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Maranhão

São Luís A cidade - Como chegar - Quando ir - Onde ir - Onde ficar - Onde comer - Dicas - Relato de viagem
 
Lençóis Maranhenses A cidade - Como chegar - Quando ir - Onde ir - Onde ficar - Onde comer - Dicas - Relato de viagem


 

Fartei-me de ver casarões antigos (capital e Alcântara), dunas e lagoas (Lençóis). Tem boa infra-estrutura para turismo e acesso fácil (capital e Barreirinhas), possível para famílias com crianças e vovós. Para os mais aventureiros, Santo Amaro e Atins são alternativas interessantes, vale a experiência.

 

São Luís

Período: 02 a 06/07/2011
Cidades: São Luís, Alcântara, Raposa e São José do Ribamar

Tem como atrativos principais o centro histórico, o litoral e a gastronomia. O conjunto arquitetônico do Centro Histórico tem cerca de 5 mil imóveis datados dos séculos XVII e XIX. Tombado em 1997 como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o acervo colonial, abriga, atualmente, lojas, cinemas, museus, teatros, bares, restaurantes e hotéis. Localizada numa ilha, a cidade é cercada de praias, como Ponta d’Areia, Calhau, Olho D’Água e Araçagy. A gastronomia oferece arroz de cuxá, arroz com tarioba, tortas de camarão, frutas regionais como murici, sapoti, bacuri, juçara. Sem esquecer das bebidas: a tiquira e o inigualável e inesquecível guaraná Jesus.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados na Praia do Calhau.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

São Luís é a capital do estado de Maranhão, com área de 831,7 km² e 1.027.098 habitantes (dados IBGE 2010). Faz limite com as cidades de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. Possui clima tropical, quente e úmido, com temperatura mínima entre 20 e 23 graus e máxima entre 29 e 31 graus. Apresenta duas estações distintas: a estação seca, de agosto a dezembro, e a estação chuvosa, de janeiro a julho, com média pluviométrica de 2325mm.

Como chegar

São Luís é a principal cidade de acesso ao Maranhão para quem vem de outros estados, por meio de transporte rodoviário ou aéreo.

  • Terminal Rodoviário de São Luís, Av. dos Franceses, s/n, Santo Antonio, 3249-2488
  • Terminal Hidroviário, Rampa Campos Melo, s/n, Cais da Praia Grande, 3232-0692. Localiza-se na Av. Beira Mar, próximo ao Palácio dos Leões
  • Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, Av. dos Libaneses, s/n, Tirirical, 3217-6100. Estava em reforma, mas operando normalmente

Transporte São Luís/São José do Ribamar:

  • ônibus saem de perto da Ponte José Sarney e vans do centro histórico, no mercado central, 1h20min de viagem. Na cidade, pegar outra van para a Praia de Panaquatira, 20min de viagem. Disseram que as vans andam muito cheias

Transporte São Luís/Raposa:

  • ônibus de linha da Viação Litoral partem a cada 30min do Mercado Central, 1h40min de viagem

Transporte São Luís/Alcântara:

  • Lancha Diamantina, Av. Beira Mar, s/n, Cais da Praia Grande, 3232-0692. Atualmente em reforma
  • Lancha Bahia Star, Av. Beira Mar, s/n, Cais da Praia Grande, 3232-0692. Estava indicada num site de uma pousada de Alcântara, mas não a vi no cais
  • Saída de lanchas e catamarãs: São Luís/Alcântara - diariamente às 7h e 9h30. Alcântara/São Luís - diariamente às 8h30 e 16h. Eu cheguei antes, eram umas 8h30min, pois não tinha certeza do horário e queria comprar com antecedência para não ter problemas
  • As lanchas e barcos para Alcântara saem do Cais da Praia Grande e, de acordo com o horário da maré, saem também da Ponta d'Areia. Parece que a empresa proprietária da lancha oferece condução para os passageiros do Cais da Praia Grande até a Ponta D'Areia
  • Ferry Boat, Terminal Ponta da Espera, 3744, Itaqui, 3232-5590 / 7259. Duas viagens por dia (de doze em doze horas), de acordo com o horário da maré. Obs. O desembarque é feito no Terminal de Cujupe em Alcântara

Dicas de transporte:

  • Táxi do aeroporto é tabelado e caro, mas com mala fui de táxi mesmo
  • No dia a dia, para os passeios, usei apenas o ônibus circular Calhau Litorânea, que atendeu bem. Entretanto, há várias linhas pela cidade e terminais de integração que possibilitam pegar mais de um ônibus pagando uma única vez. São Luís é grande, mas dá para andar bem de ônibus pelos principais locais turísticos
  • Há lanchas e catamarãs para fazer o transporte para Alcântara. Disseram que as lanchas maiores são melhores, pois balançam menos e vão mais rápidas.
  • Na compra da ida para Alcântara, a empresa aterroriza para comprar a volta e caímos nessa, mas não vale a pena. É melhor comprar a volta em Alcântara, pois há várias opções de horários de outras empresas que também atendem. Segundo uma guia da região, não tem essa de ficar preso em Alcântara sem poder voltar
  • Quando fomos para Alcântara, o mar estava muito calmo, nem teve emoção, mas disseram que normalmente não é assim, que balança muito e as pessoas passam muito mal. Aconselham a tomar remédio contra enjoo

Quando ir

Junho é o mês da Festa de São João, fim da estação chuvosa e época de lagoas cheias nos Lençóis Maranhenses. Normalmente a visita à capital é coordenada com o passeio aos Lençóis Maranhenses, cujas lagoas ficam mais cheias entre maio a agosto. Julho é alta temporada (férias) e é interessante o início do mês, se os arraiais forem prorrogados ou meados do mês quando começa o Vale Festejar. Vale a pena conferir a programação das festas antes de planejar a viagem.

Onde ir

Em São Luís:

    Centro Histórico:

  • Pedra da Memória, obelisco construído para homenagear a maioridade de Dom Pedro II
  • Palácio dos Leões (1766), Av. Dom Pedro II, 3232-9789, visitas às seg, qua, sex 14-17h, do antigo forte, hoje, só existem mesmo dois baluartes, São Cosme e Damião, de estilo neoclássico e possui rico acervo de gravuras e obras de arte, atual sede do Governo do Estado
  • Palácio La Ravardière (1689), ao lado do Palácio dos Leões, antiga Casa da Câmara e Cadeia, atual Prefeitura
  • Palácio Episcopal, Praça D. Pedro II, Colégio e Capela de N Sra da Luz, construída pelos jesuítas e hoje sede do arcebispado
  • Igreja Matriz da Sé (1626), Av. Pedro II, 3222-7380, ter-sex 8-18h30, sáb 8-12h e 15-18h30, dom 8-12h e 16-19h, altar-mor revestido de ouro
  • Igreja N Sra do Rosário dos Pretos, R. do Egito, Centro. Em 1772 a igreja foi restaurada, paredes laterais são revestidas por azulejos que formam belíssimos painéis
  • Fonte do Ribeirão (1796), R. do Ribeirão, quase em frente ao teatro, cinco carrancas esculpidas em pedra, com biqueiras de bronze
  • Igreja e Convento de Santo Antônio (1856 e 1624), Praça Antônio Lobo
  • Praça Maria Aragão
  • Igreja N Sra dos Remédios (1719), Praça Gonçalves Dias
  • Casa do Maranhão, R. do Trapiche, 3218-9955, ter-dom 9-18h
  • Morada das Artes, R. do Trapiche. Artistas residem, expõem e vendem obras
  • CIT, R. Portugal, 165, Centro, 3231-4696, seg-dom das 8-20h. Peguei um mapa e dicas ótimas
  • Casa de Nhozinho, R. Portugal, 185, 3218-9953, ter-dom 9-19h
  • Sobradão da Praia Grande, com 4 pavimentos é considerado um dos maiores exemplares da arquitetura colonial portuguesa do centro histórico da cidade
  • Beco Catarina Mina, R. Djalma Dutra (antiga R. da Calçada), começa na Travessa Marcelino Almeida (R. da Alfândega) e vai até a Av. Dom Pedro II, escadaria de pedras de cantaria, no topo sobrado onde morou Catarina Rosa Ferreira de Jesus
  • Museu de Artes Visuais, R. Portugal, 273, ter-dom das 9-19h
  • Secretaria de Cultura do Maranhão, seg-sex das 13-19h.
  • Solar São Luís, R. Nazaré, o maior prédio em azulejos do país (três pavimentos), restaurado pela Caixa Econômica Federal, atual agência
  • CIT, Praça Benedito Leite. Peguei mais um mapa
  • Teatro Arthur Azevedo (1817), R. do Sol, 180, 3218-9900, bar, loja. Visitas guiadas: ter-sex das 15h-17h
  • Igreja N Sra do Carmo (1627), Praça João Lisboa, R. do Egito, seg-sex 7-18h, sáb 7-11h e 15h30-18h, dom 6h30-9h30 e 16-18h, sofreu muitas modificações internas em sua arquitetura
  • Convento do Carmo, ao lado da Igreja N Sra do Carmo. Museu
  • Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Solar Gomes de Souza) MHAM, R. do Sol, 302, 3218-9922, ter-dom das 9-18h. Tela Tauromaquia, de Pablo Picasso, manuscrito original do livro O Mulato, mham@ma.gov.br
  • Museu de Arte Sacra (Solar do Barão de Grajaú), R. 13 de Maio, 500, anexo ao Museu Histórico, 3218-9922/9922, ter-dom das 9-18h
  • Igreja de São João Batista (1665), cruzamento da R. da Paz com a R. São João, reconstruída em 1934, traz em sua fachada as indicações: 1665 - SANCTI JOANNIS BAPTISTA ECCLESIA, como na construção original
  • Igreja N Sra Santana (séc XVIII), R. de Santana, azulejos portugueses e um painel de admirável beleza e em bom estado de conservação
  • Mercado da Praia Grande (Casa das Tulhas), R. da Estrela, 184, seg-sáb 8-19h, dom 8-19h, bom mercado para comprar doces, licores, tiquira, cachaças, farinhas, panelas. Nas sextas, apresentação de Tambor de Crioula
  • Museu de História Natural, R. do Giz, seg-sex das 14-16h
  • Centro de Cultura Popular (Casa da Festa), R. do Giz, 221, 3218-9924, seg-sex das 9-18h. Exposição do Bumba-meu-boi e vestimentas e objetos usados em Candomblé, Umbanda, Tambor de Mina, Tambor de Crioula, Festa do Divino e Carnaval
  • Beco do Quebra-Bunda ou da Pacotilha ou Quebra Costa: R. João Vital de Matos, estreita e irregular, próximo ao Largo do Carmo
  • Cafuá das Mercês, R. Jacinto Maia, 43, Desterro, ter-dom das 9-17h30. Museu do Negro
  • Convento das Mercês, R. da Palma, 502, 3231-0641, ter-sex 8-18h, sáb das 9-12h. Em julho, qui-dom a partir das 18h, Vale Festejar (bumba-meu-boi fora de época)
  • Igreja de São José do Desterro (1839), Largo do Desterro
  • Fonte das Pedras (1615), R. Antonio Rayol/R. de São João, próxima ao Mercado Central, frontão de alvenaria, calçamento, galerias subterrâneas, bicas e carrancas, construídas no melhor estilo colonial português, cercada por grades, diar das 8-18h
  • Igreja São Pantaleão (1780), R. São Pantaleão (esq. R. das Cotovias)
  • Capela das Laranjeiras ou Quinta do Barão (1811), R. Grande, é um anexo do Colégio Maranhense (Marista). Varanda com entrada lateral e sacristia. Próximo dali, o belo portão da Quinta das Laranjeiras, onde se vêem as armas do Barão de Bajé
  • Beco da Bosta ou do Zé Coxo, da Baronesa, dos Excrementos ou 28 de Setembro, beco estreito por onde transitavam escravos carregando os tonéis de excremento para jogá-los na maré
  • Madre Deus:

  • CEPRAMA Centro de Produção de Artesanato do Maranhão, R. São Pantaleão, 1332, 3232-2187, seg-sáb das 9-18h30; dom até as 13h ou 18h. P/ comprar réplicas de azulejos portugueses e boizinhos do bumba-meu-boi
  • Ponta d' Areia:

  • Lagoa da Jansen, Av. Ana Jansen, s/n, parque ecológico em torno da lagoa, 6 mil m2, restaurantes, quadras poliesportivas, ciclovias, pistas para Cooper. À noite, a orla da lagoa conta com barzinhos, boates e pizzarias. Grande centro de convivência, com alta freqüência de moradores e de turistas. Do Mirante da Lagoa se tem uma abrangente visão de parte da cidade
  • Praias:

  • Praia da Ponta d'Areia, a 4 km do centro, uma das mais movimentadas, acesso fácil, conta com hotéis, restaurantes e clubes de reggae
  • Praia de São Marcos, a 7 km do centro, no início da Av Litorânea, freqüentada por jovens e surfistas. Possui bares em toda a sua extensão e animação noturna. Ruinas do Forte de São Marcos
  • Praia do Calhau, na extensão da Av. Litorânea, uma das mais bonitas da cidade, ondas fracas e dunas cobertas por vegetação. Calçadão bom p/ caminhar, playground e quiosques padronizados
  • Praia do Caolho
  • Praia do Olho d'Água, a 13 km do centro da cidade, presença de morros e falésias no canto direito. Rodeada por pequenas pousadas
  • Praia do Meio, límpidas e próprias para prática de kitesurf
  • Praia de Araçagy, mais afastada e tranquila
  • Obs.: as condições de balneabilidade variam.

