. c/ R. Monsr Joaquim Lopes, casarão de maior valor histórico da cidade, atualmente em restauração
  • Casa Inglesa, Av. Presidente Getulio Vargas, 235
  • Casarão dos Azulejos: Situado à Av. Pres Getúlio Vargas, lateral com a ponte Simplício Dias
  • Porto das Barcas, às margens do Rio Igaraçu, braço do Rio Parnaíba, o Porto fica à direita da ponte que liga a cidade à Ilha Grande de Santa Isabel. Revitalizado, atual área de lazer e destinação turística, chamado de Complexo Turístico e Cultural do Porto das Barcas. Sai barcos p/ passeio do delta. Os antigos casarões abrigam restaurantes, museus, lojas de artesanato. Propício para um agradável jantar
  • Praia Pedra do Sal, na Ilha Grande de Santa Isabel, próxima ao centro. Estende-se por 8 km de dunas, lagoas e carnaúbas. Localizada numa vila de pescadores, tem formações rochosas onde o sal se deposita (daí o nome da praia)
  • A Casa das Rendeiras do Morro da Mariana fica na Ilha Grande de Santa Isabel, no litoral do Piauí. Saindo de Parnaíba, é só seguir pela ponte sobre o rio Igaraçu para chegar à ilha e procurar a comunidade do Morro
  • Lagoa do Portinho, a região é coberta por uma espessa vegetação verde, dando ao cenário um toque de mata virgem, pois há contraste entre o céu azul, as águas escuras e turvas com a areia branca das dunas. Local ideal para prática de esportes náuticos, como windsurfe, passeios de lanchas e banana-boat
  • Passeio ao Delta do Parnaíba com frutas, almoço e caranguejada. É o passeio mais comum por lá. Dizem que esse passeio é bom para comer, mas não dá para apreciar muito a natureza. Nesse quesito, os passeios de lanchas são melhores, mas são bem mais caros
  • Há outros passeios pelo Delta que podem ser contratados nas agências, pode-se escolher a embarcação (lancha ou barco regional) e o roteiro. Se estiver em grupo pode valer a pena
  • Existe um passeio chamado Delta Safari Diurno ou Noturno para avistar animais
  • Há um passeio para ver a Revoada dos Guarás

Em Luís Correia:

  • Praia de Atalaia, ampla faixa litorânea, a mais agitada do litoral piauiense, com muitos bares, hotéis, pousadas e grande fluxo de pessoas
  • Praia Peito de Moça, plana e extensa, ondas calmas e águas mornas, com bares rústicos. Nome devido a duas dunas altas
  • Praia do Coqueiro, mais elitizada, grande balneário turístico, com casas de veraneio. Dunas de areias claríssimas, inúmeros coqueiros, mar de águas mansas e límpidas. Ainda mantém os rústicos vestígios das canoas de pescadores ancoradas à beira-mar. Bairro com características de pequena cidade, possui igreja, escolas, bares, restaurantes e comércio. Acesso pela PI-116
  • Praia do Itaqui, deserta, dunas de até 25m de altura, Farol de Itaqui e casa de arquitetura moderna. Acesso a pé pelo trecho conhecido como Barramares
  • Praia do Arrombado, plana e extensa, areias brancas, bares rústicos e tranqüilidade. Acesso pela estrada do arrombado a partir da PI -116
  • Praia de Carnaubinha, quase deserta, mar calmo, dunas e vegetação nativa. Acesso pela estrada para a praia de Macapá ou pela beira da praia (somente a pé)
  • Praia de Macapá, separada da Barra Grande pelo Rio Camurupim, águas mansas para banhos e canoas a vela. Acesso pela PI -116
  • Praia da Barra Grande, povoado calmo, ideal para descanso
  • Baía de Amarração, arquipélago com pequenas ilhas e exuberante vegetação de mangue
  • Lagoa do Sobradinho, a 20 km do centro e às margens do povoado com o mesmo nome: com 20 km de comprimento em forma de "u". É ideal para pesca, prática de esportes náuticos e lazer dos banhistas, muito embora ainda pouco explorada. Acesso pela PI -116

Em Cajueiro de Praia:

  • Povoado de pescadores, praia para lazer e Habitat Natural do Peixe-boi marinho. Cidade simples e tranqüila. Tem como atrativos naturais suas praias primitivas, rios, mangues fauna e flora preservados. Tem como atração cientifica o Centro Peixe Boi de Pesquisa Biológica Marinha. E ainda estuda-se o comportamento do cavalo-marinho para possível visitação ao seu habitat natural sem depredação. Acesso pela PI-310, é possível fazer passeio em canoa a vela pelo riquíssimo estuário dos rios Timonhas e Ubatuba, bastando, para tanto, acertar previamente com os pescadores da localidade
  • Praia do Cajueiro, destaca-se a presença de coroas, onde é realizada a travessia a remo, o desembarque da pesca e a visão da Ilha Dantas. Nas pedras, encontram-se frutos do mar e diferentes espécies de algas
  • Praia Ponta do Saco (Barreira), sítio arqueológico catalogado pelo IPHAN, não pode tocar, coletar, nem passar por cima. Um encontro com o passado, registrado pela presença de pedaços de cerâmica. Destacam-se ainda as pedras, ostras e frutos do mar
  • Praia Barbaço: principal local de coleta de sururu. Local para caminhadas e contemplação da natureza. Com manguezal e coqueiral
  • Praia da Itam, mangue, pesca artesanal e observação do peixe-boi. Existe concentração de restos de conchas, pois a pesca do sururu permite essa abundância e há ainda a coleta para fazer arranjos artesanais. Fazem-se os passeios pelas gamboas e também avistamos o pontal de Bitupitá do outro lado, no Ceará

Em Tutóia:

  • 20 km de praias de mar calmo e dunas de areias brancas
  • Praias do Arpoador e Namorados
  • Lagoas da Taboa, Jacaré, da Areia e Lagoinha. Povoado da Lagoinha, a 8 km do centro, tem lagoa perene de águas claras onde pode-se tomar um bom banho e saborear uma galinha caipira com pirão de parida ou pratos com frutos do mar
  • Falésia do Jardim, no Povoado do Barro Duro, a 14 km do centro, pode-se tomar um bom banho de rio e depois pegar um barco e seguir conhecendo o Rio Barro Duro (nome dado por ter muitas barreiras). No caminho, parada para tomar banho e saborear um delicioso camarão torrado feito pela comunidade de pescadores da vila do Jardim. Depois segue-se para o dormitório dos Guarás
  • Artesanato em palha, couro, coco, chifre, linha e conchas

Em Araioses:

  • Praias do Farol, do Caju, dos Guarás e dos Poldros
  • Ilhas do Caju, dos Poldros, do Carrapato, Carnaubeiras e Canárias
  • Igreja de N Sra da Conceição, do século XIX
  • Cemitério Indígena Arayos, no povoado de Aldeia, a 20 km do centro
  • Artesanato de palha de carnaúba (chapéus, tapetes, abanos), madeira, cerâmica, ferro e tecido

Dicas de passeios:

  • Não tem muito que fazer em Parnaíba. Em pouco tempo pode ser feito um city-tour a pé pelas praças, olhando as igrejas e outras construções de valor histórico e pelo Porto das Barcas, que reúne algumas lojas de artesanato, a maior parte das agências de turismo da cidade, um ou outro restaurante, uma sorveteria, etc
  • O passeio pelo litoral piauiense é fraquinho e caro, pois uma vez que não há transporte público para as praias, é necessário pagar agência ou taxista para fazer o passeio. Então achei que não compensou, a relação custo/benefício não é boa. Acho que só para a Pedra do Sal é que tem linha regular de ônibus. Parece que tem van para a Atalaia ou Coqueiro, mas não é regular. Disseram que outras cidades tem litoral mais bonito, mas é mais distante. em linha reta é perto, mas por rodovias fica mais distante
  • O passeio de barco com caranguejada de Parnaíba é estilo passeio de escuna no litoral, muita gente num barco com capacidade para cerca de 90 pessoas e com som alto. Disseram que é bom para comer, mas para apreciar fauna e flora, o passeio de lancha é bem melhor
  • Eles cobram o transfer para o Porto dos Tatus, de onde sai o passeio de barco com caranguejada, à parte. É meio longe, mas é provável que tenha ônibus de linha para lá
  • Vale a pena pesquisar preço de passeios nas agências de Parnaíba, a maioria localizada no Porto das Barcas. O passeio mais comum, o de barco com caranguejada, é meio que tabelado, mas os outros podem ter diferença

Onde ficar

No Delta do Parnaíba eu fiquei hospedada em Parnaíba (PI). Foi dessa cidade que eu parti para os passeios. Há opções também em outras localidades como Tutóia e Araioses (MA). Pela pesquisa que realizei, vi que tem várias opções. Fiz uma lista daquelas com site e e-mail, mais estruturadas e localizadas no centro ou proximidades. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Guia de Operadores de Turismo, Rota das Emoções e Maranhão, uma grande descoberta

  • Hotel Cívico, Av. Governador Chagas Rodrigues, 474, 3322-2470 / 2028 (fax). Hotel bom, ambiente agradável. Há vários tipos de quarto. Fiquei num simples, o quarto era bom, mas instalações do banheiro antigas. Os melhores eram muito caros. Talvez esses fossem reformados com instalações mais novas. De qualquer forma achei muito caro, pelo preço poderia ser melhor.
  • Outras opções:

  • Pousada dos Ventos, Av. São Sebastião, 2586, Pindorama, 3323-2555 / 2556 / 3322-2177 (fax). É bem indicada, mas fica longe do Porto das Barcas
  • Pousada Porto das Barcas, R. do Comércio, 100, Porto das Barcas, 3321-2718, joaopaulo.pousada@yahoo.com.br
  • Residencial Pousada, R. Almirante Gervasio Sampaio, 375, 3322-2931
  • Hotel Casa Nova, Praça Lima Rebelo, 1098, 3322-3344
  • Portal dos Ventos, Rua Antonio Guthemberg, 160 - Q.S, Lote 3, Conj. Bela Vista, B. Reis Veloso, 3321-3236 / 3323-4989

Dicas de hospedagem:

  • Rede hoteleira é fraca. Achei os hotéis muito caros, pelo que é oferecido
  • Hotel Delta é muito ruim. Prédio antigo, instalações antigas, dois elevadores precários, sempre em manutenção. No mesmo prédio, ficam o hotel e pontos comerciais variados, incluindo escolas. O trânsito de pessoas é muito grande durante o dia. Bagunçado, não gostei. Não sei como um prédio daquele tamanho funciona com condições tão precárias, as escadas de emergências ficavam escondidas, estreitas e sem iluminação. Era perigoso utilizá-las, o risco de cair era grande, devido à escuridão. Prefiro não imaginar o que aconteceria em caso de acidente/incêndio, naquele prédio que inclusive tem escolas e muitas pessoas transitam diariamente pelo local. Troquei de hotel, foi a primeira vez que isso aconteceu com a gente

Onde comer

Em Parnaíba:

  • Confraria do Paladar, R. Quetinha Pires, 36, Beira Rio, 3323-9868. Parece que só funciona à noite. O local é simples, mas a comida é boa e preço condizente
  • Pizzaria Comilão, R. da Praia,70, Porto das Barcas, 3322-3416, das 18h às 24h. Local é simples, mas é agradável. Tem mesinhas na rua, pois não tem trânsito de carros lá. Experimentei massas, eram simples, mas boas
  • Rest. Delícia Caseira. Esse restaurante fica no térreo do mesmo prédio que o Hotel Delta. Eles servem o café da manhã do hotel, que é terceirizado. No primeiro dia café estava bom. Almoçamos lá, self-service por Kg, comida simples, mas boa. Jantamos lá também, embora à noite seja bem fraquinho, umas três opções no Kg e 2 tipos de sopa/caldo com torrada, mas deu para matar a fome. Tudo ia bem, mas no dia seguinte, fruta e suco do café da manhã estavam azedos/passados. A isso se juntaram os problemas do hotel. Mudamos de hotel e não voltamos ao restaurante
  • Outras opções:

  • Caranguejo Expresso R. Quetinha Pires, 64, Beira Rio, 3323-9868. Recomendado para comida típica
  • La Barca, Av. das Nações Unidas, 200, Beira Rio, 3322-2825. Dizem que a especialidade é comida regional, caranguejo
  • Na Av. São Sebastião parece que há trailers que vendem comidas variadas
  • Na Beira-Rio, parece que há trailers também

Dicas de alimentação:

  • Achei que tem pouca opção de restaurantes pela cidade, principalmente no Porto das Barcas. Há alguns restaurantes na Beira Rio. Não sei se outros locais concentram mais opções
  • Comida e refrigerantes tem preços razoáveis. Até preço de bebida do frigobar do hotel é honesto, igual ao dos restaurantes da cidade

Em Luís Correa:

  • Rest. Dona Maria, Praia do Coqueiro. Era bom, mas bem caro. Paga-se pelo visual da praia. Não fui lá por causa do visual, mas o vento estava bom para aliviar o calor
  • Outras opções:

  • Rest. do Dedé, Praia do Coqueiro. Disseram que a comida é muito boa. Não fica à beira da praia
  • Rest. Donaana, Praia de Atalaia
  • Rest. Alemão, em especial picanha, fica na estrada de Atalaia ao Coqueiro

Dicas

Contatos úteis:

  • Prefeitura de Parnaíba, R. Itauna, 1434, Pindorama, 3315-1052, secom@parnaiba.pi.gov.br

Postos de Informações Turísticas

  • Terminal Turístico (PIEMTUR), Porto das Barcas, s/n, Parnaíba, 3321-1532, 8-13h, piemtur-parnaiba@ig.com.br

Links úteis:

Prefeitura de Parnaíba
Maranhão, uma grande descoberta
Rota das Emoções
Guia dos Operadores
Piauí.com.br
PiauiNet

Receptivos Turísticos:

Em Parnaíba:

  • Morais Brito Viagens Turismo, Av. Presidente Getulio Vargas, 13, Porto das Barcas, Centro (ao lado direito da Ponte Simplicio Dias), 3321-1969 / 9412-0102 / 8807-1931, moraisbrito@yahoo.com.br, www.deltadoparnaiba.com.br
  • Clip Ecoturismo, Av. Presidente Getúlio Vargas, 27, Centro, 3322-3129 / 9978-5358. Filial: Porto das Barcas, Av. Presidente Getúlio Vargas Sl 05, Porto das Barcas, 3322-2072, clipecoturismo@clipecoturismo.com.br, comercial@clipecoturismo.com.br Achei preços um pouco maiores que os das outras agências, mas parece que carros deles são melhores
  • Macapá Turismo, R. Oscar Clark, 625, entre a Av. Presidente Getúlio Vargas e a Praça da Graça, 3323-8200 / 9549 / 9983-1465, macapatur@macapatur.com, http://www.macapatur.com
  • Igaratur, Av. Pres Vargas, 3322-2141 / 9981-5034, igaratur@hotmail.com

Dicas:

  • Parnaíba, meu primeiro contato com o estado de Piauí, me fez indagar, se aquilo era a segunda maior cidade do estado, como eram as outras cidades? Não me leve a mal, a cidade tem alguma infraestrutura, mas o gap entre ela e a capital é muito grande. Entretanto entre Parnaíba e outras cidades o gap não é assim acentuado, ou seja, além da capital, todas as outras cidades são pequenas, não há cidades de médio porte, foi a minha conclusão
  • Sinceramente acho que é o elo fraco da Rota das Emoções. Se estiver fazendo essa rota, é passagem, então aproveite para uma visita rápida. Basta um dia para fazer passeio pelo Delta, aproveitando a tardezinha e a noite para dar uma volta pelo Porto das Barcas
  • Nas lojas do porto das barcas tem variedade de suvenir. Achei mais característico os martelinhos para quebrar caranguejo, mas fica meio inútil por aqui, é só enfeite mesmo. Diferente também são as camisetas pintadas a mão

Relato de viagem

Quinta, 14/07/2011 - ensolarado sem nenhuma nuvem no céu
transfer Atins - Caburé - Paulino Neves - Tutóia - Água Doce do Maranhão - Parnaíba, Hotel Delta, Porto das Barcas

Acordamos cedo, curtimos o belo café da manhã e partimos de Atins com o barco agendado com o Chico da Fia, para Caburé. Transporte depende muito da sorte. Às vezes tem carro trazendo mercadoria e/ou turistas e volta vazio. Nesse caso, dá para negociar um preço bom. Saí perguntando de pousada em pousada. Achei o guia Cacá que disse que tinha um Troller vindo de Jeri que iria voltar vazio lá pelas 13h. Entretanto, uma pessoa alertou para o fato que os turistas e/ou agências podem cancelar os transfers em cima da hora, então não tem mais os carros previstos. Saímos procurando outras opções, mas não é fácil. Encontramos uma pessoa que ia para Tutóia e outro colega dele que ia de Tutóia para Parnaíba, mas saía mais caro, achamos que não valia à pena e decidimos esperar o Troller. Erro 1: não conte com um carro que ainda vai chegar, parta logo com o que estiver disponível. Desespero 1: passou das 13h e o Cacá tinha sumido. Procuramos nas pousadas e nada do cara. Ele tinha ido a Paulino Neves, encontrar o Troller e guiar o motorista até Caburé, mas não sabíamos disso. Foi falha nossa também não ter pegado o celular/contato dele. No desespero tentamos fretar carro com o Paulo, mas o motorista dele não estava lá. Perguntamos para outra pessoa e este indicou ir de quadriciclo. Conversamos com os meninos, iam dois, cada um guiando um quadriciclo e nos levando na garupa. Deu para levar bagagem de boa, amarrada na frente do quadriciclo. Erro 2: na saída, encontramos o Troller, mas na confusão e sem saber quanto tempo ele demoraria para sair dali, fomos embora. Seguimos a maior parte à beira da praia, mas ela é sempre igual, sem nada demais. Água de um lado e areia do outro, tem dunas, mas com a maré baixa, fomos pela beirinha da praia o tempo todo. Não achei bonita, mas também não estávamos com muito ânimo de curtir a paisagem. Depois atravessamos algumas dunas baixas até chegar à cidade de Paulino Neves. Nesse último trecho tivemos que passar por vários pontos alagados, deu até para molhar os pés (estava de chinelo), mas foi tranqüilo dada a experiência dos meninos. Existe uma trilha mais ou menos demarcada nesse trajeto Caburé-Paulino Neves. Enfim, chegamos ao asfalto. Desespero 2: os caras do quadriciclo nos deixaram no posto de gasolina, onde poderíamos pegar transporte para Tutóia, mas não havia mais ônibus nem vans. Parece que só tem dois horários de ônibus, ambos antes do almoço e as vans saem também nos mesmos horários. O frentista do posto disse que tinha que pegar carona. Ele arrumou um cara com Hilux que faz esse tipo de transporte para nos levar. Erro 3: chegando a Tutóia, encontramos um ônibus no meio do caminho e o motorista até perguntou se queríamos parar o ônibus, mas estava escrito Luís Correa e não achei que fosse o nosso, mas era, ele parava em Parnaíba antes. Ignorando o fato, seguimos até a rodoviária. Desespero 3: descobrimos que o último ônibus do dia já tinha saído as 15h30, aquele que encontramos no caminho. E então como eu faço para ir a Parnaíba? Só amanhã, foi a resposta do funcionário da bilheteria. Pedimos para o cara da Hilux seguir o ônibus. Andamos bastante, mas nada de alcançá-lo. Ainda paramos num ponto à beira da rodovia para perguntar, responderam que já tinha passado a uns 10min. No final seguimos até uma parada de ônibus da cidade de Água Doce do Maranhão. O ônibus da Viação Coimbra, o que perdemos, já tinha passado, mas por sorte nossa passava ali um ônibus da Expresso Guanabara que ia até Parnaíba e ele estava atrasado, não tinha passado ainda. Foi o nosso primeiro lance de sorte do dia e para compensar um pouco a grana gasta durante o dia, a passagem era 17,00, mais barata que da outra companhia que custava por volta de 40,00. De curiosidade, até especulei com um taxista quanto ficava até Parnaíba, mas como já desconfiava era muito caro. Aguardamos pouco tempo e chegou o ônibus bom, confortável e com AC, mas ele pingava em tudo o que era cidade no meio do caminho. O resto da viagem eu não vi muita coisa da estrada, vi que tinha bastante vegetação e poucas casas esporádicas. Demoramos para chegar à Parnaíba, mas chegamos. Ufa! Foi um alívio depois do dia estressante. Da rodoviária pegamos um taxista que, na curta corrida, contou a história da vida inteira dele para nós. Tudo bem que eu dei corda, fiz umas perguntas. Preço de táxi é tabelado, de acordo com o bairro um valor específico. Chegamos ao Hotel Delta, prédio antigo. As instalações do quarto eram antigas, mas era bem localizado, o Porto das Barcas era muito perto e tinha um supermercado quase em frente. Jantamos uma massa na Pizzaria Comilão. Estava bom. Depois de dias comendo camarão e carne de sol, meu organismo estava pedindo massas e frango. Comida e refri são baratos. Até preço de bebida do frigobar do hotel é honesto, igual ao dos restaurantes da cidade. Olhamos as lojas bem rapidinho e voltamos para dormir e descansar após o dia muito longo. Apesar do rio, não vi pernilongos.

Sexta, 15/07/2011 - ensolarado
City-tour, Porto das Barcas

O dia foi meio inútil em termos de passeio, ainda estava pregada do dia anterior. Era cansaço da viagem longa e estresse que começaram a pesar. Foi necessário diminuir o ritmo. Achei o hotel caidinho, muito caro pelo que oferece. Prédio antigo, instalações antigas, dois elevadores velhos, precários e sempre em manutenção. Ficamos no segundo andar, o único sem acesso por escada, o que foi muito ruim, dada a precariedade dos elevadores. No mesmo prédio, ficam o hotel e pontos comerciais variados, incluindo escolas. O trânsito de pessoas é muito grande durante o dia. Bagunçado, não gostei. O café da manhã é terceirizado, de um restaurante localizado no térreo do mesmo prédio. No primeiro dia café estava bom, mas acho que poderia ser melhor pelo preço da diária. Tiramos a manhã para ver passeios e como ir para Sete Cidades. A empresa Expresso Guanabara atende a região e é possível comprar passagens via internet, mas apenas com cartão Mastercard. Além da rodoviária, descobrimos que a agência Clip também vendia passagens. Mesmo com três dias de antecedência alguns horários de ônibus, de Parnaíba para Piripiri, já estavam lotados, o jeito era sair muito cedo ou mais tarde, o que complicaria o passeio. Resolvemos fechar com agência mesmo e na pressa fechei com a Clip que ficava ao lado do hotel, sem pesquisar. O ônibus da Guanabara é bom, mas ele pinga muito, de cidade em cidade e demora muito. O executivo vai bem mais rápido, pois vai direto, mas é preciso comprar passagem com vários dias de antecedência. Na própria Clip compramos a passagem Piracuruca-Teresina, pois contratamos apenas o trecho Parnaíba-Sete Cidades. Excluímos o translado até a capital, pois ficaria muito caro. Contratamos passeio de barco com caranguejada para o domingo. Eles cobram o transfer para o Porto dos Tatus, de onde sai o passeio, à parte. É meio longe, mas é provável que tenha ônibus de linha para lá. Por outro lado, depois de duas semanas de viagem atravessando Maranhão e Piauí, eu estava pagando para ter um pouco de conforto. Resolvemos fazer um city-tour. Fomos até a Praça da Graça, aonde vimos a Catedral de N Sra da Graça, a Igreja do Rosário e o Monumento da Independência. Depois seguimos até a Praça de Santo Antônio. Vimos a Igreja de Santo Antônio, o Monumento ao Centenário e um belo prédio, o Collegio N. Sra das Graças.

Centro de Parnaíba: Praça de Santo Antônio, Igreja de Santo Antônio, Collegio N. Sra das Graças
Centro de Parnaíba: Praça de Santo Antônio, Igreja de
Santo Antônio, Collegio N. Sra das Graças

Passamos pelo Centro Cívico, composto pelo Panteon, onde encontramos as Pirâmides, o Prisma e a Pira. Retornamos à Av. Presidente Getulio Vargas e admiramos alguns casarões antigos das proximidades. Vimos a Casa Grande da Parnaíba ou Sobrado Simplício Dias, atualmente em restauração, a Casa Inglesa e o Casarão dos Azulejos. Passeamos pelo Porto das Barcas, mas é meio morto durante o dia, pouco movimento de turistas. O local tem umas construções antigas, é colorido, bonito e alegre. Reúne algumas lojas de artesanato, a maior parte das agências de turismo da cidade, um ou outro restaurante, uma sorveteria, etc.

Porto das Barcas: as casas coloridas
Porto das Barcas: as casas coloridas
Porto das Barcas: mais casas coloridas
Porto das Barcas: mais casas coloridas

Passamos no supermercado ali perto para comprar água e alguns petiscos. Almoçamos no Restaurante Delícia Caseira, o mesmo do café da manhã, self-service por Kg, comida simples, mas boa. Voltamos para descansar no hotel, eu estava meio pifada. À tarde, saímos pesquisando preço do passeio pelas praias em outras agências, que ficam todas nas proximidades, a maioria no Porto das Barcas. Vale a pena pesquisar. O passeio mais comum, o de barco com caranguejada, é meio que tabelado, mas os outros podem ter diferença. Contratamos o passeio pelas praias de Luís Correa com a agência Morais Brito. Vimos um vendedor na calçada com as cordas de caranguejos. Subimos a ponte para tirar algumas fotos de lá. Vimos outros turistas que tiveram a mesma ideia. O local é legal, rende bons ângulos para fotos.

Porto das Barcas: vista do alto da ponte
Porto das Barcas: vista do alto da ponte

Retornamos para a Praça da Graça e vimos nas imediações, o Sobrado de Dona Auta, que atualmente é uma biblioteca pública municipal. Jantamos no Restaurante Delícia Caseira mesmo. À noite é bem fraquinho. Antes de deixar o hotel, confirmei com o recepcionista que não havia acesso ao segundo andar pelas escadas. Pedi para trocar de quarto, para ir para o primeiro andar, pois dava para ir pelas escadas, mas ele disse que não tinha vagas. Fomos ao cinema. É meio deprimente, pois a segunda maior cidade do estado tem um cinema com apenas duas salas, funciona apenas de quinta a domingo e é bem caidinho. Chegando ao hotel, foi o maior estresse. Nenhum dos dois elevadores funcionava. Às vezes ele não abria no térreo ou no segundo andar, apenas no primeiro. Com muito custo, conseguimos subir. Dessa vez, sem elevador funcionando e com um quase escândalo meu, a vaga no primeiro andar "apareceu". Elevador continuava ruim e o recepcionista chegou no segundo andar pelas escadas. Que escadas? Ele então esclareceu que tinha escadas de emergências. Pedi para vê-las e elas ficavam escondidas, eram estreitas e sem iluminação. Era perigoso utilizá-las, o risco de cair era grande, devido à escuridão. Prefiro não imaginar o que aconteceria em caso de acidente/incêndio. Decidimos que tínhamos que mudar de andar. Fomos para um quarto pior, fedido, mais caidinho ainda, paredes sujas e mofadas, mas já era quase 23h e ficamos lá mesmo.

Sábado, 16/07/2011 - ensolarado, chuva à tardezinha
Hotel Cívico, Praias de Parnaíba e Luís Correa

Acordamos e fomos tomar café. Daniel disse que a melancia estava azeda. Ele disse que o suco estava com gosto ruim. Dei uma provada e vi que estava passado, feito provavelmente com fruta madura demais, já estragando. No dia anterior, estava bom, tanto que almoçamos e jantamos lá, mas depois da série de acontecimentos foi a gota d'água. Nem consegui comer alguma coisa. Subi ao quarto e tentei ligar para outro hotel do meu celular, mas não consegui, pois não dava sinal direito. Lembrei da agência Clip e fui lá. Ela providenciou vaga no Hotel Cívico. Fechamos a conta no hotel, nem tive que brigar por causa da reserva já feita. A agência chamou um táxi e fomos para outro hotel. Ele é um pouco mais distante do Porto das Barcas, mas fica a meio caminho da Beira-Rio. Bem melhor, ambiente mais agradável. Havia duas opções disponíveis de quarto, fiquei com o mais simples. Quarto era bom, mas instalações do banheiro antigas. Colocaram uma TV pequena e antiga lá, parece que era cortesia, pois esse tipo de quarto não tinha TV. Havia um tipo de quarto mais simples, mas não tinha vaga. Os melhores eram muito caros. Talvez esses fossem reformados com instalações mais novas. De qualquer forma achei muito caro, pelo preço deveria ser melhor. No Maranhão pagamos menos por quartos melhores. Recepcionista foi muito atencioso, acho que ele ficou com pena do meu estado estressado, até ofereceu café na faixa, mas só consegui tomar um suco. Ligamos para a Morais Brito para nos pegar mais tarde e no novo hotel. Já tinha ouvido falar que o litoral piauiense era fraquinho, mas decidimos conferir mesmo assim. Acho que não aproveitei muito o passeio, depois da confusão. Fomos para Ilha Grande de Santa Isabel. A Praia Pedra do Sal tem um visual diferente por causa das pedras, mas estas estão muito pichadas. Não conseguimos ver nenhuma pedra de sal, mas vimos algumas formações interessantes como a pedra do sino. Um pouco de imaginação e podem ser vistas várias pedras associadas a animais principalmente. A uma é até atribuída à queda de um ET. O nível d'água subiu e destruiu alguns quiosques da praia, dando um ar de abandono. Parece que tem um projeto para revitalizar a região, fazendo quiosques padronizados, mas por enquanto está abandonado. Essa região conta com geradores eólicos, não achei bonito, mas também não achei que chegasse a ser uma poluição visual.

Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Geradores eólicos perto da Praia Pedra do Sal
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Geradores
eólicos perto da Praia Pedra do Sal
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia Pedra do Sal e Farol
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia Pedra do
Sal e Farol

Do outro lado tem a Praia de Atalaia, mas por causa do Rio Igaraçu, tem que dar a volta passando pela cidade. Passamos no Mercado Municipal. Experimentamos cajuína, é bom, mas achei que não parece caju, parece um chá adoçado com mel. Fiquei sabendo que o Piauí, junto com Ceará, é um dos maiores produtores de castanha de caju do país. Fiquei com vontade de comprar castanha no mercado, mas não havia nada nas bancas. Óbvio, não me toquei na hora, mas não era tempo de colheita, que deve começar em setembro e seguir pelo final do ano. Na outra vez que fui para o nordeste, eu fui em janeiro e vi muita castanha. Passamos pela Lagoa do Portinho, que é grande e cercada por dunas baixas. Tem comércio lá, com bares/restaurantes e alguns barcos para passeios com turistas. Passamos pelo Porto de Luís Correia, cujas obras não foram concluídas. Não chega a ser um ponto turístico, não tem nada lá e nem é bonito, mas nesse local está situada a foz do Rio Igaraçu, tem um quebra-mar longo e oferece vista ampla da região. Fomos para a Praia de Atalaia que é bem movimentada, cheia de quiosques padronizados, pousadas, casas de veraneio, etc. Acabamos pulando a Praia Peito de Moça. Seguimos direto para a Praia do Itaqui, mas acesso pela areia estava complicado. Continuamos para a Praia do Arrombado e, desse ponto, seguimos pela areia até Macapá. A Praia do Arrombado tem um visual legal de cima. Tem um mangue bonito, com águas bem claras. A Praia da Carnaubinha tem muitos arrecifes e um visual diferente.

Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Lagoa do Portinho
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Lagoa do
Portinho
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: mangue da Praia do Arrombado
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: mangue da Praia
do Arrombado
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: visual do alto da Praia do Arrombado
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: visual do alto da
Praia do Arrombado
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia da Carnaubinha
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia da
Carnaubinha

A Praia de Macapá tem poucos quiosques rústicos. Dá para ver o pedaço de asfalto que sobrou depois que a forca das águas destruiu a estrada. Do outro lado fica a Praia da Barra Grande, mas não fomos para lá por causa da distância. É perto, mas o Rio Camurupim, obriga que o carro dê uma grande volta para alcançar a outra praia. Paramos na árvore penteada, que tem esse nome por ter a copa toda inclinada para o lado, por causa da ação dos ventos, parece uma cabeleira penteada.

Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia de Macapá
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia de Macapá
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Árvore penteada
Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Árvore penteada

Voltamos pelo asfalto e paramos para almoçar na Praia do Coqueiro que tem vários restaurantes, casas de veraneio e alguns hotéis. Almoçamos no Restaurante Dona Maria, era bom, mas bem caro. Paga-se pelo visual da praia. Não fui lá por causa do visual, mas o vento estava bom para aliviar o calor. Perto fica o Restaurante do Dedé, disseram que a comida é muito boa, mas não fica à beira da praia. Voltamos ao hotel. Pensamos em sair à noite, mas a pancada de chuva, que embora já tivesse passado, deixou a rua sem luz. Jantamos no hotel mesmo. Disseram que normalmente não chove nessa época do ano. Depois desse dia não vimos mais chuva no Piauí pelo restante dos 10 dias que ainda ficamos nesse estado.

Domingo, 17/07/2011 - ensolarado
passeio de barco pelo Delta do Parnaíba com caranguejada

Achei o passeio fraquinho, mas acho que tenho que dar um desconto dado o meu estado de espírito e dado que tinha visto paisagens deslumbrantes antes que faziam todo o resto ficar apagadinho. O passeio é estilo passeio de escuna no litoral, muita gente, som alto, muito barulho, perturbando a paz e a contemplação da natureza. Saíram outros barcos também. Teve explicação sobre o delta. Tem poucos lugares na parte de cima. Corremos para pegar um lugar, mas ficamos no sol, pois apenas parte é coberta e já estava ocupada. Enfim, partimos do Porto dos Tatus, Ilha Grande de Santa Isabel, pelo braço do rio, que é uma das ramificações da foz do Parnaíba. O leito dos rios é protegido por uma vegetação bem diferente, uns talinhos com folhas cordiformes na ponta, acho que o nome da planta é aninga. Seguimos acompanhando uma grande ilha habitada, à esquerda, que suponho ser a Ilha das Canárias. Vamos até encontrar outra ilha, que acredito ser a Ilha de Poldros. Foram servidas frutas. Dá para ver o encontro das águas do rio com o mar, elas são de tonalidades diferentes e seguem separadas, dá para ver as faixas e alguns bancos de areia também, não sei se exposto por causa da maré ou se é sempre assim. Parada para banho. Os funcionários do barco aproveitaram para limpar e escovar os caranguejos. A ilha é deserta só tem areia. Do outro lado é o mar. Contornamos a ilha. Entramos num igarapé bem estreito e a maré estava mais baixa.

Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Porto dos Tatus
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Porto dos Tatus
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Entrando num igarapé estreito e curtindo o visual do mangue
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Entrando num
igarapé estreito e curtindo o visual do mangue

Dava para ver bem as raízes das árvores do mangue. As árvores são bem altas. Nesse trecho, o som foi desligado, disseram que era área de preservação. Almoço self-service com pouca opção, mas à vontade e estava razoável. Segunda parada para banho foi na Duna do Morro Branco. Podia-se tomar banho de rio ou subindo as dunas, disseram que tinha duas lagoas de água bem límpida do outro lado.

Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Olha a vegetação do mangue
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Olha a vegetação
do mangue
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: No Delta do Parnaíba também tem duna! Olha a Duna do Morro Branco
Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: No Delta do
Parnaíba também tem duna! Olha a Duna do Morro Branco

Teve a caranguejada. Não experimentei, mas disseram que não estava boa, pois os caranguejos eram pequenos e as patas magrinhas. Muito trabalho para quebrar as patinhas e pouca carne. Uma pessoa que já tinha feito o passeio disse que de lancha é bem melhor para apreciar fauna e flora, que o barco grande era bom para comer. Não sei se dá muito variação de visual entre um roteiro e outro, se vale a pena fazer roteiros diferentes, por outros braços do delta. Acredito que um sobrevoo seria muito legal, para ver realmente como é o delta lá de cimas, os braços do rio, as ilhas e praias. Retornamos ao porto. A van nos levou até o hotel. Descansamos um pouco e depois fomos à Beira-Rio, para conhecer e para jantar. Jantamos no Restaurante Confraria do Paladar, simples, mas bom.

Segunda, 18/07/2011 - ensolarado
Transfer Parnaíba - Piracuruca, Parque Nacional de Sete Cidades, transfer Piracuruca - Teresina, Hotel Rio Palace

Continua no outro relato abaixo...


 

Sete Cidades

Período: 18/07/2011
Cidades: Piracuruca

O Parque Nacional de Sete Cidades com área de 6.221 ha está situado numa faixa de transição entre os ecossistemas do cerrado e da caatinga com espécies como o murici, o pau-terra, as palmeiras, o buriti, a carnaúba e o tucum. Entre os animais estão presentes mamíferos como o veado-mateiro, a raposa, a suçuarana e o mocó, além de répteis como a iguana e aves como o tucano, o falcão-tropical e o xexéu. Tem um dos mais belos conjuntos de formações geomorfológicas do Brasil, que receberam nome de acordo com sua aparência: Mapa do Brasil, Pedra da Biblioteca, Arco do Triunfo, etc. As rochas que lembram ruínas de cidades estão divididas em diferentes localidades e cada uma ficou conhecida como uma cidade, totalizando as "Sete Cidades de Pedra". Estão espalhados pelo Parque 22 sítios arqueológicos com pinturas rupestres inscritas em rochas e grutas, vestígio de que o homem pré-histórico passou pela região. A idade dessas inscrições ainda é polêmica. Entretanto, segundo diversas teorias, as inscrições e pinturas rupestres são atribuídas a vikings, a fenícios, a tupis provenientes de Atlântida, ou ainda a extraterrestres. No meio dessa paisagem rochosa do sertão semi-árido, surgem cachoeiras, como a do Riachão, piscinas naturais e olhos-d'água, como o dos Milagres.

O Parque Nacional de Sete Cidades localiza-se na parte nordeste do Piauí, pertencendo aos municípios de Piracuruca e Piripiri.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Passamos o dia e não ficamos hospedados na região. Seguimos direto para a capital.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

Piripiri está localizada na região norte do Piauí. Faz limite com as cidades de Piracuruca, Capitão de Campos, Pedro II, Olho D'água Grande, Barras e Batalha. Possui 61.834 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 1.629 km². Apresenta clima tropical, com temperatura média de 27°C e maior índice de pluviosidade no primeiro semestre.

Piracuruca está localizada no norte do Piauí. Faz limite com as cidades de Cocal, Caraúbas do Piauí, Brasileira, Batalha, São João da Fronteira, Cocal dos Alves e São José do Divino. Possui 27.548 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 2.380 km². Apresenta clima tropical, com temperatura média de 27°C e maior índice de pluviosidade no primeiro semestre.

Como chegar

Piripiri está localizada a 164 km da capital e a 171 km de Parnaíba. De carro partindo de Teresina segue-se pela Rod BR-343 até a cidade, até o parque são mais cerca de 20 km pela Rod. BR-222 e PI-111.

Piracuruca está localizada a 196 km da capital e a 128 km de Parnaíba. De carro partindo de Teresina segue-se pela Rod BR-343 ou pela PI-113 e PI-110 para chegar a Piracuruca. Da cidade são 18 km pela PI-111 até o portão do Parque e depois mais 5km até a administração.

  • Rodoviária de Piripiri, R. Pires Rebelo, 372, 3276-2333
  • Rodoviária de Piracuruca, Av. Aurélio Brito, s/n, Centro

Partindo do Delta do Parnaíba, é possível fazer o trajeto até Sete Cidades de transporte público, mas fica corrido se não quiser dormir em Piripiri ou Piracuruca e quiser seguir direto para a capital.

Transporte Parnaíba/Piripiri ou Parnaíba/Piracuruca e Piripiri/Teresina ou Piracuruca/Teresina:

  • Parece que Piripiri tem mais estrutura para receber turistas. A cidade é maior e deve ter mais opções de horários de ônibus.
  • A empresa Expresso Guanabara atende a região e é possível comprar passagens via internet, mas apenas com cartão Mastercard. Além da rodoviária, há outros postos de venda de passagens, como a agência Clip, em Parnaíba e é possível comprar o trecho de volta ou para a capital
  • O ônibus da Guanabara é bom, mas ele pinga muito, de cidade em cidade e demora para chegar ao destino
  • O ônibus executivo vai bem mais rápido, pois vai direto, mas é preciso comprar passagem com vários dias de antecedência, pois lota rápido. Tentamos comprar com três dias de antecedência, mas passagens já estavam esgotadas
  • Agências em Parnaíba oferecem opções de translado e passeios no Parque Nacional de Sete Cidades para quem quiser fazer o passeio bate-e-volta para Parnaíba ou com translado até a capital. Uma opção para quem ter conforto, mas não quer gastar muito, é contratar o translado até o parque e o passeio, sem o translado até a capital. De qualquer das cidades é fácil pegar ônibus para Teresina, mas compre passagem com antecedência

Transporte Centro da cidade/Parque:

  • Desconheço se há transporte público tanto de Piripiri quanto de Piracuruca ao parque, mas diariamente às 7h, sai o ônibus com os funcionários do Ibama da Praça da Bandeira, em Piripiri e você pode pegar uma carona. Horário de retorno à cidade, parece que é às 17h
  • Se resolver contratar taxista, pode-se combinar com ele de fazer o passeio dentro do parque e depois retornar à cidade. Fazer todo o percurso dentro do parque, entre as cidades, a pé é exaustivo por causa do calor
  • Não sei se tem locadora de veículo na cidade, mas pode ser uma opção, se custo do táxi for proibitivo. Outra ideia é alugar moto, caso esteja sozinho. Lembre-se que terá que levar o guia também

Quando ir

Esta região tem dois climas bem definidos, o período chuvoso e o seco, que definem os tons das paisagens que envolvem o lugar. O melhor período para visitar o parque é a época das chuvas, no primeiro semestre do ano, quando as cachoeiras formam quedas e poços, além da temperatura ser um pouco menos alta. No período seco, no segundo semestre, no lugar das quedas, um grande paredão seco lembra aos visitantes toda aridez da caatinga. Evite o período do B-R-O Bró (setemBRO a dezemBRO), pois as temperaturas são muito elevadas e caminhar sob o sol escaldante é cruel.

Onde ir

No Parque Nacional de Sete Cidades:

  • Parque Nacional de Sete Cidades, 3343-1342, 8-17h. Tem dois acessos, o portão norte via Piracuruca e o portão sul via Piripiri. Entrada gratuita, mas paga-se pelo guia que é obrigatório. Possui boa estrutura com Centro de Visitantes, alojamento para pequenos grupos, áreas para camping, restaurante, lanchonete e até um hotel dentro da área do parque. A área aberta à visitação possui cerca de 12 km de trilhas. Os trechos são curtos entre os pontos de interesse, e os graus de dificuldades mais acentuados são encontrados na subida para o mirante, no caminho para a Passagem do Índio e na descida para a cachoeira. A visita é iniciada pelo centro de visitantes. Lá você recebe informações sobre o parque, escolhe o roteiro, o tipo de condução (a pé, bicicleta ou moto/carro) e o guia para acompanhá-lo, que é obrigatório. O parque oferece bicicletas para alugar, mas estavam em estado de conservação ruim, segundo atestado por alguns visitantes
  • O valor do passeio depende do roteiro e do meio de locomoção adotado e varia de 30,00 a 80,00 por grupo. O tamanho do grupo é limitado. Existem três tipos de roteiro. O completo engloba as 7 cidades, o mirante e a cachoeira. As atrações podem ser percorridas a pé, de bicicleta (própria ou alugada do parque), de moto (própria ou do guia se este disponibilizar, custo a ser definido) ou de carro (próprio ou do guia se este disponibilizar, custo a ser definido)
  • Os atrativos citados em cada cidade são apenas algumas das inúmeras formações rochosas do parque
  • Primeira Cidade:
    • Piscina dos Milagres, uma das nascentes, que nunca deixou de jorrar, mesmo durante os anos mais difíceis de seca
    • Máquina de Costura
    • Gruta do Mocó
    • Pedra dos Canhões
    • Cachoeira do Riachão, não faz parte dos conjuntos rochosos, mas fica próximo à Primeira Cidade
  • Segunda Cidade:
    • Arco do Triunfo
    • Biblioteca lembra um local com livros e papéis empilhados
    • Mirante é o ponto mais alto com 82m de altura. De lá é possível ter uma bela visão do parque
    • Sítio Pequeno da Pedra da Inscrição, Sítio da Pedra do Americano, Sítio da Mão de Bromélias, Sítio do Camaleão: apresentam pinturas rupestres, destaque para a mão de seis dedos
    • Pedra do Castelo
  • Terceira Cidade:
    • Pedra do Beijo: duas rochas encostadas como se beijassem
    • Pedra do Segredo
    • Cabeça de Dom Pedro I lembra o perfil do rosto do imperador
    • Dedo de Deus: um menir apontando para cima, lembrando o formato de um dedo
    • Três Reis Magos
    • Mapa do Brasil com a divisão dos Estados
    • Pedra de Nossa Senhora
  • Quarta Cidade:
    • Mapa do Brasil, de um lado mostra o mapa do país e do outro o do Estado do Ceará. Os mapas mudam na medida em que se atravessa uma pequena abertura. O acesso é feito pelo Archete
    • Gruta do Catirina onde morou José Catirina, o curandeiro das sete cidades
    • Pedra dos Lagartos ou Beijo dos Lagartos, Passagem do Índio
  • Quinta Cidade:
    • Pedra do Imperador
    • Pedra do Rei
    • Sítio da Pedra da Inscrição tem a famosa pintura que alguns dizem ser uma cadeia de DNA
    • Furna do Índio
    • Túmulo do Filho do Catirina
  • Sexta Cidade:
    • Pedra da Tartaruga
    • Pedra do Elefante
    • Pedra do Cachorro
  • Sétima Cidade
    • parece que acesso está bloqueado a turistas