Em Alcântara:

  • Porto do Jacaré, local de desembarque das lanchas e escunas que vem da capital
  • Ladeira do Jacaré, uma subida logo na entrada da cidade, cercada dos dois lados por casas antigas. Pouco antes do fim da ladeira, do lado esquerdo, tem um mercadinho, bom para comprar água num preco acessível
  • Capela de N. Sra das Mercês, R. das Mercês
  • Capela de N. Sra do Desterro, acesso pela R. das Mercês
  • Fonte das Pedras, R. Pequena. Construída no século XVIII, para abastecimento de água
  • Casa da Cultura, R. das Mercês
  • Sede do Escritório Técnico do IPHAN, R. das Mercês
  • Praça da Matriz, largo quadrangular com árvores centenárias, cercado de casarões, há o Pelourinho e as Ruínas da Igreja de São Matias
  • Museu Casa Histórica de Alcântara, Praça da Matriz
  • Casa de Câmara e Cadeia, Praça da Matriz. Do final do século XVIII, antigamente funcionava a cadeia, hoje é sede da Prefeitura
  • Museu Histórico e Artístico de Alcântara, Praça da Matriz. Acervo ilustra a opulência da cidade quando esta era habitada por ricos barões
  • Casa do Divino Espírito Santo, R. Grande, s/n. Parte das festividades do Divino Espírito Santo é realizada neste casarão restaurado
  • Sobrado Cavalo de Tróia, R. Grande
  • Ruínas do Palácio do Imperador, R. Grande. Construção inacabada, que hospedaria D. Pedro II, em uma visita que nunca faria à Alcântara
  • Igreja de N. Sra do Carmo. Estilo barroco, do século XVII. Mais de cem anjos esculpidos em talha dourada ornamentam seu altar
  • Ruínas da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, R. Direita
  • Igreja de N. Sra do Rosário dos Pretos, R. Direita
  • Fonte da Mirititiua, R. da Mirititiua (cont. da R. Direita). Construída no início do século XVIII
  • Praia da Baronesa. Acesso por trás da Igreja de N. Sra do Carmo
  • Ilha do Cajual. Importante sítio de fósseis de dinossauros. Ponto de reprodução de Guarás
  • Ilha do Livramento. Desabitada, tem uma das mais belas praias do local. Chega-se de barco, em 15 min

Em São José de Ribamar:

  • São José do Ribamar fica a 32 km de São Luís e tem atrativos como praias, comidas à base de frutos do mar com destaque para o tradicional peixe-pedra frito e histórias girando em torno da figura do santo padroeiro São José
  • Praça da Matriz e Igreja, Centro. Ali acontecem as comemorações a São José de Ribamar, durante a festa anual realizada em setembro
  • Estátua de São José, próximo à igreja
  • Museu dos Ex-Votos, fica debaixo da estátua. Guarda objetos pagos em promessa
  • Gruta de Lourdes, ao lado da estátua e do museu. Réplica da gruta existente na França, construída em 1957. Bastante visitada pelos fieis
  • Praias do Caúra, Panaquatira e Boa Viagem. Desertas, belas paisagens, boa para banhos, prática de esporte e pesca
  • Para quem curte agitação tem o Lava-Pratos, carnaval fora de época, realizado um semana após a data oficial, se não me engano
  • Fora de época também é o Lava-Bois, que é o Bumba-meu-boi realizado após o encerramento das festividades de junho

Em Raposa:

  • Raposa fica a 28 km do centro de São Luís, vive da pesca e da renda de bilro. As palafitas da Rua Principal, conhecida como Corredor da Rendeira, são lojas de artesanato e, junto com o passeio de barco, compõem a atração turística do local. Dizem que a cidade tem bons restaurantes
  • Passeio de barco tem três roteiros com duração de 2 a 4h e com 2 a 4 paradas para visitação e banho (Dunas e Praia de Carimã, Croa de Sarnambi, criatório de ostras, Ilha de Itaputiua). Horário de saída depende da maré. A Jânio Tour e a Fox Tour fazem esse passeio
  • Trilhas de Itaputíua e Pirimirim-Pucal

Dicas de passeios:

  • O Centro Histórico de São Luís é bem legal, mas tem a parte reformada e a parte abandonada. Isso é triste, mas vários casarões estão em reformas, então creio que vai melhorar. O centrinho, a parte reformada é bem movimentada e com muito policiamento, mas as ruas mais afastadas tem prédios caindo e não dá uma impressão boa para andar por essas bandas, pois parecem mais desertas, mais isoladas. Cada informativo divulga um horário de visitação diferente, mas parece que o melhor dia é a quarta-feira, pois a maioria das atrações está aberta nesse dia. Evite as segundas, pois a maioria dos museus fecha para manutenção. Disseram que no final de semana não é bom, pois tem menos movimento nas ruas
  • Em São Luís, dá para fazer compras no Centro Histórico, tem muitas lojas. Alguns disseram que o CEPRAMA é o melhor lugar para compras, outros disseram que é bobagem ir lá, pois as lojas do centro tem mais variedade. CEPRAMA fica mais longe, acho que não dá para ir a pé
  • Em São Luís, o Centro de Cultura Popular (Casa da Festa) é legal. Vale a pena visitar. Lá de cima descortina-se uma vista legal da cidade
  • Disseram que a lagoa Jansen, em São Luís, é legal para ir à noite, mas que durante o dia é deserto
  • Em São Luís, vale a pena conferir a programação dos arraiais. Disseram que o Arraial da Lagoa Jansen é mais bonito que o da Praça Maria Aragão
  • Em um dia dá para conhecer Alcântara. Praticamente, todos os pontos turísticos podem ser visitados a pé. Os atrativos começam logo na descida do barco, no Porto do Jacaré e subindo a ladeira de mesmo nome, que conduz ao coração da cidade: o largo onde se encontram as ruínas da Igreja da Matriz, a antiga cadeia e o Pelourinho. Dá para comprar um mapa na Loja de Artesanato e passear por conta. Se preferir há guias e carros para fazer o passeio. Por questão de segurança, circule apenas pelo centro, evite áreas afastadas, como por exemplo, a área das ruínas, por serem desertas. Acho que a praia mais próxima é a da Baronesa. É praia de mangue, diferente, mas não sei se é boa para banho. Olhei de cima, da Pousada dos Guarás. A maré tinha descido muito e a água ficou muito longe. Dá para ir a pé do centro a essa praia, mas o acesso é meio isolado e deserto. Acho que para as outras praias tem que ir de barco
  • Achei que o passeio a São José do Ribamar e Raposa é dispensável. Faça se tiver folga no roteiro. Comprei passeio de agência, pois achei que não ia dar tempo de visitar as duas cidades no mesmo dia se dependesse de transporte público
  • Em São José do Ribamar dá para visitar a igreja, a estátua, o museu e a praia central a pé. Para ir para as outras praias é necessário pegar condução
  • Em Raposa, se não me engano, as agências que fazem os passeios de barco, ficam perto do cais. O Corredor da Rendeira fica próximo. Alguns restaurantes citados nos guias ficam próximos também
  • Vale a pena pesquisar preço das agências, pois há variação, mas não esqueça de conferir roteiro do passeio. Antes de tudo, verifique se agência é cadastrada no Cadastur

Onde ficar

    Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Maranhão, uma grande descoberta

  • Solare Praia Bella, Av. Litorânea, n. 46, 4009-2777 http://gruposolare.com.br/port/hoteis/hotel.asp?hotel_id=20 praiabella.reservas@gruposolare.com.br Decidi ficar na Praia do Calhau e paguei pela localização. Foi o hotel mais bem localizado e com um preço um pouco menos caro que os demais na mesma região, mas mesmo assim foi o hotel mais caro de toda a viagem
  • Outras opções:

    Estes, também em Calhau, ficam à beira-mar, com exceção do Costa Atlântico

  • San Fernando Hotel, Av. Litorânea, 750, 3233-6567 / 6520 http://www.sanfernandohotel.com.br sanfernandohotel@terra.com.br, hotel.sf@hotmail.com Dessa lista é o mais simples e com melhor preço
  • Litorânea Praia Hotel, Av. Litorânea, 10, 3213-3200 http://www.litoraneapraiahotel.com.br reservas@litoraneapraiahotel.com.br
  • Calhau Praia Hotel, Av. Litorânea, 1, 3311-1133 http://www.calhaupraiahotel.com.br reservas@calhaupraiahotel.com.br, comercial@calhaupraiahotel.com.br, calhaupraiahotel@calhaupraiahotel.com.br
  • Costa Atlântico Hotel, Av. Sambaquis, 35, 3194-1200 / 1239 http://www.costaatlanticohotel.com.br gerencia@costaatlanticohotel.com.br, cleliacastroalves@hotmail.com
  • No Centro Histórico, estes são os mais recomendados:

  • Albergue Solar das Pedras, R. da Palma, 127, 3232-6694. http://www.ajsolardaspedras.com.br/ aj.solardaspedras.ma@bol.com.br, solardaspedrashostel@org.com, Muito recomendada pelos mochileiros
  • Pousada Colonial, R. Afonso Pena, 112, 3232-2834 / 1258. http://www.hotelpousadacolonial.com.br/site.php Disseram que é um bom custo/benefício, boa e não muito cara. Porém, se não me engano, fica um pouco mais afastada da parte reformada do Centro Histórico
  • Pousada do Francês, R. da Saavedra, 160/R. 7 de Setembro (R. da Cruz), 3231-4844 / 0879 (fax). http://www.pousadadofrances-informacoes.blogspot.com/ Disseram que é boa, bem recomendada
  • Pousada Portas da Amazônia, R. do Giz, 129, 3222-9937. http://www.portasdaamazonia.com.br/por/portas.htm info@portasdaamazonia.com, Disseram que é muito boa, bem recomendada, dá muito estrangeiro por lá. É mais cara, mas é bem localizada e tem seu charme. Segundo dicas, os quartos da frente são mais caros e mais barulhentos, os outros são mais silenciosos e custam menos

Dicas de hospedagem:

  • A Av. Litorânea é agradável, com calçadão bem movimentado por turistas e moradores da cidade se exercitando. O trecho Calhau-Caolho concentra quiosques arrumadinhos e restaurantes bons. Porém não há farmácias, supermercados e bancos. Esses podem ser encontrados na Av. dos Holandeses, próxima, mas com acesso meio deserto. Alguns disseram que é tranquilo andar por esses acessos, outros aconselharam a não ir a pé. Ônibus são constantes e boa alternativa para ir a essa avenida e se abastecer de água, lanchinhos e quaisquer produtos que porventura tenha esquecido de incluir na mala
  • Ficar no Centro Histórico é bom p/ passear por lá, p/ pegar a barca p/ Alcântara. Alguns dizem que é bom, outros que não é legal para sair à noite, pois fica deserto quando comércio fecha
  • Pela pesquisa que realizei, outro local turístico para ficar hospedado: Ponta d'areia, próximos a Lagoa da Jansen. Disseram que tem bons barzinhos por perto
  • Confira se hospedagem está listada no site da Secretaria de Turismo da cidade, por exemplo. Isso ajuda a evitar problemas

Onde comer

Em São Luís:

  • Rest. Cabana do Sol, R. João Damasceno, 24, Farol de São Marcos, 3235-2586 / Av. Litorânea, 10, Calhau. A carne de sol, acompanha arroz, baião de dois, feijão de corda com maxixe, paçoca, mandioca, purê de mandioca, banana à milanesa e rapadura. Prato é enorme, para 3 a 4 pessoas, mas faz meia-porção que dá tranquilo para 2 pessoas. É muito bom! Experimentamos peixe também, é bem servido, mas prato é para 2, então acaba saindo um pouco mais caro. Estava gostoso, mas achei carne de sol melhor. Servem 8 pasteizinhos de carne (para 2 pessoas) com geleia de pimenta (deliciosa, levemente apimentada) de entrada. Uma delícia! Restaurante bonito, arrumado, ambiente agradável, envidraçado para jantar olhando o mar e com ar condicionado, no piso superior a vista é bacana. É caro, mas considero boa relação custo/benefício, pois é muito bom
  • Feijão de Corda, R. Maracaçumé, 8, Farol de São Marcos, 3235-7880 / R. Auxiliar II, Qd 9 nº 13, Cohajap, 3233-4717 / 4853 (fax), a 3,3 km / Av. Litorânea, 4. Comemos peixe num dia, bem servido, prato para 2, bem temperado e gostoso. Noutro dia comemos escondidinho de carne de sol, o cardápio dizia que era para dois, mas prato era muito bem servido, travessa enorme, dá para pedir 1/2 porção, então carne de sol sai mais barato do que peixe. Estava muito gostoso. De novo pastéis de carne com geleia de pimenta de entrada, mas a porção é bem regulada, 4 pastéis para 2 pessoas e a geléia é meio sem graça, não dá para sentir o gosto de pimenta, a do Rest. Cabana do Sol é mais gostosa. Restaurante agradável e com ar condicionado. É caro, mas considero boa relação custo/benefício
  • Bar Oceanos, Av. Litorânea, em frente ao Hotel Calhau. Pedimos peixada, porção boa, farta para dois, travessa com três postas bem grandes, travessa de arroz, cumbuca de pirão. Gostoso, tempero bom, mas achei meio caro. Acho que o fato de ser a beira-mar pesa no preço. Estava cheio, mas não demorou muito para sermos atendidos. É quiosque a beira-mar, mas é ajeitado
  • Rest Dom Francisco, R. do Giz, 155, Centro Histórico, 3081-2598. Almoço e jantar de seg-sáb. Almoço sef-service por Kg e jantar a la carte. Experimentei o almoco, tem variedade, é bom
  • Outras opções:

  • Landruá Mariscos, Av. Litorânea, 16, Praia do Calhau, 3233-6781. Quiosque a beira-mar
  • Rest. Crioula’s, R. do Giz, 204, Centro Histórico, 3221-0985, comida típica a Kg. Disseram que tem mais fritura, comida mais pesada
  • La Pizzeria, R. do Giz, 129, Centro Histórico, 3222-5050, ao lado do Portal do Amazonas
  • Cafofinho da Tia Dica Restaurante e Bar, Tv Marcelino de Almeida, ao lado da Praça Nauro Machado, 3247-9123
  • Senac, R. de Nazaré, 242, 3198-1100
  • Armazém da Estrela, R. da Estrela, 401, Centro Histórico, 3254-1274. Música ao vivo
  • Bar Antigamente, Centro Histórico. Disseram que já foi muito bom, mas que anda meio caidinho ultimamente
  • Barraquinhas da Travessa Marcelino Almeida, Centro Histórico, pratos típicos em pequenas porções e por preços módicos
  • Vale Festejar. Festa com barraquinhas de comida, em julho no Convento das Mercês, Centro Histórico, qui-dom
  • Maracangalha, R. Mearim, 13, acesso pela Av. dos Holandeses, Renascença II, 3235-9305, a 3,4 km. Parece que ficou famoso por ser incluído na lista “Hot Tables” da revista Condé Nast Traveler. Recomendados geléia de pimenta, galinha caipira com pirão
  • Base do Rabelo, R. Projetada, 267, Olho d'Água, a 2,6 km. Disseram que, sempre cheio,é bem tradicional, com comida boa, farta e bom atendimento
  • Rest. Cheiro Verde, Av. São Luís Rei de França, 135, Turu, 3248-1641. Disseram que meia-porção serve dois. Comida típica, boa, farta e excelente atendimento
  • Rest. Chico Noca, Av. Jerônimo de Albuquerque, 24-A, Bairro do Angelim, 3246-9186, tradicional, só comida regional boa, farta e bom atendimento