Em Piripiri:

  • Igreja Matriz de N. Sra dos Remédios
  • Praça da bandeira, principal praça em frente à Igreja Matriz de N. Sra dos Remédios
  • Praça de Eventos Arimatéa Sousa, antiga Estação Ferroviária da cidade, conta com um espaço para receber eventos
  • Museu Perypery, conta com várias peças que resgatam a história de Piripiri
  • Memorial Expedito Resende, possui peças em exposição do Embaixador Expedito Resende, um auditório para 200 pessoas e uma biblioteca com cerca de 2 mil obras
  • Biblioteca Municipal Casa das Letras, antiga Usina de Energia, atualmente conta com cerca de 5 mil livros
  • Santuário de N. Sra dos Remédios, no Morro da Saudade, possui uma grande estátua da santa padroeira do município
  • Açude Caldeirão, a 9 km da cidade, conta com capacidade de 54.600.000 m3 de água. Área de lazer, principalmente durante o mês de março quando chega a sangrar
  • Açude Anajás, pouco utilizado como lazer, mas é utilizado por pescadores por ter grande quantidade de peixes
  • Cachoeira do Bota-Fora ou Cachoeira Grande possui centro de visitantes
  • Parque Municipal Cachoeira da Conceição, distante do centro, tem 28 ha de floresta nativa, uma piscina natural e áreas para lazer

Em Piracuruca:

  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1743), construída segundo a lenda de uma promessa feita pelos irmãos Dantas que eram portugueses em viagem desbravadora pelo interior do Brasil
  • Praça Irmãos Dantas, em frente à Igreja Matriz. Esta, como muitas das praças da cidade, tem lajes de pedra (pedra do piquí) que são características do município e são usadas também em paredes, peitoris e pisos de casas e calçadas
  • Casarões, decorrentes da época de ouro "ciclo da carnaúba" que foi por volta da metade do século. Foram construídos por grandes comerciantes da época
  • Casarão "Espaço Jovem Desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho ", Praça Irmãos Dantas. Casarão da antiga intendência, é um dos prédios mais antigos da cidade, tombado pelo patrimônio histórico estadual. Hoje oferece aulas de música, computação e academia de ginástica
  • Usina da Cultura, Centro. Dispõe de um auditório, usado para exposições fotográficas, palestras, apresentações e outras atividades artísticas e culturais
  • Complexo Turístico Prainha, tem esse nome devido à areia depositada às margens do rio, que formam uma "praia". São 3 mil metros quadrados de área construída às margens do rio, conta com um calçadão, restaurantes, bares e outros comerciantes. O local também é palco para atrações culturais durante as festividades do ano
  • Grande lago, localizada nos arredores da cidade. Barragem inaugurada em 08 de maio de 1996 é um ponto de lazer. Possui estabelecimentos para atender os visitantes e casas de veraneio
  • Chapada do Bidoca. Predominância dos elementos que foram fundamentais no processo de colonização do nordeste: a carnaúba, transformada em símbolo da região nordestina; o vaqueiro, personalizado com o símbolo do couro; a capela e a cruz que expressam símbolos da fé humilde e forte do povo, elementos ainda vivos na região. Ganhou destaque nacional, quando uma foto foi impressa em cartões telefônicos
  • Inscrições da Pedra do Arco e o Tabuleiro dos Gomes, na localidade Tabuleiro dos Gomes, precisamente na Fazenda Lagoa de Cima de propriedade do Sr. Ezequiel, acesso pela BR 343 no sentido Piracuruca - Parnaíba, após a ponte do Rio Jacaraí há a entrada do pequeno povoado, segue-se 6 km. A pedra, pela sua formação, é conhecida por toda a região como a Pedra do Arco. Possui um painel de pinturas rupestres de aproximadamente 3,6m com carimbos de mãos com preenchimento elaborado, uma espiral, soliformes e metades de quadrados concêntricos. Além das pinturas, o local é rodeado por formações rochosas é próximo ao Rio Jacaraí
  • Antigas Fazendas, pelo interior, mantém muito da sua aparência original do início do século passado e atraem pela arquitetura, móveis e utensílios usados no cotidiano

Onde ficar

Para visitar o Parque Nacional de Sete Cidades, podem ser tomadas como base as cidades de Piripiri e Piracuruca. Ainda perto tem a cidade de Pedro II, conhecida pelas jazidas de opala. Na pesquisa que realizei, encontrei poucas opções. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas, em sites de turismo e fóruns.

Em Piripiri:

    Outras opções:

    No Centro:

  • Hotel Califórnia, R. Dr. Antenor de Araújo Freitas, 546, Centro, 3276-1645, http://californiahotel.com.br, jesus-holanda@hotmail.com
  • Hotel Plaza Village, Av. Tomaz Rebelo, 375, Centro, 3276-1986 / 9943-6669 / 8836-8286, villageplazzahotel@hotmail.com
  • Perto do parque:

  • Parque H. Sete Cidades, Rodovia BR-222, KM 63, s/n, 3276-2222 / 3232-1142 / 9927-4558. Contatos e reservas Rua Magalhães Filho, 479, sala 04, Centro/Sul, Teresina, 3223-2423 / 3366 (fax) / 9424-0024 , http://hotelsetecidades.com.br, hotelsetecidades@bol.com.br. Interessante por ficar dentro do Parque Nacional de Sete Cidades, mas fica isolado da cidade. Conta com restaurante
  • Hotel Fazenda Sete Cidades, Rodovia BR-222, km 63, 3276-2222
  • Parecem mais simples:

  • Hotel Imperial, Av. Aderson Alves Ferreira, 1980, Paciência, 3276-1227, hotelimperialdepiripiri@gmail.com
  • Hotel Rodoviário, Av. Estado de Pernambuco, 779, Centro, 3276-2838
  • Hotel dos Viajantes, Rua N Sra Remédios, 332, 3276-1542

Em Piracuruca:

    Outras opções:

  • Pousada Dois Irmãos, 3343-2234
  • Pousada e Restaurante Requinte, 3343-1135

Onde comer

No Parque Nacional de Sete Cidades:

  • Restaurante do Parque Hotel Sete Cidades, Rodovia BR-222, KM 63, s/n, 3276-2222 / 3232-1142 / 9927-4558. Fica dentro do Parque Nacional de Sete Cidades. Serve pratos à la carte. Comida é boa, mas a área do restaurante é aberta e tinha muitas abelhas atacando os refrigerantes e pássaros folgados que vinham e bicavam a comida do nosso prato sem fazer cerimônia. Para falar a verdade não deu para comer direito, acho que o hotel deveria ter uma área de restaurante fechada, para os animais não entrarem

Em Piracuruca:

    Outras opções:

  • Restaurante Ponto Alto, 3343-1123
  • Restaurante Apoliano, 3343-1711
  • Restaurante Manoel Coró, 3343-1834

Dicas

Contatos úteis:

  • Prefeitura de Piripiri, Av. 4 de Julho, 280, 3276-1705 / 4987, turismo@piripiri.pi.gov.br

Links úteis:

Prefeitura de Piripiri
Piracuruca
Piauí.com.br
PiauiNet

Dicas:

  • Passeio no Parque Nacional de Sete Cidades leva cerca de 3h se realizado com carro. A maior parte pode ser percorrida de carro, entre as cidades. Somente no interior das cidades precisa caminhar entre um ponto de interesse e outro. Acho complicado fazer o roteiro a pé ou de bicicleta, pois as cidades ficam longe uma das outras. Na verdade, o que dificulta é o calor e não a distância. Certas partes têm sombra, outras seguem debaixo de sol. Na sombra e com vento é bom, mas o sol judia
  • Partindo-se da capital ou do Delta de Parnaíba pode-se contratar uma agência para o passeio ou pode-se utilizar transporte público
  • Para quem gosta de lembranças, tem as camisetas vendidas no parque

Relato de viagem

Segunda, 18/07/2011 - ensolarado
Transfer Parnaíba - Piracuruca, Parque Nacional de Sete Cidades, transfer Piracuruca - Teresina, Hotel Rio Palace

Tomamos café. Saímos com o motorista/guia Batista. A estrada estava em boas condições. Fomos até Piracuruca. Passamos pela cidade, que é pequena e tem uma igreja antiga, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Pegamos a estrada da cidade ao parque. Passamos pelo portão norte do Parque Nacional de Sete Cidades. Aproveitamos e paramos em alguns pontos da Primeira Cidade, como o Olho d'Água dos Milagres. Disseram que rejuvenesce um ano a cada banho. Há várias pedras, como a Máquina de Costura, a Gruta do Mocó, a Pedra dos Canhões.

Primeira Cidade: Piscina dos Milagres, uma das nascentes, que nunca deixou de jorrar, mesmo durante os anos mais difíceis de seca
Primeira Cidade: Piscina dos Milagres, uma das nascentes,
que nunca deixou de jorrar, mesmo durante os anos mais
difíceis de seca

Primeira Cidade: Gruta do Mocó
Primeira Cidade: Gruta do Mocó
Primeira Cidade: Pedra dos Canhões
Primeira Cidade: Pedra dos Canhões

Depois seguimos até o Centro de Visitantes, onde combinamos o roteiro e contratamos a guia Carminha. Já faz uns 3 anos que o parque não cobra entrada, mas guia é obrigatório. O valor do passeio depende do roteiro e do meio de locomoção adotado e varia de 30,00 a 80,00 por grupo. O tamanho do grupo é limitado. Existem três tipos de roteiro. O completo engloba as 7 cidades, o mirante e a cachoeira. As atrações podem ser percorridas a pé, de bicicleta (própria ou alugada do parque), de moto (própria ou do guia se este disponibilizar, custo a ser definido) ou de carro (próprio ou do guia se este disponibilizar, custo a ser definido). Faríamos o percurso de carro. Passamos no restaurante do hotel, dentro do parque e encomendamos o almoço. A maior parte foi percorrida de carro, entre as cidades. Somente no interior das cidades foi feito a pé. Acho complicado fazer o roteiro a pé ou de bicicleta, pois as cidades ficam longe uma das outras. Certas partes têm sombra, outras seguem debaixo de sol. Na sombra e com vento é bom, mas o sol judia. Cruzamos algumas vezes, um riozinho de águas bem vermelhas, devido ao óxido de ferro. São inúmeras as pedras com seus formatos peculiares e é difícil guardar os nomes que a guia vai falando durante o percurso. O passeio começou pela Segunda Cidade. Passamos pelo Arco do Triunfo.

Rio com águas vermelhas devido ao óxido de ferro
Rio com águas vermelhas devido ao óxido de ferro
Segunda Cidade: Arco do Triunfo
Segunda Cidade: Arco do Triunfo

Vimos vários sítios com inscrições rupestres, dentre estes a Pedra do Americano. É comum vermos carimbos de mãos. Nessa cidade fica o Sítio da Mão de Seis Dedos. Vimos uma pedra que tem uma cara de macaco esculpido no chão. Passamos pela Biblioteca e caminhamos até o Mirante. De lá temos uma bela vista panorâmica do parque. A vegetação ainda estava bem verde, mas acredito que vá secar e perder suas folhas com a época de seca. Vimos um filhotinho de mocó. Depois descobrimos que esse bicho é muito comum.

Segunda Cidade: Sítio da Mão de Seis Dedos
Segunda Cidade: Sítio da Mão de Seis Dedos
Segunda Cidade: Biblioteca lembra um local com livros e papéis empilhados
Segunda Cidade: Biblioteca lembra um local com livros e
papéis empilhados
Segunda Cidade: Mirante é o ponto mais alto com 82m de altura. De lá é possível ter uma bela visão do parque
Segunda Cidade: Mirante é o ponto mais alto com 82m de
altura. De lá é possível ter uma bela visão do parque
Segunda Cidade: no mirante
Segunda Cidade: no mirante

Retornamos e passamos pela Terceira Cidade. Vimos a Pedra do Beijo, a Pedra do Segredo, a Cabeça de Dom Pedro I, o Dedo de Deus, o Mapa do Brasil com a divisão dos Estados, a Pedra de N. Sra. Fomos até a Quarta Cidade. Vimos a Pedra dos Lagartos ou Beijo dos Lagartos. Pouco depois passamos pelo Mapa do Brasil. Visitamos a Gruta do Catirina.

Terceira Cidade: Pedra do Segredo, ao meio, Cabeça de Dom Pedro I à direita
Terceira Cidade: Pedra do Segredo, ao meio, Cabeça de
Dom Pedro I à direita
Quarta Cidade: Mapa do Brasil
Quarta Cidade: Mapa do Brasil

Acredito que já na Quinta Cidade, vimos a Pedra do Imperador, a Pedra do Rei e o Sítio da Pedra da Inscrição, que tem a famosa pintura que alguns dizem ser uma cadeia de DNA. Depois vimos uma pedra que acredito ser a Pedra do Camelo.

Quinta Cidade: Pedra do Imperador à esquerda, Pedra do Rei à direita ao fundo
Quinta Cidade: Pedra do Imperador à esquerda, Pedra do
Rei à direita ao fundo
Quinta Cidade: o Sítio da Pedra da Inscrição tem a famosa pintura que alguns dizem ser uma cadeia de DNA
Quinta Cidade: o Sítio da Pedra da Inscrição tem a famosa
pintura que alguns dizem ser uma cadeia de DNA

Na Sexta Cidade, a atração fica por conta da famosa Pedra da Tartaruga. Depois seguimos até a Cachoeira do Riachão, que não pertence a uma cidade, mas fica próxima da Primeira Cidade. Ainda tinha bastante água, mas parece que tem bem mais na época das chuvas. Tem bastantes bromélias nas pedras.

Sexta Cidade: Pedra da Tartaruga
Sexta Cidade: Pedra da Tartaruga
Cachoeira do Riachão
Cachoeira do Riachão

Levamos cerca de 3h para visitar tudo com carro. Voltamos para o hotel. Almoçamos no Restaurante do Hotel Sete Cidades, carne de sol, com as abelhas nos cercando. Elas atacaram as latas de refrigerante, até zero. Acho que elas viciaram em coca zero. Mudamos de mesa, deixando copos e latas para trás para entreterem as abelhas. Na outra mesa, os pássaros começaram a atacar a nossa comida. Eles eram muito folgados, vinham e bicavam a comida do nosso prato sem fazer cerimônia. Os pássaros são domesticados, parece que foram apreendidos pelo Ibama do cativeiro e soltos no parque. Dessa forma eles não têm medo da gente e são muito abusados.

Restaurante do Parque Hotel Sete Cidades
Restaurante do Parque Hotel Sete Cidades

Visitamos a piscina natural. Saímos mais cedo para tentar trocar a passagem e ir mais cedo para a capital. Na rodoviária não deu para trocar para 15h30, ônibus já estava cheio. Atendente disse que ia trocar para o das 16h. Conseguimos trocar, mas o ônibus atrasou e saiu depois das 16h30. Ele pingou em todo lugar e chegamos lá pelas 20h em Teresina. O termômetro da rodoviária indicava 31,5 graus naquele horário, imagina o calor durante o dia e olha que estávamos num mês considerado fresco. Espera o B-R-O Bró chegar para você ver o que é calor. Parou muito até na cidade, tanto que tive que perguntar para o motorista se ele ia para rodoviária. Aproveitei para deixar a passagem comprada para o dia seguinte. Pegamos táxi para o Hotel Rio Palace. Achei táxi caro, 3,00 a bandeirada, mas era o mesmo preço tanto em horário comercial quanto à noite. O hotel era bom, mas achei bem fraquinho pelo preço, poderia ser bem melhor. Por causa do horário, jantamos no restaurante do hotel mesmo.

Terça, 19/07/2011 - ensolarado
Shopping Riverside, transfer Teresina - São Raimundo Nonato

Continua no outro relato abaixo...


 

Serra da Capivara

Período: 20 a 24/07/2011
Cidades: São Raimundo Nonato

O Parque Nacional Serra da Capivara tem área de 129.140 ha e perímetro é de 214 km. Os maiores atrativos do Parque são a densidade e diversidade de sítios arqueológicos portadores de pinturas e gravuras rupestres pré-históricas, o que determinou a sua inclusão na Lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO. Atualmente mais de 170 sítios estão preparados para a visitação, dos quais 16 oferecem serviços de acesso para pessoas com dificuldade de locomoção.

A Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM) assinou um contrato de parceria com o IBAMA, visando à aplicação do Plano de Manejo do Parque Nacional Serra da Capivara. A Fundação tem a responsabilidade técnico-científica da Unidade de Conservação, assume sua defesa e manutenção.

O que é um sítio arqueológico?
"Um sítio arqueológico é um local no qual homens deixaram algum vestígio de suas atividades: uma ferramenta de pedra, uma fogueira na qual assaram sua comida, uma pintura, uma sepultura, a simples marca de seus passos. Na região do Parque Nacional, atualmente estão cadastrados 1223 sítios com arte rupestre, sendo 922 sítios com pinturas, 218 com pinturas e gravuras e 83 somente com gravuras. Dentro dos limites do Parque, são 680 sítios, dos quais 600 são de pinturas e/ou gravuras rupestres. Sessenta e três sítios são aldeias, oficinas líticas e alguns são já do período histórico. Estes números não são definitivos, pois continuamente são descobertos novos sítios no Parque Nacional e seu entorno." (Fonte: FUMDHAM)

O Parque Nacional Serra da Capivara está localizado no sudeste do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A cidade mais próxima do Parque Nacional é Cel. José Dias, porém São Raimundo Nonato é o maior centro urbano e tem melhor infra-estrutura para receber o turismo da região.

Confira abaixo as dicas e informações gerais sobre a cidade.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

São Raimundo Nonato está localizado na região sudoeste do Piauí. Faz limite com as cidades de Coronel José Dias, São Lourenço do Piauí, Dirceu Arcoverde, Fartura do Piauí, Várzea Branca, Bonfim do Piauí, São Brás do Piauí, Brejo do Piauí e João Costa. Possui 32.347 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 2.427 km². Apresenta clima semi-árido, com temperatura média de 28°C e maior índice de pluviosidade entre outubro a maio.

Como chegar

Para quem vem de outros estados, Teresina e Petrolina (PE) são as principais cidades de acesso por meio de transporte aéreo. A partir destas cidades é necessário usar o transporte rodoviário até São Raimundo Nonato. São Raimundo Nonato está localizado a 540 km da capital e a 300 km de Petrolina. Teresina, apesar de estar mais distante do parque do que Petrolina, tem rodovias em melhores condições, segundo informações recebidas. Se aquilo era melhor, não imagino como é a outra rodovia...

  • Terminal Rodoviário, Av. Capitão Milanês, Bairro Cipó, 3582-1665 (Gontijo) / 3480 (Real Maia) / 1266 (Itapemirim)
  • Aeroporto Nilo Coelho - Petrolina, Rod. BR 235, km 11, (87) 3863-3366

Transporte Teresina/São Raimundo Nonato:

  • De carro, partindo de Teresina, segue-se pelas Rod. BR-316, BR-343, BR-230 e PI-140 até São Raimundo Nonato. Outra opção é seguir pela Rodovia BR-316 até Regeneração, pela PI-236 até Oeiras, pela PI-143 a Simplício Mendes e pela BR-020 até São Raimundo Nonato. Da cidade são mais 40 km até a entrada do parque. O motorista deve ficar atento a animais transitando e cruzando a pista e deve evitar os deslocamentos noturnos quando fica mais difícil avistar os animais pela rodovia. Segundo uma família que fez o percurso de carro, eles marcavam a quilometragem quando viam um posto à beira da estrada para saber a distância a ser percorrida se ocorresse algum problema, pois alguns trechos longos não têm nada
  • De ônibus, há três empresas que operam o destino no Terminal Rodoviário de Teresina
  • Horários Teresina-São Raimundo Nonato: Líder às 5h, Transpiauí às 14h30, Princesa do Sul às 20h30. Tel.: 3218-1761 / 3227-2556 / 3218-2037
  • Horários São Raimundo Nonato-Teresina: Líder diariamente às 8h e de seg-sáb às 15h, via Oeiras, tel.: 9411-9573 / 9412-5730. Transpiauí às 13h. Princesa do Sul às 20h30, tel.: 3582-1268. Obs.: telefones foram anotados dos guichês da Rodoviária de São Raimundo Nonato

Dicas de transporte:

  • Na rodoviária de Teresina aceita-se cartão, na de São Raimundo Nonato aceita-se apenas dinheiro
  • A viagem Teresina-São Raimundo Nonato leva cerca de 10h, dependendo do horário. Certos horários tem mais paradas, vai pingando de cidade em cidade. As estradas tem trechos em péssimo estado de conservação
  • Empresa de ônibus Princesa do Sul/Transpiauí, embora constem dois nomes diferentes, acho que pertencem ao mesmo dono, pois guichê é o mesmo. Acho que dependendo do horário vai o ônibus da Princesa do Sul, noutro horário vai o da Transpiauí. Achei que o ônibus da Princesa do Sul era um pouco melhor, mas os dois são bons, as poltronas reclinam bem, tem AC que é fundamental no calor de Piauí. Segue pela PI-140 e passa em Floriano. Essa estrada tem trechos muito esburacados
  • Empresa Líder estava sempre fechada, no dia da compra da passagem e no dia do embarque, não tinha ninguém no guichê. Não sei como as passagens são vendidas. Parece que faz a linha pela BR-020 e passa em Oeiras. O percurso dessa linha é mais longo, mas disseram que a BR-020 está em melhores condições do que a PI-140

Transporte Petrolina/São Raimundo Nonato:

  • De carro, partindo de Petrolina, segue-se pelas Rod. BA-210, BR-235 e BR-324 até São Raimundo Nonato
  • Acredito que deva ter uma linha de ônibus regular, mas desconheço detalhes

Quando ir

Esta região tem duas estações, o inverno e a seca, que definem os tons das paisagens que envolvem o lugar. O que é chamado de inverno é o período chuvoso que se estende de outubro a início de maio. A vegetação fica toda verde e os caldeirões enchem. Com o término das chuvas, a vegetação seca rapidamente e testemunha-se toda aridez da caatinga. Em junho a vegetação da caatinga já começa a perder as folhas. Segundo informações recebidas, junho é um mês nublado, não chove, mas às vezes o sol não aparece o dia todo. Curiosamente no período de junho a agosto as temperaturas caem à noite, chega a fazer frio, mas elevam-se rapidamente com o aparecimento do sol, ainda que se mantenham num limite tolerável. Evite o período do B-R-O Bró (setemBRO a dezemBRO), pois as temperaturas são muito elevadas e caminhar sob o sol escaldante é cruel.

Onde ir

  • Museu do Homem Americano, R. Abdias Neves, 551, a 3 km de São Raimundo Nonato, ter-dom, das 9-17h. Tem cobrança de ingresso, estava R$ 8,00 em jul/2011
  • Oficina de Cerâmica Serra da Capivara, Sítio Barreirinho, Coronel José Dias, 3582 - 1760 (Fábrica e Escritório), www.ceramicacapivara.com / ceramicacapivara@bol.com.br As peças são lindas e podem ser adquiridas na própria Oficina de Cerâmica, que é aberta à visitação, na loja do Centro de Visitantes do parque, na loja do museu, na loja do Hotel Serra da Capivara, na loja em São Raimundo Nonato (tel.: 3582-1949), na Central de Artesanato Mestre Dezinho em Teresina (tel.: 3222-6100) ou encomendadas da própria oficina, via site, e-mail ou telefone. Atualmente eles exportam para alguns países e fornecem peças para a Tok Stok e o Pão de Açúcar de São Paulo
  • Parque Nacional Serra da Capivara, a 40 km de São Raimundo Nonato, diar. das 6-18h. Conta com Centro de Visitantes, auditório, lanchonete. Guia é obrigatório. Tem cobrança de ingresso, estava R$ 10,00 em jul/2011. O parque apresenta várias guaritas e, conforme o roteiro a ser visitado, o acesso é feito pela mais próxima. Decide-se junto com o guia qual o roteiro a ser seguido. O parque é muito grande e há muito o que ser visitado, mas há três principais circuitos, que podem ser ligeiramente modificados para se adaptar ao estilo dos visitantes
    • Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio, entrada pela guarita BPF. Há Centro de Visitantes e loja de camisetas e cerâmica. Nesse circuito estão localizados os mais destacados cartões postais do parque, como a famosa Pedra Furada e os dois sítios arqueológicos mais importantes, a saber, a Toca do Sítio do Meio e o Boqueirão da Pedra Furada, este com pinturas clássicas como o beijo e o símbolo do parque e, iluminado, pode ser visitado à noite também, pagando-se uma taxa extra. Há outros sítios arqueológicos, como a Toca da Fumaça I, a Toca do Carlindo 2, a Toca do Carlindo 3, a Toca do Cajueiro da Pedra Furada, a Toca da Rancharia do Baixão do Macário, mas são bem menos impressionantes do que o Boqueirão da Pedra Furada. Para completar o roteiro, há belas vistas panorâmicas, por exemplo, no Mirante do Baixão da Pedra Furada e nos mirantes da Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues, onde a Pedra Furada pode ser vista por trás. Há mais um mirante, o Alto da Pedra Furada, a 110m de altitude, é alcançada depois de uma subida íngreme + escada metálica de 16m encravada na rocha. Não visitei, mas acho que poderia ser mais interessante trocar os sítios menos importantes por esse mirante ou pelo Baixão das Mulheres, que é um cânion de 60m de altura com sítios arqueológicos. Também há alguns caldeirões como o Caldeirão da Gameleira. Pode-se almoçar no Povoado Sítio do Mocó, que é bem perto da portaria BPF. Tem certa estrutura, vi dois mercadinhos, um restaurante com loja e um camping. Parece que tem restaurante no camping também
    • Circuito Desfiladeiro da Capivara, entrada pela guarita BR-020. Existem duas caminhadas mais longas, a Trilha do Boqueirão do Paraguaio e a Trilha dos Veadinhos Azuis. Normalmente opta-se por uma das duas. Fiz a Trilha dos Veadinhos Azuis, passando pela Toca da Entrada do Baixão da Vaca, Toca do Neguinho Só, Toca do Paredão dos Veadinhos, Toca do Veadinho Azul, Toca da Saída, Toca do Fundo do Baixão da Vaca II. A ida foi pelo alto dos desfiladeiros e a volta pela fenda entre as formações rochosas, parcialmente na sombra. Nessa parte do circuito achei que o mais bonito ficou por conta da paisagem avistada do alto. As pinturas rupestres são poucas e não se destacam muito, mesmo os veadinhos azuis estão muito claros e não são tão azuis assim. Pode-se almoçar no Povoado Sítio Barreirinho e visitar a Oficina de Cerâmica e a Oficina de Camisetas. À tarde, podem ser visitados mais sítios arqueológicos, cujos acessos são fáceis, através de caminhada curta, por exemplo, Toca do Pajaú, Toca da Entrada do Pajaú, Toca do Inferno, Toca do Barro, Toca Grande da Areia, Toca do Paraguaio. São interessantes, mas há outros sítios com pinturas rupestres mais bonitas e conservadas. Talvez seja interessante trocar esses sítios pela Trilha do Boqueirão do Paraguaio
    • Circuito Baixão das Andorinhas, entrada por uma das portarias da Serra Vermelha, acesso via Rod. PI-140. Passamos pelas Canoas da Serra Vermelha, pelo Baixão das Andorinhas e pelo Variante das Andorinhas. Em todos os 3 as formas peculiares das rochas formam um visual muito bonito. Em meio período dá para fazer esse circuito. Normalmente é feito à tarde, para ver o mergulho das andorinhas
    • Trilha Hombu, entrada por uma das guaritas do Povoado Sítio do Mocó. É uma trilha interpretativa, há painéis distribuídos pelos circuitos com explicações sobre os sítios, fauna e flora. As atrações distribuem-se pelo Circuito da Pedra Caída (Toca da Invenção, Toca da Boca do Sapo, Toca da Pedra Caída, Toca do Martiliano e mirante), Circuito do Baixão da Pedra Preta (Toca da Pedra Preta 1 e Toca da Pedra Preta 2), Circuito dos Caititus (Toca dos Caititus 1, 2 e 3) e Circuito do Sítio do Brás (Toca da Ema do Sítio do Brás 1, Toca da Ema do Sítio do Brás 2, Toca do Mangueiro, Toca da Roça do Sítio do Brás 1 e 2, Toca do Exú da Jurubeba, Toca do Macaco, Caldeirão da Gameleira, Caldeirão das Folhas e Caldeirão das Uvas). Fizemos dois circuitos em cerca de meio período. Na parte da manhã fizemos o Circuito do Sítio do Brás e em parte da tarde o Circuito da Pedra Caída, ambos de carro. Os outros dois circuitos são acessíveis apenas por carro 4x4 ou a pé, mas não sei se a distância é longa e/ou se vale o esforço. O Circuito do Sítio do Brás apresenta poucas pinturas rupestres e os vestígios da ocupação histórica do homem não são interessantes. O que achei mais bonito foi o visual das serras, mas mesmo assim não bate o visual dos mirantes visitados nos dias anteriores. No Circuito da Pedra Caída, há poucas pinturas rupestres e mal preservadas. Há um mirante que requer uma caminhada mais longa e mais íngreme, pois a placa advertia para os cardíacos e pessoas com problemas de vertigem não prosseguirem. Não sei se é o mesmo mirante ou outro que apresenta um desnível de 150m e escada metálica com 76 degraus. Não fomos, mas talvez esse fosse o forte da trilha. No geral achei o mais fraco dos passeios

Dicas de passeios:

  • O museu é bem estruturado, é interessante, mas acho dispensável, é muito melhor ir ao parque e ver pessoalmente. É meio longe do centro e até daria para ir caminhando se fosse um clima mais ameno. Quando visitamos o museu, fotos eram permitidas, mas parece que logo depois foi proibido
  • O hotel/pousada onde estiver hospedado poderá indicar guias e/ou agendar passeios
  • Os passeios ao parque ficam caros e os valores são praticamente tabelados. Tem cobrança de entrada no parque e obrigatoriedade de acompanhamento de guia que tem ser pago à parte, ou seja, o parque não fornece guias. Se não estiver com carro, gastará bastante com transporte
  • São muitos estrangeiros, muitos pesquisadores e poucos turistas. Os pesquisadores têm roteiros e propósitos específicos, bem como alguns visitantes, por exemplo, fotógrafos. Os turistas que aventuram por lá são em sua maioria dos estados vizinhos. Estes já vêm de carro e normalmente em família ou grupo, ou seja, não é fácil arrumar outras pessoas para dividir despesas com transporte e guia para o passeio no parque. Não conte com a sorte, faça uma boa reserva antes e vá preparado para a possibilidade de arcar com custos sozinho
  • Convide um grupo de familiares e/ou amigos para ir com você e rachar as despesas do passeio no parque. A principal despesa dos passeios é o transporte devido à distância da cidade ao parque e também devido à necessidade de se transitar de carro entre um ponto de interesse e outro, dentro do parque, pois ficam separados. As opções são contratar taxista, contratar guia com carro ou alugar moto ou carro. As duas primeiras opções saem na mesma, pois o guia irá cobrar o mesmo preço do taxista pelo transporte. Acho que compensa alugar, considerando-se que terá meio de transporte disponível para sair à noite, para jantar em lugar diferente ou ainda para ir ao banco ou supermercado. Informe-se no hotel/pousada sobre opções disponíveis de locadoras
  • Guia Eliete de Souza é uma ótima guia, tem bastante conhecimento sobre o parque, bastante experiência prática por trabalhar como guia e também por trabalhar no parque. Além dos cursos que fez para trabalhar como guia, agora faz graduação em Ciências da Natureza da UNIVASF que pretende concluir no meio de 2012. Tem planos de fazer mestrado
  • Não vi ônibus circular na cidade. Vi algumas caminhonetes fazendo "transporte de linha", mas acredito que seja para outras cidades
  • As caminhadas no parque não são muito longas, é possível chegar de carro até bem perto de várias tocas. Em alguns locais dá para aproveitar a sombra dos paredões rochosos ou da vegetação ao redor da estrada, mas quando era caatinga, a sombra já estava rala, pois arbustos estão perdendo as folhas. Alguns trechos exigem mais caminhada, por exemplo, Alto da Pedra Furada e Boqueirão do Paraguaio que disseram levar cerca de 2h, segundo informações, pois não fiz nenhum dos dois percursos

Onde ficar

Para visitar o Parque Nacional Serra da Capivara, tomei como base a cidade de São Raimundo Nonato. Parece que é a cidade com mais estrutura no entorno do parque. Na pesquisa que realizei, encontrei algumas opções. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Prefeitura de São Raimundo Nonato e Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM

  • Hotel Serra da Capivara, Rodovia PI 140, km Zero, B. Santa Luzia, 3582-1389 / 1760 (fax) / 1798, hotelserradacapivara@firme.com.br Fica numa das saídas da cidade, a 2 km. Um pouco distante do centro, mas é o melhor hotel da cidade, com mais infra-estrutura. Apesar de distante do centro, tem farmácia, mercadinhos e o maior supermercado da cidade bastante próximos
  • Outras opções:

  • Hotel Real, Largo Manoel Agostinho de Castro, 704, Centro, 3582-1495 / 1661, www.realhotelsrn.com.br / real.hotel@yahoo.com.br Disseram que é bom, que tem bom café da manhã e tem restaurante também
  • Pousada Zabelê, Praça Major Toinho, 280, Centro, 3582-2726
  • Pousada Santa Luzia, Travessa Amadeu Rubem, 584, Centro, 3582-1582
  • Hotel Fressamary, Av. Gerson Antunes de Macedo, s/n, Centro, 3582-1065
  • Lelinha Pousada, Rua Dr. Barroso, 249, Aldeia, 3582-2993
  • Pousada Progresso, Rua Dr Humberto Paixão, s/n, Primavera, 3582-1359
  • Pousada Sacht Casarão, Praça do Rotary, 72, Santa Luzia, 3582-3442
  • Pousada Ouro Branco, Rua Adolfo Rori, s/n, Bairro São Félix, 3582-1210
  • Albergue Serra da Capivara, Povoado Sítio Barreirinho, Coronel José Dias, a 4 km da principal entrada do Parque Nacional, 3582-1389 / 1760 (fax) / 9985-0093
  • Camping do Sítio do Mocó, 3582-1100. Dispõe também de quartos
  • Camping Pedra Furada, Povoado Sítio do Mocó, Coronel José Dias, 3582-2845 / 9409-1569 / 9405-1907, a 25 km de São Raimundo Nonato, luceliaabs@hotmail.com

Onde comer

  • Restaurante do Hotel Serra da Capivara. É bom, o prato individual é bem servido, dá para dividir por 2 para quem não come muito
  • Restaurante no Povoado Sítio Barreirinho, não se pertence à Oficina de Cerâmica ou ao albergue. É self-service, a comida é simples, não tem variedade, mas é caseira e gostosa
  • Outras opções:

  • Soares, R. Bartolomeu Ribeiro de Castro, 175, Sta Fé, 3582-1347, galinha caipira ao molho pardo. Parece que é a única opção da casa
  • Bode Assado, R. Francisco A. de Macedo, 449, Sta Fé, 3582-2128, ter-sáb jantar, dom almoço e jantar. Disseram que é bom, mas também parece que só serve bode. As porções são grandes, 1/2 serve duas pessoas

Dicas

Contatos úteis:

  • Prefeitura, Praça Prof. Júlio Paixão, 312, Centro, 3582-1054

Postos de Informações Turísticas

  • Secretaria Municipal de Turismo, Praça Prof. Júlio Paixão, 312, Centro, 3582-1054 / 2602, semtursrn@yahoo.com.br
  • Centro de Informações Turísticas Francisco de Assis Negreiros, Praça Comendador Piauilino, s/n, 3582-1054 / 2602, semtursrn@yahoo.com.br
  • Associação de Condutores de Visitantes Ecoturísticos do Parna Serra da Capivara (ACOVESC), Praça Comendador Piauilino, s/n, 9411-8901 / 9985-4977, acovesc@yahoo.com.br

Links úteis:

Piauí.com.br
PiauiNet
Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM
Cerâmica Artesanal Serra da Capivara

Serviços:

  • Locadoras de Veículos: Umbuzeiro Veículos, Rua Avelino Freitas, 570, Centro, 3582-2022, www.vendas@umbuzeiroveiculos.com.br / umbuzeiroveiculos@hotmail.com

Dicas:

  • No geral, considero o estado não preparado para turismo. É tudo meio precário
  • A cidade é pequena, mas tem comércio e certa infraestrutura. O melhor hotel da cidade é simples com restaurante simples, mas decente. Dos outros dois restaurantes citados no Guia 4 Rodas, um só serve galinha caipira e o outro só bode. Vida noturna? Não sei, ficamos isolados do centro, mas de qualquer forma não parecia promissor
  • O parque é muito grande, então é necessário selecionar o que vai ser visitado. Há circuitos tradicionais. Para 1 dia de visita: Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio, para 2 dias acrescente o Circuito Desfiladeiro da Capivara e para 3 dias insira mais o Baixão das Andorinhas, que é um passeio de meio período, então dá para conjugar com outro passeio. Fiz cerca de metade da Trilha Hombu nesse dia, mas achei fraquinho, eu sugeriria algum passeio pela Serra Branca, que não é visitada em nenhum dos circuitos citados acima. O que dá para fazer também é pegar o melhor cada circuito e fazê-lo em meio período para aproveitar melhor os dias. O que eu mais curti nos passeios foi o visual panorâmico das serras, principalmente perto da Pedra Furada, no Baixão das Andorinhas e nas Canoas da Serra Vermelha. Quanto aos sítios arqueológicos, o mais impressionante é o Boqueirão da Pedra Furada, esse é imperdível, os demais são dispensáveis a menos que seja um aficionado por pinturas rupestres
  • O Parque Nacional da Serra da Capivara abrange quatro serras: a da Capivara, a Talhada, a Vermelha e a Branca. O Circuito Desfiladeiro da Capivara localiza-se na Serra da Capivara, o Circuito BPF na Serra Talhada, o Circuito Baixão das Andorinhas na Serra Vermelha
  • Foi descoberta recentemente, há uns 4 meses, a segunda pedra furada do parque, mas ainda não está aberta à visitação
  • O local deve ser o paraíso dos arqueólogos. Apesar de pequena, com pouca infraestrutura e longe da capital, a cidade tem uma área enorme para trabalho de campo e os recursos dos laboratórios do Centro Cultural Sérgio Motta e da UNIVASF para realização de pesquisas. Há muitos pesquisadores e alunos escrevendo suas teses com material do parque
  • Vale a pena entrar no site da FUMDHAM e “estudar” um pouco antes de ir ao parque. As pinturas se classificam em três tradições: a Nordeste, a Agreste e a Geométrica. As tradições podem ainda ser classificadas em subtradições e estas em estilos. No parque predomina a tradição Nordeste e atualmente são reconhecidas as subtradições Várzea Grande e Salitre, no sudeste do Piauí e a subtradição Seridó, no Rio Grande do Norte. A subtradição Várzea Grande está dividida em estilo Serra da Capivara, Serra Talhada e Serra Branca. As gravuras se classificam em duas tradições: Itacoatiaras de Leste e Itacoatiaras de Oeste. As pinturas e gravuras podem ser vistas nas várias tocas cadastradas pelo parque. As tocas são abrigos sob rochas onde os grupos étnicos viviam e/ou praticavam atividades diversas
  • Acredita-se que as pinturas tenham resistido tanto tempo por serem feitas com pigmentos minerais similares às rochas, mas alguns agentes de degradação como a água das chuvas, insetos, plantas, fogo, tem acelerado a deterioração. São feitos trabalhos de preservação para tentar neutralizar o estrago, mas seria mais efetivo se houvesse preservação de fauna e flora, que contribuiria diretamente para minimizar a ocorrência desses agentes. Por exemplo, se a população de tamanduás não tivesse diminuído não teria aumentado o número de cupins que constroem ninhos sobre as pinturas. Porém, há também problemas naturais como o desplacamento das rochas e o sal que aflora das rochas recobrindo as pinturas. Infelizmente, contra esses problemas, não há praticamente nada a fazer
  • A maior parte das pinturas foi feita em tons de vermelho, mas há também branco, cinza, azul, amarelo
  • A riqueza do parque é muito grande, uma verdadeira aula a céu aberto. Aprender como o relevo, o clima, a fauna e a flora se modificaram com a passagem do tempo, de milhões e milhões de anos. É difícil acreditar que o solo arenoso, as formações rochosas, a caatinga e o clima semi-árido, já foi mar, vegetação de Mata Atlântica e clima tropical úmido. Grandes animais viviam na região. Aprender como e quando se deu a passagem de grupos étnicos pela região. Descobertas que revolucionaram a história do homem. Teria o homem americano (brasileiro) vivido há mais de 100mil anos? Toda essa história pode ser conferida em detalhes no site da FUMDHAM e/ou livros e teses sobre o parque
  • O parque é muito bem estruturado, conservado e sinalizado. Há várias guaritas e bases de apoio. Tem sítios preparados para cadeirantes. As intervenções realizadas no parque foram muito bem projetadas de modo a minimizar o impacto visual. Nos sítios as pingadeiras são discretas, finas, estreitas e coladas com silicone para que possam ser retiradas, se necessário, sem danificar a parede. Pintadas ou recobertas com material do próprio local, ficam bem disfarçadas, pois as cores são iguais às das paredes. As passarelas de madeira nos sítios se destacam mais, mas os caminhos de cimento são feitos com seixos de modo a imitar os conglomerados. Outros são de puro cimento, mas enfeitados com seixos nas beiradas e em faixas. Do mesmo modo foram construídos os caldeirões artificiais para armazenar água para os animais. Em alguns trechos há valas de cimentos nas beiras das estradas para escoar água, mas são discretas. Para evitar erosão, alguns barrancos foram cobertos com seixos unidos com cimento ou foram feitas barreiras com galhos e troncos de árvores mortas. Vimos várias pessoas separando esse material, trabalho duro, realizado debaixo de sol. Como saber quando as árvores estão mortas, uma vez que estão todas secas? As mortas são somente as que estão caídas. Foi recolhido material do parque e enviado à Coral que criou uma tinta de cor denominada Serra da Capivara, que foi usada para pintar as construções do parque como as guaritas e o Centro de Visitantes. Disseram que a tinta foi feita especificamente para o parque e não é comercializada. Poderia receber muitos mais visitantes, mas acho que o próprio parque prefere manter o numero reduzido, restrito a pesquisadores e alguns turistas loucos, pois tem que ter uns parafusos a menos para escolher esse destino
  • Algumas passarelas foram feitas com o intuito de facilitar o acesso às pessoas, mas outras para proteger o solo para futura escavação. O limite da área a ser protegida é determinado pela largura da toca, pois além dessa largura não há mais material arqueológico, uma vez que as chuvas já lavaram o que poderia haver no local. Há muito ainda a ser estudado, mas faltam pesquisadores e verba, dado o tamanho do parque e a densidade/riqueza de sítios arqueológicos
  • É um visual completamente diferente, a caatinga. Pode parecer deprimente olhar a caatinga toda seca, mas quando aprendemos mais sobre o assunto, começamos a entender e admirar a beleza da caatinga. A natureza sábia faz a vegetação perder suas folhas para reter umidade no período da seca, e os troncos secos e embranquecidos da “floresta branca” que parecem mortos, tornam-se verdes novamente quando a chuva chega. Achei o nome lindo e perfeito quando descobri o significado, caatinga em tupi significa “floresta branca”
  • De junho a meados de agosto faz frio à noite. Nas noites de junho a mínima pode chegar perto dos 10° nos sopés da Serra da Capivara, mas durante o dia a máxima pode chegar a 35°
  • Não vi rios, na verdade vi um só, mas parece que só corre na época de chuvas. Acredito q cisternas sejam a solução p/ o lugar
  • Atualmente a cidade é abastecida com água de uma barragem. Tem estação de tratamento, então a água é tratada, mas é salgada. Sabonete e xampu não espumam. Não senti na hora de escovar os dentes, acho que por conta da pasta dental, mas na hora do banho dá para sentir na pele, não é muito agradável. Hoje tem água encanada no Sítio do Barreirinho e no Sítio do Mocó, mas cisternas ainda são usadas para armazenar água para beber e cozinhar. Não sei se por conta disso, mas senti que a água mineral, dependendo da marca, é um pouco salgada, quer dizer, dá para sentir um gostinho bem de leve de sal. Talvez por ter sido um dia recoberta pelo mar, a terra esteja repleta de sal que se manifesta inclusive nos lençóis freáticos
  • O Povoado Sítio Barreirinho fornece uma bela vista das serras. Lá estão localizadas a Oficina de Cerâmica e a Oficina de Camisetas, ambas com lojas para comercialização dos produtos. Há um albergue, camping e restaurante. Parece que não tem muita estrutura por lá e fica longe da guarita BR-020, quer dizer, não dá para circular a pé
  • O Povoado Sítio do Mocó, que tem várias casas, é bem perto da portaria BPF e oferece belo visual das serras. Tem certa estrutura, vi dois mercadinhos, um restaurante com loja e um camping. Parece que tem restaurante no camping também. A loja vende artesanato, camiseta e mel. Dizem que mel da região é muito bom. Foi ensinado para a população local como criar abelhas, naquelas caixas. Antes eram derrubadas as árvores para tirar o mel
  • Compras de cerâmica: aproveite o dia de visita à Oficina de Cerâmica para comprar peças na loja da oficina, pois tem 20% de desconto, além de ter variedade para escolher. Tem algumas peças com defeito, que tem desconto maior. Não vi preço no museu, mas acredito que deva ser o mesmo do Centro de Visitantes do parque, ou seja, preço cheio. Em outras lojas talvez seja mais caro ainda
  • Compras de camiseta: as lojas da Oficina de Camisetas e do Centro de Visitantes do parque tinham preço igual, mas curiosamente no dia em fui não tinha muita variedade na oficina. Na loja do museu, as camisetas são mais caras

Relato de viagem

Quarta, 20/07/2011 - ensolarado
Hotel Serra da Capivara, Museu do Homem Americano

Interior do Museu do Homem Americano: no dia seguinte, as fotos internas foram proibidas...