Em Alcântara:

  • Rest. da Josefa, R. Direita, s/n, Centro, 3337-1109. Comemos peixe frito, simples, mas bom. É pousada também
  • Outras opções:

  • Rest. da Rosário, 9119-8852. Disseram que é bom, fica um pouco mais longe. Vá seguindo a R. Direita em direção à Fonte da Mirititiua, antes de chegar lá, fica numa travessa à direita
  • Rest. da Zinha. Disseram que é bom, mas fica longe, perto do cemitério
  • Rest. da La Maison Du Baron, R. do Sossego, 10, 3337-1091. O restaurante da pousada é aberto a não hóspedes também. O local é bem ajeitadinho
  • Rest. Enseada dos Guarás, Praia da Baronesa, 3337-1339
  • Rest. Bela Vista, Vila Jericó, 5, CEMA, 3337-1569

Em São José de Ribamar:

    Outras opções:

  • Rest. Mar e Sol, Av. Gonçalves Dias, 320, Centro, 3224-1500
  • Rest. Solar dos Navegantes, R. Gomes de Castro, 709, Centro, 3224-1481
  • Rest. Frangos e Mariscos, Av. Gonçalves Dias, 740, Centro, 3224-0769
  • Rest. São José, Av. Gonçalves Dias, 308, Centro, 3224-2875

Em Raposa:

    Outras opções:

  • Rest. Capote, Av. Principal, 3, Vila Bom Viver, 3229-1512 / 1630
  • Rest. Fazendinha, R. da Prata, 100, Inhaúma, 3229-1540
  • Rest. Natureza, Av. Principal, 180, Inhaúma, 3229-1728 / 9971-6517
  • Rest. Palhoça, R. do Coqueiro, 57, Garrancho, 3229-1501

Dicas de alimentação:

  • No geral parece que fica mais em conta comer carne de sol do que pescados
  • Tem que experimentar o Guaraná Jesus, é praticamente uma atração turística do Maranhão. É difícil encontrar a versão zero, parece que começou a ser feita recentemente
  • Adorei arroz de cuxá com bastante vinagreira, que é uma verdura azedinha
  • Em São Luís, restaurantes da Av. Litorânea são caros, mesmo os quiosques são caros, mas são muito bons. Não encontrei opções mais em conta por lá
  • Em São Luís, no Centro Histórico tem bastante opção de self-service e à la carte
  • Em Alcântara: doce de espécie, é uma espécie de queijadinha

Dicas

Contatos úteis:

  • Prefeitura de São Luís - Palácio de La Ravardiére, Av. Pedro II, s/n, Centro, 3212-8000
  • Delegacia Especial de Turismo, R. da Estrela, 427, Praia Grande, São Luís, 3214-8682
  • Prefeitura de Alcântara, Praça da Matriz, 01, Centro. Informações Turísticas 3337-1140
  • Prefeitura de São José do Ribamar, R Artur Azevedo, 48, Centro, 3224-7150

Postos de Informações Turísticas

  • Terminal Rodoviário de São Luís, Av. dos Franceses, s/n, Santo Antonio. Informação Turística, 3249-4500, seg-dom das 8-20h
  • Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, Av. dos Libaneses, s/n, Tirirical. Informação Turística, 3244-4500
  • Secretaria Municipal de Turismo, R. da Palma, 53, Centro, 3212-6219/6215/6212
  • Secretaria Estadual de Turismo, R. Portugal, 165, Centro, 3231-0822 / 4045, seg-dom das 8-20h
  • CEPRAMA, R. São Pantaleão, 1332, Madre Deus, 3232-2187, seg-sáb das 9-18h30; dom até as 13h ou 18h
  • Lagoa da Jansen, Av. Ana Jansen, s/n, Ponta d' Areia, Disque Turismo 3227-8484/3218-8781

Links úteis:

Maranhão, uma grande descoberta
Visite São Luís Patrimônio cultural da humanidade
Prefeitura de São Luís
Portal da Cultura do Maranhão

Receptivos Turísticos:

  • Brasil Planet Turismo, R. Luís Pinho Rodrigues/Juno n° 5 qd 22, Edifício Manhattan Center, Sala 510, Renascença II, São Luís, 3227-3944 / 8128-1461, brasilplanet@gmail.com, brasilplanet2@gmail.com, brasil@brasilplanet.com.br www.brasilplanet.com.br Skype: brasilplanet2. Contratei o passeio São José do Ribamar + Raposa com eles. Atenderam bem
  • Jânio Tour, R. do Coqueiro, 1904, Raposa, 8827-6201 / 9613-8092, janiotour@hotmail.com Fiz o passeio de barco com eles, estava no pacote que foi contratado com a Agência Brasil Planet
  • Outras opções:

  • Fox Tour, R. do Coqueiro, 104, Raposa, 3329-1332 / 1071 / 9602-4377 / 8445-3320. Também faz o passeio de barco

Dicas:

  • Em São Luís, vale a pena reservar dois dias, um dia para visitar o Centro Histórico e outro dia para visitar Alcântara. Dependendo do horário em que chegar à capital, pode aproveitar a tarde para já visitar o Centro Histórico e economizar uma diária. Isso se não estiver pregado da viagem
  • Recomendo esse destino para quem gosta de cidades históricas. A principal atração da capital e da vizinha Alcântara são os casarões e igrejas antigas e os museus
  • Como a maioria das capitais, São Luís tem boa infraestrutura turística, acesso fácil, bons hotéis, bons restaurantes, agências de turismo. Tem área nova, moderna e bonita, se não me engano é o Bairro Renascença
  • Uma boa surpresa foi a quantidade de áreas verdes na capital. Pelo avião vimos que a cidade tem muito verde
  • Centros de Informações Turísticas espalhados pela cidade são bons. Tem funcionários para esclarecer dúvidas e mapas, folders gratuitos. Cada centro tinha um mapa diferente, consegui três exemplares diferentes
  • Compras em São Luís: disseram para comprar boizinhos e azulejos nas lojas do Centro Histórico e/ou no CEPRAMA. Quem tem coragem, compra guanará Jesus e Tiquira para levar para casa, mas fiquei com medo das garrafas estourarem
  • Compras em Alcântara: doce de espécie. Disseram que é uma espécie de queijadinha em formato de tartaruga. Tem em São Luís também, mas acho que em Alcântara é mais barato
  • Compras em Raposa: dizem que as rendas tem preço bom, mas não pesquisei

Relato de viagem

Sábado, 02/07/2011 - Dia ensolarado com poucas nuvens
Aeroporto de Guarulhos, Aeroporto de Brasília, Aeroporto de São Luís, Hotel Solare Praia Bella, Calçadão da Av. Litorânea

São Luís: Praia do Calhau

São Luís: Praia do Calhau

Chegada ao Aeroporto de Guarulhos pouco antes das 9h. Cheio, filas longas, correria para fazer check-in e embarcar. Cerca de 20min de atraso. Voo tranquilo, pouca turbulência. Lanchinho cada vez mais fraco. Conexão em Brasília. Mais 20min de atraso. De novo o mesmo lanchinho fraco. Uma boa surpresa foi a quantidade de áreas verdes na capital. Pelo avião vimos que a cidade tem muito verde. Chegada ao Aeroporto de São Luís em reforma. Malas chegaram rápido. Ali mesmo havia uma mesinha improvisada indicando CIT. Pegamos um mapa e pedimos informações sobre táxi. Táxi tabelado. Antes das 16h saímos em direção ao Hotel Solare Praia Bella, que tinha boa estrutura. Deixamos as malas e começando com pique total, saímos pelo calçadão da Av. Litorânea. Calor, mas o vento ameniza. Encontramos o famoso Rest. Cabana do Sol, bonito, arrumado, envidraçado, jantar olhando o mar (no piso superior) e com AC. A carne de sol, acompanha arroz, baião de dois, feijão de corda com maxixe, paçoca, mandioca, purê de mandioca, banana à milanesa e rapadura. Comida boa, 1/2 porção de carne sol ainda sobrou, vem carne para caramba numa travessa grande. Servem 8 pasteizinhos de carne (para 2 pessoas) com geleia de pimenta (deliciosa, levemente apimentada) de entrada. Uma delícia! É meio caro, mas considero boa relação custo/benefício, pois é muito bom. Vazio por causa do horário cedo, atendimento ótimo. Voltamos. Perto do hotel tem uma feirinha. É meio chato andar nesse trecho, pois além de muito movimento, para completar tem muita gente andando de patinete. Seguimos pelo longo calçadão até a Estátua dos 3 pescadores, de onde voltamos. Deu cerca de 10 km de caminhada, no total. Muita gente correndo e caminhando. Muitos carros estacionados, provavelmente do pessoal que estava se exercitando no calçadão. Há pontos de alongamento. Muitos quiosques e restaurantes ao longo da avenida.

Domingo, 03/07/2011 - Dia ensolarado com poucas nuvens
Raposa e São José do Ribamar, Arraial de São João - Centro Histórico

São José de Ribamar: A Igreja Matriz

São José de Ribamar: A Igreja Matriz

Raposa: As Fronhas Maranhenses

Raposa: As "Fronhas" Maranhenses

São Luís: Arraial de São João na Praça Maria Aragão

São Luís: Arraial de São João na Praça Maria Aragão

Estava meio apreensiva com o passeio reservado, mas deu tudo certo. Pontualmente, eles nos buscaram. Só nós dois e mais um argentino de Buenos Aires, muito simpático. Devido à maré, passeio a Raposa foi na parte da manhã. Chegamos ao cais e fizemos o passeio na biana. Bonito ver o mangue e as dunas. Foram duas paradas para banho: Ilha de Curupu – Praia de Carimã e Croa de Sarnambi. O passeio foi rápido. Retornamos e passamos pela Rua Principal, conhecido como Corredor da Rendeira, onde há uma sucessão de lojas instaladas nas palafitas, casas simples feitas com madeira. Sobre o mangue, na ida com a maré alta, foi possível ver a água banhando o local, na volta com a maré baixando, já estava sem água. Foi feita uma parada rápida de 20min para compras. Não comprei nada, nem vi preços, então não sei dizer se é bom. As palafitas são diferentes e o passeio náutico é fraquinho, mas é divertido para quem faz a primeira vez e para quem ainda não viu os Lençóis Maranhenses. As dunas são conhecidas como fronhas maranhenses em alusão aos lençóis maranhenses, devido ao tamanho bem menor. Dizem que tem bons restaurantes, mas o guia sugeriu ir rápido a São José do Ribamar, pois era dia do Lava-Bois e a cidade ficaria tumultuada e congestionada à tarde. Na Praça da Matriz, rapidamente vimos a Igreja de São José, a Estátua e a Gruta de Lourdes. O Museu dos Ex-Votos estava fechado. Por volta das 12-13h, estava muito calor e os preparativos para o Lava-Bois já tinha começado. Voltamos sem parar para almoço. Foi bom, mas muito rápido, pois o guia queria fugir do congestionamento da festa. Voltamos para o hotel e fomos almoçar no Quiosque Oceano’s, da Av. Litorânea. Porção boa, farta para dois, travessa com três postas bem grandes, travessa de arroz, cumbuca de pirão. Gostoso, tempero bom, mas achei meio caro. Acho que o fato de ser a beira-mar pesa no preço. Estava cheio, mas não demorou muito para sermos atendidos. O guia aconselhou o Arraial de São João, na Praça Maria Aragão, no Centro Histórico. Chegamos cedo, antes das 19h. Tranquilo ainda, muitas mesas vazias, mas depois encheu. Várias barracas ofereciam comida típica, a maioria montava um prato com o tipo de arroz e misturas escolhidas. Experimentamos arroz de cuxá, bolinho de camarão, camarão frito e torta de caranguejo. Aproveitamos para visitar a Igreja N. Sra dos Remédios. Foi divertido, mas as apresentações foram muito demoradas. Vimos as apresentações de dança portuguesa e da quadrilha Formosinha. Queria ver uma apresentação do Bumba-meu-boi, mas fomos embora antes.

Segunda, 04/07/2011 - ensolarado com nuvens. Pancadas de chuva no fim do dia em Alcântara. Parece que choveu bastante em São Luís à tarde
Centro Histórico, Alcântara

Alcântara: Praça da Matriz, Ruínas da Igreja de São Matias

Alcântara: Praça da Matriz, Ruínas da Igreja de São Matias

Alcântara: Ladeira do Jacaré

Alcântara: Ladeira do Jacaré

Foi muito fácil pegar ônibus no ponto quase em frente ao hotel. Descemos no ponto final: Terminal Praia Grande. Pertinho fica o Cais Praia Grande. Fomos direto para lá para comprar os bilhetes para Alcântara. Disseram que a Lancha Diamantina era muito boa, mas estava em reforma. Compramos o do Iate Imperador, mais ou menos do mesmo estilo. Aproveitamos o tempo para um passeio rápido pelo Centro Histórico. Há muito policiamento nas ruas do Centro Histórico. A empresa aterroriza para comprar a volta e caímos nessa, mas não vale a pena. É melhor comprar a volta em Alcântara, pois há várias opções de horários de outras empresas que também atendem. A viagem de pouco mais de 1h foi tranqüila, mar parado, praticamente sem balançar. Desembarcamos e só um guia veio oferecer serviços, mas não insistiu. No Porto do Jacaré, passei nas Informações Turísticas, mas não tem nada. Comprei um mapa muito bom na loja de artesanato. Fizemos o passeio por conta própria, passamos nos pontos indicados pelo mapa, andamos muito e tiramos muitas fotos. Almoçamos no Rest. Josefa, peixe frito, acompanhava arroz branco, arroz de cuxá, feijão, farofa e salada. Experimentamos o Guaraná Jesus, que tem sabor bastante diferenciado, mas não achei tão doce como o pessoal fala, achei que tão doce quanto os outros refrigerantes. Fomos até a Praia Baronesa, cujo acesso é meio isolado e deserto. É praia de mangue, diferente, mas não sei se é boa para banho. Olhei de cima, da Pousada dos Guarás. A maré tinha descido muito e a água ficou muito longe. Não olhei os quartos, mas a recepção da pousada é bem ajeitadinha e parece boa. Retornamos ao centrinho. Por questão de segurança, circule apenas pelo centro, evite áreas afastadas, como por exemplo, a área das ruínas, por serem desertas. Passeamos um pouco mais pelo centro e retornamos ao cais. Foi um pouco estressante, pois o catamarã não veio às 16h, como constava no bilhete. Já tinha saído o catamarã das 15h, um pouco atrasado devido à maré baixa. Às 17h e pouco, saiu mais uma embarcação, mas decidimos esperar, pois ele saiu lotado com os seus passageiros e mais quase todos do nosso catamarã. Ficamos com medo de estar muito cheio. Não trocaram a passagem, mais um motivo para comprar a volta em Alcântara. Deu até para comprar na hora. Não sei se quando a cidade está mais cheia de turistas, dá para fazer isso. Depois fomos informados que o nosso catamarã encalhou no meio do caminho entre São Luís e Alcântara. com quase 2h de atraso, saímos pouco depois das 18h. A viagem foi mais longa, pois o catamarã era mais lento, deu pouco mais de 1,5h. Com o catamarã menor, vazio e o mar mais revolto, ele balançou um pouco. Chegamos pouco depois das 20h. Cansados da aventura, resolvemos experimentar o restaurante que fica quase ao lado do hotel. Jantamos no Rest. Feijão de Corda, peixe pescada na brasa com molho de camarão e alcaparras com batata assada por baixo do peixe, acompanhava risoto, legumes salteados, farofa e vinagrete. Bem temperado, com cheiro verde, caprichado. Meio caro, mas comida muito boa e ambiente bonito e agradável. De novo pastéis de carne com geleia de pimenta de entrada, mas a porção é bem regulada, 4 pastéis para 2 pessoas e a geléia é meio sem graça, não dá para sentir o gosto de pimenta.