Interior do Museu do Homem Americano: no dia
seguinte, as fotos internas foram proibidas...

São Raimundo Nonato: Museu do Homem Americano, legal, mas é dispensável, vá direto ao parque

São Raimundo Nonato: Museu do Homem Americano,
legal, mas é dispensável, vá direto ao parque

Foi mais um dia inútil em termos de passeio, mas não dava para ficar em ritmo acelerado depois de tantos dias de viagem e num lugar quente. Eu estava pifada, sem apetite e agora com desarranjo intestinal, para não usar outro termo. Depois da longa viagem, chegamos à rodoviária. Estava frio, uns 20° eu estimaria. O motorista nos informou que ficaríamos parados lá por cerca de meia hora antes de sair e nos deixar no hotel. Descemos em frente ao Hotel Serra da Capivara. Um pouco distante do centro, mas é o melhor hotel da cidade, com mais infra-estrutura. Apesar de distante do centro, tem farmácia, mercadinhos e o maior supermercado da cidade bastante próximos. O quarto era razoável e considero a melhor relação custo/benefício que tivemos no Piauí, devido ao valor da diária. Peguei o quarto mais simples, mas esse já dava para o gasto. Dormi um pouquinho só, pois lá pelas 7h30 começou muito barulho, acho que era o pessoal saindo para os passeios. Tomamos café. Era razoável, na verdade bom pelo valor pago da diária. Almoçamos no próprio restaurante do hotel. Pedimos um táxi para ir ao museu, pois é meio longe e se faz frio de manhã, faz calor durante o dia. O Museu do Homem Americano é bem estruturado, os painéis estão em português e inglês e tem apresentação audiovisual. Tem loja de cerâmica e camiseta. É interessante, mas acho dispensável, ainda mais se considerarmos gasto com táxi até lá e a entrada. É muito melhor ir ao parque e ver pessoalmente. Jantamos no restaurante do hotel. A movimentação no hotel e restaurante é razoável. Muitos visitantes de um dia. Muitos vêm de carro, família ou grupos. Percebe-se a presença de pesquisadores, vários estrangeiros e alguns turistas, principalmente de regiões próximas, os quais vêm com seus próprios carros. Pedi guia com carro para fazer o passeio no dia seguinte.

Quinta, 21/07/2011 - ensolarado
Parque Nacional Serra da Capivara: Circuito Desfiladeiro da Capivara

Foi o primeiro contato com o parque. Andamos a maior parte pelo asfalto, pela BR-020, apenas um trecho curto por terra até a guarita BR-020 do Parque Nacional Serra da Capivara. Logo na entrada vimos vários pássaros. Fizemos o Circuito Desfiladeiro da Capivara. Fizemos a caminhada maior pela manhã, aproveitando o sol mais ameno. A ida foi pelo alto dos desfiladeiros e a volta pela fenda entre as formações rochosas, parcialmente na sombra. O visual das formações rochosas é muito bonita e diferente, composta por conglomerados e arenitos, em sua maior parte. Ainda dá para ver pedaços de caatinga verde, mas já está amarelando e perdendo as folhas.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: caminhando pela parte de baixo do desfiladeiro
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: caminhando pela parte de baixo do desfiladeiro
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: subindo ao alto do desfiladeiro, visual incrível das formações rochosas e da caatinga secando
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: subindo ao alto do desfiladeiro, visual incrível
das formações rochosas e da caatinga secando
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: o desfiladeiro, uma grande fenda entre as formações rochosas
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: o desfiladeiro, uma grande fenda entre as
formações rochosas
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: as formações rochosas e os diversos tons da caatinga do verde ao
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: as formações rochosas e os diversos tons da
caatinga do verde ao "branco"

Visitamos várias tocas e não dá para guardar o nome de cada uma delas. Fotografamos a placa do sítio para conseguir identificar as fotos depois. Primeiro passamos pela Toca da Entrada do Baixão da Vaca, Toca do Neguinho Só e Toca do Paredão dos Veadinhos. Chegamos finalmente à Toca do Veadinho Azul, mas eles estão muito claros e não são tão azuis assim. Ainda passamos pela Toca da Saída e Toca do Fundo do Baixão da Vaca II. Nessa parte do circuito achei que o mais bonito ficou por conta da paisagem avistada do alto. As pinturas rupestres são poucas e não se destacam muito. Descemos e retornamos pelo vale do Desfiladeiro da Capivara. Depois fomos ao Povoado Sítio Barreirinho. De lá, admiramos a bela vista das serras.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: Toca do Veadinho Azul, é as pinturas estão apagadinhas, por isso que esse circuito vale mais pelas paisagens do que pelas pinturas. Sim, há pinturas mais preservadas e que você vai achar bonitas, mas aguarde as cenas dos próximos capítulos...
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: Toca do Veadinho Azul, é as pinturas estão
apagadinhas, por isso que esse circuito vale mais pelas
paisagens do que pelas pinturas. Sim, há pinturas mais
preservadas e que você vai achar bonitas, aguarde as
cenas dos próximos capítulos...
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: Saindo do parque em direção ao Povoado Sítio Barreirinho, o visual das serras
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: Saindo do parque em direção ao Povoado
Sítio Barreirinho, o visual das serras

Visitamos a Oficina de Cerâmica Serra da Capivara. Uma pessoa da oficina mostra o processo de fabricação. É tudo artesanal. A loja da oficina oferece 20% de desconto, aproveite para fazer compras, pois além do desconto tem variedade para escolher. Tem algumas peças com defeito, que tem desconto maior. Lá também tem a Oficina de Camisetas Serra da Capivara. Almoçamos no Restaurante da Oficina de Cerâmica, na verdade não se pertence à oficina ou ao albergue e camping. O restaurante é self-service, a comida é simples, mas é caseira e gostosa.

Oficina de Cerâmica Serra da Capivara no Povoado Sítio Barreirinho
Oficina de Cerâmica Serra da Capivara no Povoado
Sítio Barreirinho
Loja da Oficina de Cerâmica Serra da Capivara no Povoado Sítio Barreirinho
Loja da Oficina de Cerâmica Serra da Capivara no
Povoado Sítio Barreirinho

À tarde voltamos ao parque para conhecer outros locais, várias tocas. Fomos à Toca do Pajaú, Toca da Entrada do Pajaú, Toca do Inferno, Toca do Barro, Toca Grande da Areia e Toca do Paraguaio. Achei o roteiro da tarde fraquinho, pois as pinturas não eram impressionantes e não teve mirantes com vista panorâmica, que são os meus preferidos.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: Caminhando em direção à Toca do Inferno
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: Caminhando em direção à Toca do Inferno
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro da Capivara: Toca do Inferno. Não tem pinturas rupestres, mas é um local bem interessante, as paredes rochosas são muito altas
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Desfiladeiro
da Capivara: Toca do Inferno. Não tem pinturas rupestres,
mas é um local bem interessante, as paredes rochosas são
muito altas

Retornamos ao hotel no fim da tarde. Jantamos no restaurante do hotel mesmo.

Sexta, 22/07/2011 - ensolarado
Parque Nacional Serra da Capivara: Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio

Saímos as 7h30 do hotel. Entrada pela guarita BPF, para fazer o Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio. Primeiro visitamos a Pedra Furada, mas não era um bom horário para fotos, pois o sol estava por trás da pedra. Caminhamos até o Mirante do Baixão da Pedra Furada, visual panorâmico belíssimo.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra Furada, um dos mirantes mais lindos do parque, o visual das formações rochosas é lindo demais!
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra
Furada, um dos mirantes mais lindos do parque, o visual das
formações rochosas é lindo demais!
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra Furada, p/ ter ideia do tamanho das rochas, olha eu e a guia dentro do quadradinho vermelho
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra
Furada, p/ ter ideia do tamanho das rochas, olha eu e a guia
dentro do quadradinho vermelho
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra Furada, há rochas de diversos formatos e cores
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra
Furada, há rochas de diversos formatos e cores
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra Furada, mais outra bela paisagem
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante do Baixão da Pedra
Furada, mais outra bela paisagem

A seguir visitamos a Toca da Fumaça I e a Toca do Sítio do Meio, que é considerado o segundo sítio mais importante do parque. As pinturas não são muitas, mas escavações no local encontraram vestígios muito antigos de existência humana no local. Seguimos para a Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues que tem poucas pinturas. O mais interessante desse boqueirão são os mirantes, que oferecem bela vista da região, incluindo o visual da Pedra Furada por trás.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues, mais um belo visual das serras
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boquei-
rão do Pedro Rodrigues, mais um belo visual das serras
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues. Pode parecer deprimente olhar a caatinga toda seca, mas quando aprendemos mais sobre o assunto, começamos a admirar a beleza da caatinga
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boquei-
rão do Pedro Rodrigues. Pode parecer deprimente olhar a
caatinga toda seca, mas quando aprendemos mais sobre
o assunto, começamos a admirar a beleza da caatinga
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues, visual da Pedra Furada por trás
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boquei-
rão do Pedro Rodrigues, visual da Pedra Furada por trás
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boqueirão do Pedro Rodrigues, um close da Pedra Furada por trás
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: Mirante da Toca do Boquei-
rão do Pedro Rodrigues, um close da Pedra Furada por trás

Na parte da manhã, dos locais visitados, acho que o mais marcante foram os mirantes, pois as pinturas dos sítios visitados não chamaram tanto a atenção. Fomos ao Povoado Sítio do Mocó. Almoçamos no Restaurante Trilhas da Capivara (da Paula), que tem comida caseira e boa. Voltamos ao parque, passamos pela Pedra Furada novamente e tiramos mais algumas fotos, é irresistível. Depois fomos à Toca do Carlindo 2, Caldeirão da Gameleira, Toca do Carlindo 3, Toca do Cajueiro da Pedra Furada e Toca da Rancharia do Baixão do Macário. Retornamos à Pedra Furada e garantimos mais algumas fotos. Seguimos para o Centro de Visitantes, vimos uma pequena exposição, passamos pela loja de camisetas e cerâmica e fomos ao Boqueirão da Pedra Furada, que é o mais importante do parque. O local é bem grande, tem um paredão rochoso bem alto, repleto de pinturas e um solo arqueológico, onde foram feitas descobertas importantes e ainda em processo de escavação. Nele encontram-se pinturas clássicas, como o beijo e o símbolo do parque. Da parte da tarde, dos locais visitados o que foi realmente impressionante foi o Boqueirão da Pedra Furada, com uma grande concentração de pinturas diversificadas.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: a famosa Pedra Furada
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: a famosa Pedra Furada
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: o Boqueirão da Pedra Furada, um imenso paredão coberto de inúmeras pinturas rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: o Boqueirão da Pedra Fu-
rada, um imenso paredão coberto de inúmeras pinturas
rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: no Boqueirão da Pedra Furada, a famosa pintura do beijo
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: no Boqueirão da Pedra
Furada, a famosa pintura do beijo
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio: no Boqueirão da Pedra Furada, a pintura mais famosa que virou símbolo do parque
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão da
Pedra Furada e Sítio do Meio: no Boqueirão da Pedra Fu-
rada, a pintura mais famosa que virou símbolo do parque

Retornamos ao hotel e jantamos.

Sábado, 23/07/2011 - ensolarado
Parque Nacional Serra da Capivara: Trilha Hombu, Baixão das Andorinhas

Fizemos a Trilha Hombu, na parte da manhã, mas fomos de carro, pois ela é bem longa. Se for a pé, dá para caminhar bastante. Dos circuitos que eu fiz achei que foi o mais fraco dos passeios. É uma trilha interpretativa, há painéis distribuídos pelos circuitos com explicações sobre os sítios, fauna e flora. A entrada se deu por uma das guaritas do Povoado Sítio do Mocó. Visitamos a Casa do Sr. Neco Coelho e a Fazenda Jurubeba. Subimos em uma espécie de mirante. Vimos um caldeirão natural. Estávamos no alto de uma das formações rochosas e avistávamos as serras ao longe entremeadas por pedaços de caatinga. Fomos à Toca do Mangueiro, Toca da Roça do Sítio do Brás 2, Toca do Exú da Jurubeba e Toca do Macaco. Seguimos e paramos em mais um mirante, bastante semelhante ao anterior.

Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: no alto de uma das formações rochosas, vista das serras ao longe entremeadas por pedaços de caatinga
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: no alto
de uma das formações rochosas, vista das serras ao longe
entremeadas por pedaços de caatinga
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: mais um mirante das serras
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: mais
um mirante das serras
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: olha a caatinga a perder de vista, ainda com folhas nos mais diversos tons do verde ao marrom
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: olha a
caatinga a perder de vista, ainda com folhas nos mais
diversos tons do verde ao marrom
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: mais uma foto da bela paisagem (a criatura esdrúxula coberta dos pés à cabeça, sou eu me escondendo do sol piauiense, mas a guia também está protegida)
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: mais
uma foto da bela paisagem (a criatura esdrúxula coberta dos
pés à cabeça, sou eu me escondendo do sol piauiense, mas
a guia também está protegida)

Passamos por outro caldeirão. Fomos à Casa do Alexandre, Toca do Alexandre, Toca da Ema do Sítio do Brás 2, Toca do Caminho das Emas do Sítio do Brás, Toca do Zé Luis e a Toca do Bonecão. Achei fraco tanto em termos de visual quanto de pinturas rupestres. Retornamos ao Povoado Sítio do Mocó e almoçamos no Restaurante Trilhas da Capivara (da Paula).

Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: linda estrada do parque ao Povoado Sítio do Mocó, com o visual das serras ao fundo
Parque Nacional Serra da Capivara - Trilha Hombu: linda
estrada do parque ao Povoado Sítio do Mocó, com o visual
das serras ao fundo

Visitamos alguns sítios depois do almoço, ainda nas proximidades. Uma placa mostrava o mapa da Trilha Hombu. Provavelmente se seguíssemos a pé, deveriámos começar nesse local, pelo Circuito da Pedra Caída e passar pelo Circuito do Baixão da Pedra Preta, Circuito dos Catitus até o Circuito do Sítio do Brás. Na parte da manhã fizemos o Circuito do Sítio do Brás e à tarde o Circuito da Pedra Caída, ambos de carro. Os outros dois circuitos são acessíveis apenas por carro 4x4 ou a pé, mas não sei se a distância é longa. À tarde, visitamos a Toca da Invenção, Toca da Boca do Sapo, Toca do Martiliano e Toca da Pedra Caída. Retornamos pela BR-020. Pegamos a PI-140 e entramos por uma das guaritas da Serra Vermelha. Primeiro fomos para Canoas da Serra Vermelha com visual bem diferente da Serra da Capivara e da Serra Talhada. Só arenito, outras tonalidades, formas esculpidas pelo vento e água.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: Canoas da Serra Vermelha
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: Canoas da Serra Vermelha

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: mais uma foto da Canoas da Serra Vermelha
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: mais uma foto da Canoas da Serra Vermelha
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: outro ângulo da Canoas da Serra Vermelha
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: outro ângulo da Canoas da Serra Vermelha

Depois seguimos para o Baixão das Andorinhas, primeiro contornamos a borda do cânion, depois o mirante (preparado para cadeirantes). O visual é muito bonito, as formas peculiares das rochas formam um conjunto incrível.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: o Baixão das Andorinhas. Aqui também dá para ver as andorinhas mergulhando
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: o Baixão das Andorinhas. Aqui também dá para
ver as andorinhas mergulhando
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: mais uma foto do Baixão das Andorinhas
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: mais uma foto do Baixão das Andorinhas

Em seguida fomos ao Variante das Andorinhas. É um local muito bonito também. Esperamos o espetáculo. Vimos vários grupos pequenos de andorinhas mergulhando. Apesar de pequenos, foi uma experiência única. Impossível de fotografar, complicado para filmar e difícil de descrever. É necessário ver pessoalmente para sentir a emoção do evento. Elas mergulham com tudo, a velocidade e o som do mergulho são peculiares. Confirmando um relato lido, às vezes elas não voltam para dormir lá. Vão dormir em outros locais. Nesse dia teve poucas andorinhas. Deve ser um espetáculo incrível ver um grupo grande mergulhar, todas juntas. A Serra Vermelha foi o melhor do dia, não vimos nenhuma pintura rupestre, mas o visual das serras é muito bonito.

Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: Variante das Andorinhas. Vimos vários grupos pequenos de andorinhas mergulhando. Apesar de pequenos, foi uma experiência única. Impossível de fotografar, complicado para filmar e difícil de descrever
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: Variante das Andorinhas. Vimos vários grupos
pequenos de andorinhas mergulhando. Apesar de pequenos,
foi uma experiência única. Impossível de fotografar,
complicado para filmar e difícil de descrever
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das Andorinhas: mais uma foto da Variante das Andorinhas
Parque Nacional Serra da Capivara - Circuito Baixão das
Andorinhas: mais uma foto da Variante das Andorinhas

Domingo, 24/07/2011 - ensolarado
transfer São Raimundo Nonato - Teresina, Hotel Rio Palace

Mais um dia inútil. Só no último dia fomos descobrir que o maior supermercado da cidade, curiosamente denominado Pi-Keno, ficava bem perto do hotel, depois de fazer compras no mercadinho. Ficamos a cerca de 3 km da rodoviária e a 2 km do centro. O hotel é bom, mas não gosto de ficar isolada da cidade. Manhã à toa, almoço no hotel. Resolvemos voltar um dia antes, pois eu já estava enjoada da comida do hotel e da cidade. Também não estava muito bem de saúde e os passeios no parque são muito caros. O parque é lindo, mas não tem nada além disso. Pegamos ônibus da Transpiauí dessa vez. Perto de SRN, alterna-se trechos de asfalto bom com trechos esburacados. Alguns locais os buracos são tantos que não tem mais asfalto, apenas terra. Asfalto muito fino, muito ruim. Há longos trechos sem nada. Só caatinga seca. Aos poucos vegetação fica mais alta e mais verde, à medida que vamos subindo em direção à capital. Demorou mais, pois parou em muitas cidades no meio do caminho. Muita gente viaja trechos curtos, poucos foram de SRN para Teresina.

Segunda, 25/07/2011 - ensolarado
Shopping Riverside, Lojas Pinto e Shopping Teresina

Continua no outro relato abaixo...


 

Teresina

Período: 18 e 19/07/2011, 24 a 26/07/2011
Cidades: Teresina

Teresina é a única capital do Nordeste que não possui litoral, mas a primeira cidade planejada do país, nasceu de um espetacular encontro da natureza, a união dos rios Parnaíba e Poty, que se "abraçam" no bairro Poti Velho, fenômeno este denominado Encontro das Águas, um dos pontos turísticos da localidade. Batizada como a "Cidade Verde" é marcada pela presença de inúmeros parques e praças arborizadas. Não é uma cidade turística, mas é bem desenvolvida, com bairros modernos, rede hoteleira voltada ao público executivo e grande número de hospitais, clínicas e laboratórios.

Confira abaixo as dicas e informações gerais sobre a cidade. Fiquei hospedada no Bairro Jockey Club, perto do Riverside Shopping. Não fiz turismo, usei a capital como conexão entre uma cidade e outra.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

Teresina está localizada no centro-norte do Piauí. Faz limite com as cidades de União, Altos, José de Freitas, Palmeirais e Demerval Lobão. Possui 814.439 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 1.392 km². Apresenta clima tropical, com temperatura média de 27°C e maior índice de pluviosidade entre dezembro a maio.

Como chegar

Teresina é a principal cidade de acesso ao Piauí para quem vem de outros estados, por meio de transporte rodoviário ou aéreo.

  • Terminal Rodoviário Governador Lucídio Portella, Rodovia Gov. Lucídio Portella, s/n, Redenção, Tel: 3229-9047 / 9048 / 3218-1514
  • Aeroporto Internacional Senador Petrônio Portella Nunes, Av. Aeroporto, s/n, B. do Aeroporto, 3225-2535 / 2992 ramal 239 / 3133-6270

Quando ir

Como a cidade não é exatamente turística, não existe um período mais indicado para visitação. O que pode ser aconselhável é evitar o período de maior calor, o B-R-O Bró (setemBRO a dezemBRO).

Onde ir

  • Pólo Cerâmico Poty Velho, B. Poty Velho. Centro comercial de produtos de artesanato. Em sua proximidade, fica o Pólo Cerâmico de Teresina, que antes não passava de fábricas de tijolos, telhas, potes e filtros de água, hoje oferece uma variedade incrível de modelos de vasos decorativos, esculturas e peças com design exclusivo e acabamento esmerado
  • Parque Ambiental Encontro dos Rios, Av. Boa Esperança, B. Poty Velho. Possui centro de recepção ao turista, espaço para exposições e comercialização de produtos artesanais, monumento ao cabeça-de-cuia, dois mirantes e o Rest. Flutuante
  • Praça Marechal Deodoro da Fonseca ou Praça da Bandeira, Centro, na confluência das Av. Maranhão, Ruas Coelho Rodrigues, Areolino de Abreu e Rui Barbosa. Próximo a ela encontram-se a Igr Matriz, o prédio da Justiça Federal, prédio da antiga Companhia de Navegação, Ministério da Fazenda, Mercado Público, Museu do Piauí, Teatro de Arena, Troca-troca
  • Praça Rio Branco ou Praça do Relógio, antiga Praça do Comércio e Uruguaiana, no Centro Comercial, na confluência das Ruas Coelho Rodrigues, Areolino de Abreu, Simplício Mendes e Rui Barbosa. Lá se encontra o busto do Barão Rio Branco. É um local de encontro de aposentados, engraxates e outros cidadãos teresinenses
  • Igr N Sra do Amparo, Igr Matriz, a mais antiga, construída antes mesmo de Teresina. Está situada à frente para a Praça Deodoro da Fonseca e os fundos para a Praça Rio Branco. Ao redor das paredes da Igreja foram construídas as primeiras casas da cidade. Em frente fica o marco zero da cidade
  • Palácio da Cidade, sede do poder municipal, próximo à Igr do Amparo e ao lado da Praça da Bandeira
  • Museu do Piauí, de frente para a Praça Marechal Deodoro e a menos de 100m do cais do Rio Parnaíba. O casarão já foi sede do Governo da Província, mais tarde do Poder Judiciário e, a partir de 1980, Museu do Piauí
  • Praça Conselheiro Antônio Saraiva, Centro, na confluência das Ruas Félix Pacheco, Barroso, Olavo Bilac e Rui Barbosa. Nela ficam a Igr N Sra das Dores e a Casa da Cultura
  • Casa da Cultura, na Praça Saraiva - Maior Complexo Cultural do Estado. Arquitetura eclética piauiense da 2.a metade do século XIX, com aplicação das tradicionais ogivas nas portas e janelas
  • Praça Pedro II, na confluência das Ruas 13 de Maio, Paissandu e David Caldas. Conhecida antigamente como "Praça Aquidabã", era cortada por ruas formando duas praças. Houve duas reformas: a primeira foi retirada a rua e ela tornou-se única praça, a segunda em 1998, onde a praça voltou a ser igual à primeira construção. Nela encontram-se o Conjunto Centro Cultural formado por Clube dos Diários, Teatro 4 de Setembro, Central de Artesanato, o Cine Rex e o Palácio de Karnak
  • Palácio de Karnak, sede do Governo, na Praça Pedro II
  • Praça da Liberdade, Centro, na confluência das Av. Frei Serafim, Ruas 24 de Janeiro; Álvaro Mendes e Gabriel Ferreira. Anteriormente denominada de Monsenhor Gil, São Benedito e Frei Serafim, está localizada do lado direito da Igr Matriz de São Benedito
  • Praça João Luís Ferreira, Centro, na confluência das Ruas David Caldas, Eliseu Martins, Álvaro Mendes e Gabriel Ferreira
  • Estação Ferroviária, Rua Miguel Rosa, Av. Frei Serafim
  • Ponte estaiada com mirante

Onde ficar

Na pesquisa que realizei, encontrei várias opções. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Portal do Turismo Piauí - Piemtur - Setur

  • Palácio do Rio Hotel, Av. Ininga, 1325, Jockey Club, 4009-4600 / 3233-4649, prhotel@uol.com.br, reservas@palaciodorio.com.br, http://www.palaciohotel.com.br Pertinho do Riverside Shopping, acesso fácil a restaurantes. É bem localizado e o hotel é bom, mas achei muito caro, mas no geral a hotelaria em Teresina é cara. Tem que reservar com bastante antecedência para pegar um hotel com boa relação custo/benefício
  • Outras opções:

  • Lord Hotel, Av. Getulio Vargas 2021, Redenção, 3218-5500/3476 ou 2106-5500?, reservas@lordhotel.com.br, http://www.lordhotel.com.br
  • Formula Flat Europa, Rua Jose Olimpio de Melo, 3330, Ilhotas, 3223-7100 / 3222-6232 reservas@formulaflateuropa.com.br, http://www.formulaflateuropa.com.br
  • Ibis Hotel, R. Primeiro de Maio, 450, Centro-Sul, 2106-2000/2001 http://www.ibishotel.com/pt/hotel-5031-ibis-teresina/index.shtml
  • Rio Poty Executive Flat, R. Regeneração, 469, Ilhotas, 3216-6700/6709, reservas@riopotyflat.com.br, reservas@executiveflat.com.br http://www.executiveflat.com.br
  • Real Palace Hotel, Rua Areolino se Abreu, 1217, Centro, 2107-2000 reservas@realpalacehotel.com.br, http://www.realpalacehotel.com.br

Onde comer

  • Restaurante Longá, Av. Ininga, 1245, Fátima, 3232-6868
  • Outras opções:

  • Favorito Comidas Típicas, R. Angélica, 1059, Fátima, 3232-2020, seg-sab almoço e janta, dom almoço
  • Restaurante Carnaúba, Av. Jockey Club, 1662, 3233-6829

Dicas

Contatos úteis:

  • Prefeitura, Praça Marechal Deodoro, 860 - Palácio da Cidade, 3215-7512 / 7510 (fax)

Postos de Informações Turísticas

  • Secretaria de Turismo do Piauí, Av. Antonino Freire, 1473, Ed. Dona Antonieta Araújo, Centro, (86) 3226-5511 / 5513 / 3216-6000 / 8839-2484, piemturgov@gmail.com slturpi@hotmail.com

Links úteis:

Portal do Turismo Piauí - Piemtur - Setur
Piauí.com.br
PiauiNet

Dicas:

  • Faz muito calor nessa cidade. Ar condicionado é fundamental
  • Tem muitos hotéis, mas lotam, principalmente os de melhor custo/benefício, por isso é bom reservar com bastante antecedência para não ficar em lugar ruim ou ter que pagar muito caro para ter um mínimo de conforto

Relato de viagem

Terça, 19/07/2011 - ensolarado
Shopping Riverside, transfer Teresina - São Raimundo Nonato

Mais um dia inútil na viagem. Descansamos muito. O café era bom, mas poderia ser melhor pelo preço da diária. Saímos pouco antes do almoço. Fomos ao Shopping Riverside, praticamente do lado do hotel, no próximo quarteirão. Tem várias lojas arrumadas, tipo butique, mas o shopping é aberto, sem AC, só tem dentro das lojas. Como a cidade é muito quente, acho que esse tipo de shopping não funciona. Não curto muito shopping, mas deu para passar o tempo. Almoçamos no shopping. Passamos no supermercado e compramos água. Para matar o tempo íamos ao cinema, mas horário do filme não dava certo, então voltamos para descansar no hotel. Pedi para guardar malas para levar pouca coisa para São Raimundo Nonato. Táxi para a rodoviária. Pegamos o ônibus, que é melhor do que eu esperava. Ônibus novo, as poltronas reclinam bem, tem AC (isso é fundamental e olha que eu sou friorenta e não gosto de AC, mas Piauí é muito quente). Tudo bem que eles exageram no ônibus e uma blusa sempre vai bem. Como tinha ouvido falar que o ônibus parava em frente ao hotel eu fui perguntar ao motorista, que confirmou a informação. A viagem levou 8h30min. Esse horário da noite segue com menos paradas. No começo as estradas estavam boas, perto da capital, mas depois tem trechos em péssimo estado de conservação. Acordei com o ônibus chacoalhando muito, ele vai bem devagar, mas mesmo assim cai em umas crateras enormes. Chegamos finalmente a São Raimundo Nonato.

Quarta, 20/07/2011 - ensolarado
Hotel Serra da Capivara, Museu do Homem Americano

Continua no outro relato...

Segunda, 25/07/2011 - ensolarado
Shopping Riverside, Lojas Pinto e Shopping Teresina

Mais um dia inútil. Teresina não é exatamente turística. Há alguns pontos turísticos na cidade, mas o calor não animou a sair. Fomos ao Shopping Riverside, Lojas Pinto e Shopping Teresina, que está em reforma/ampliação. Ele é fechado e climatizado. Não curto shopping, mas o AC e a proximidade com o hotel atraiu. À tarde fomos ao cinema por falta do que fazer. Termômetro na rua indicava 39 graus às 16h. Jantamos no Restaurante Longá, escolhido por ser perto do hotel e ter custo menor comparado com outros da região. Queria comer comida típica, experimentamos capote ao molho, estava bom. A região parece boa, tem prédios novos, tem os dois shoppings da cidade e restaurantes típicos da cidade. Dá para fazer tudo a pé.

Terça, 26/07/2011 - ensolarado
Aeroporto de Teresina, Aeroporto de Brasília, Aeroporto de Guarulhos, São Paulo

Mais um dia inútil, mas não dava para fazer nada mesmo, era dia de embarque e retorno à SP. Arrumamos a mala e almoçamos no Shopping Riverside. No caminho ao aeroporto, descobrimos que a ponte estaiada com mirante ficava próxima, mas desanimados com o calor nem procuramos. Chegamos cedo e como o aeroporto é pequeno e as filas pequenas, fizemos check-in rapidinho e tivemos que esperar bastante tempo. O voo partiu no horário previsto. Descemos para conexão no Aeroporto de Brasília, que estava cheio e tumultuado com filas enormes. Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos, no horário previsto, mas como sempre estava muito cheio e desorganizado. Passamos alguns dias na capital, na casa de parentes, antes de retornar.

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