Terca, 05/07/2011 - ensolarado com poucas nuvens
Centro Histórico

Centro Histórico: Rua do Giz

Centro Histórico: Rua do Giz

Centro Histórico: Rua Portugal

Centro Histórico: Rua Portugal

Pegamos ônibus de novo. Descemos no Terminal Praia Grande. Começamos pela R. Portugal. Passamos no CIT e o funcionário Augusto deu um mapa e indicações de restaurantes. Passamos em frente a Casa Nhozinho, o Sobradão da Praia Grande, o Museu de Artes Visuais e a Secretaria de Cultura do Maranhão. Essa rua tem várias lojas. Fomos ao Mercado da Praia Grande (Casa das Tulhas). Olhamos muitos balaios com camarão seco e garrafas de tiquira. Também tem algumas lojas com souvenirs no mercado. Seguimos pela R. da Estrela, passando pela Praça Nauro Machado e Teatro João do Vale até a R. Jacinto Maia. Percorremos essa rua até o Cafuá das Mercês e o Convento das Mercês. Subimos pela R. do Giz. Passamos no Centro de Cultura Popular (Casa da Festa) e entramos para conhecer. Lá de cima se descortina-se uma vista legal da cidade. Vimos a tão famosa Pousada Portas da Amazônia. Passamos no Museu de História Natural, que tem visita autoguiada. Almoçamos no Rest. Dom Francisco. Tem bastantes saladas, pratos típicos, pescados e churrasco. Achei muito bom. Prosseguimos pela R. Nazaré. Paramos na Praça Benedito Leite e visitamos o CIT, onde peguei mais um mapinha. Continuando o tour, descemos pela R. da Palma, para depois subir a R. do Egito, passando em frente à Igreja N Sra do Carmo. Voltamos à Praça Benedito Leite e visitamos à Igreja Matriz da Sé. Prosseguimos pela Av. Pedro II, passando em frente ao Palácio Episcopal, ao Palácio La Ravardière e ao Palácio dos Leões. Há um mirante nesse local, onde é possível conferir a variação fenomenal das marés. Voltamos para a R. Trapiche e R. Portugal, para algumas compras. Depois percorremos as ruas no outro sentido, passando pela R. da Alfândega, R. Grande, R. 14 de Julho. Há alguns becos com escadarias pelo centro. Voltamos pela R. do Giz, passamos de novo na Casa das Tulhas para comprar mais água e fomos ao Terminal Praia Grande para pegar ônibus de volta para o hotel. Achei que ruas e lojas estariam mais cheias, mas tinha poucos turistas circulando. Jantamos no Rest. Cabana do Sol de novo, prato típico do Maranhão com 2 postas bem grandes de peixe amarelo, acompanhava arroz de cuxá, vinagrete e banana à milanesa. Bem servido, mas achei o peixe do Rest. Feijão de Corda melhor. Acho que o forte lá é a carne de sol, que além de muito boa é muito bem servida e sai mais em conta, pois dá para pedir 1/2.

Quarta, 06/07/2011 - ensolarado, pancadas de chuva à tarde em São Luís
Av. dos Holandeses, Transfer São Luís – Sangue - Santo Amaro, Pousada Bellas Águas

Continua no outro relato abaixo...


 

Lençóis Maranhenses

Período: 06 a 14/07/2011
Cidades: Santo Amaro do Maranhão e Barreirinhas

O Parque Nacional dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão e Barreirinhas.

O Parque Nacional dos Lençóis é um Paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais. Raro fenômeno geológico, foi formado ao longo de milhares de anos através da ação da natureza. Imensidões de areias fazem o lugar assemelhar-se a um deserto, mas com características bem diferenciadas, pois chove na região, que é banhada por rios. As águas pluviais formam lagoas que variam do verde-claro ao azul bem intenso, algumas chegam a ter 2 km de extensão e 5m de profundidade. O cenário é dominado por dunas e lagoas de água doce. As grandes formações de areia alcançam até 40m de altura e são geradas pela ação dos ventos que sopram constantemente do mar. O avanço continente adentro chega a 50 km e estende-se por cerca de 70 km de praias desertas.

Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão são as cidades de apoio para se conhecer o Parque Nacional dos Lençóis, sendo que Barreirinhas recebe o maior fluxo de turistas por possuir acesso mais fácil e contar com infra-estrutura maior.

Confira abaixo as dicas e informações gerais sobre a cidade.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

A cidade

Santo Amaro do Maranhão está localizado na região do Norte Maranhense. Possui área de 1.601 km² e população de 13.821 habitantes (dados IBGE 2010).

Barreirinhas está localizada na região do Norte Maranhense. Faz limite com as cidades de Urbano Santos, Santa Quitéria do Maranhão, São Bernardo, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão. Possui área de 3.111 km² e população de 53.746 habitantes (dados IBGE 2010).

Como chegar

Santo Amaro e Barreirinhas estão localizados a 243 km e 253 km, respectivamente, da capital.

Transporte São Luís/Santo Amaro:

  • Van + toyota. Busca no aeroporto ou pousada/hotel de São Luís e leva até pousada em Santo Amaro. Pode reservar direto com eles ou pedir para a pousada em Santo Amaro reservar. Saídas diárias de São Luís, por volta das 4h e 14h. De Santo Amaro, também há dois horários, um pela manhã e outro à tarde. Na melhor das situações, são cerca de 5h de viagem, sendo 3h de van até o Distrito de Sangue e mais 2h de Toyota até Santo Amaro. Pode demorar muito mais, levamos mais de 8h... Se estiver na época de cheia, a Toyota pode não conseguir atravessar o rio. Nesse caso, a travessia será feita de canoa e, do outro lado do rio, haverá outra Toyota para continuar o percurso. Atualmente, a Cisne Branco não faz mais esse percurso e estes são os três contatos que operam regularmente:
  • - Denilson, 8808-9091 / 9148-8904 / 3271-6426 / 3369-1080, denilson_viagens@hotmail.com
    - Joaninha, 3246-9112 / 8853-7094 / 8832-7108 / 3238-4256
    - Tatá, 3253-3335
  • Outra opção é ir de ônibus Cisne Branco até o povoado de Sangue e de lá pegar uma toyota até Santo Amaro. Saídas diárias das toyotas às 8h e 17h. Parece que esse esquema funciona bem na baixa temporada, mas na alta, as vans já partem lotadas de São Luís e estes já têm lugar reservado nas toyotas. Dessa forma, pode-se ficar preso em Sangue sem transporte p/ Santo Amaro
  • De carro, partindo de São Luís pelas Rodovias BR 135 até a Bacabeira e de lá passando por Rosário pela Rodovia MA 110 até Morros. De Morros siga pela BR 402 (Translitorânea) até o km 101 na localidade Sangue. A partir desse ponto, somente de 4x4, são 40 km até Santo Amaro. Se carro não for 4x4, estacione em Sangue e siga de Toyota de linha

Transporte São Luís/Barreirinhas:

  • BRTur, 3236-6056 / 3082-8825 / 3232-2834 / 9114-5813 / 8114-3649, brtur@terra.com.br, brturslz-ma@hotmail.com Translado de van/microônibus, São Luís/Barreirinhas às 4h30 e 7h, Barreirinhas/São Luís às 16h30. Pouco mais caro do que o ônibus, mas compensa por ter a vantagem de buscar no hotel ou aeroporto em São Luís e levar até o hotel em Barreirinhas
  • FANTUR, 3236-1608, fanttur.turismo@bol.com.br, fanttur.turismo@hotmail.com São Luís/Barreirinhas às 4h30 e 7h. Barreirinhas/São Luís às 16h30. Também faz o translado de van/microônibus, de hotel/aeroporto a hotel
  • Carro privativo: há algumas pessoas que organizam esse tipo de transporte, me passaram os seguintes contatos: Jorge Arruda ( 9969-4544) ou Jouberth (9992-8810 / 3349-0545) ou Chico da Fia (3349-9015 / 8121-7141)
  • Viação Cisne Branco, 3243-2847 / 3245-1233, http://www.cisnebrancoturismo.com.br São Luís/ Barreirinhas: ônibus às 6h, 8h45,14h e 19h. Barreirinhas/São Luís: ônibus às 6h, 9h, 14h e 18h30. Via Rosário ou Morros, a viagem leva de 4 a 5h
  • De carro, a partir de São Luís, pela BR 135 até Bacabeira, segue-se pela BR 402 (Translitorânea) até Sobradinho, onde acessa a MA 225, no total são 253 km e 3h de viagem, em estrada pavimentada
  • De avião bimotor e monomotor, a partir de São Luís, são 50min, em média

Transporte Santo Amaro/Barreirinhas:

  • De Santo Amaro, partem toyotas de linha para o povoado de Sangue, em dois horários (manhã e tarde), 15,00 por pessoa. Lá passa ônibus e vans para Barreirinhas em vários horários, durante a semana, 5,00 por pessoa. Aos finais de semana, horários são mais escassos, mas há opção de fretar um carro

Transporte Santo Amaro/Atins:

  • Parece que é possível contratar translado direto de Santo Amaro para Atins
  • O que a maioria dos estrangeiros adora fazer é a travessia Santo Amaro-Atins. São 3 dias de caminhadas, com paradas em comunidades como a Queimada de Britos, onde há possibilidade de pernoite e alimentação. O pessoal de Santo Amaro pode indicar bons guias

Transporte “de linha” Barreirinhas/Atins:

  • Barco funciona como um ônibus fluvial. São 5h de viagem. Saída da orla, no centro de Barreirinhas, por volta das 9h. Parece que não sai aos domingos
  • Toyota leva a Atins. São 2h de viagem. Saída da praça na Av. Joaquim Soeiro de Carvalho. Normalmente sai uma vez por dia, mas parece que dependendo da época tem dois horários por dia
  • Para voltar de Atins para Barreirinhas, o barco e a Toyota de linha saem por volta das 13h30 a 14h. Não entendi se depende da maré ou da época de seca das lagoas para ter Toyota no período da manhã também. A Toyota vai parando no caminho para pegar/deixar pessoas/mercadorias. Parece que, às vezes, ele vai até o Canto de Atins.

Transporte privativo Barreirinhas/Atins:

  • Pode-se fretar um barco com agências de Barreirinhas ou com o Chico da Fia, 3349-9015 / 8121-7141
  • Agencia Alternativa Trip Turismo, Av. Beira Rio, s/n, Centro, 8865-0905 / 3349-1407, madiniz_jr@hotmail.com, combinei o passeio de voadeira que passa por Vassouras, Mandacaru e Caburé e depois o transfer Caburé-Atins com o Marcílio e deu tudo certo. Aproveitei e fiz outros passeios com ele também, o atendimento foi ótimo
  • Para voltar de Atins para Barreirinhas, a voadeira do passeio das agências sai por volta das 14h de Caburé. Combine para ir te buscar em Atins ou pegue outro barco até Caburé

Dicas de transporte:

  • Peça dicas de transporte ao hotel/pousada, no qual fizer reserva. Eles podem até reservar os translados. Para garantir é melhor reservar lugar com antecedência
  • No Transporte São Luís/Santo Amaro aconselharam a ir de van, pois esta já reserva teu lugar na Toyota e o trecho Sangue/Santo Amaro fica garantido. Se for de ônibus, pode demorar até conseguir uma vaga na Toyota. A vantagem é que a van te pega no hotel ou no aeroporto, basta combinar. Assim não se gasta com ônibus circular ou com táxi. A desvantagem é que ela faz isso com todos, então pode demorar para sair da cidade. Aconselharam a ir pela manhã, vai mais rápido, a temperatura é mais amena e ainda dá tempo de fazer algum passeio à tarde. Parece que de manhã, vai mais turista, a van pega a maioria no aeroporto e pousadas da cidade e já pega a estrada. Fui à tarde com a Joaninha e demorou muito, a van rodou muito pelos bairros de São Luís. No total deu mais de 8h de viagem
  • No Transporte Sangue/Santo Amaro eles costumar lotar a Toyota. Na volta, viemos sossegados, mas a outra Toyota veio abarrotada e o pessoal reclamou muito
  • No Transporte Sangue/Barreirinhas há vários horários de ônibus e vans no meio da semana. Nos finais de semana horários são mais escassos, mas há possibilidade de fretar carros. Este são mais caros, mas na hora do aperto é a solução
  • Transporte São Luís/Barreirinhas: é tranquilo tanto de ônibus Cisne Branco, quanto das vans e microônibus que fazem a linha. Recomendaram a BRTur, disseram que é boa, mas não posso confirmar, pois não fiz esse trecho.
  • Transporte Barreirinhas/Atins: se aproveitar o passeio de voadeira que passa por Vassouras, Mandacaru e Caburé para fazer o translado até Atins, combine valor do transporte até Atins, antes de partir de Barreirinhas. Normalmente o valor fornecido engloba apenas o trecho Barreirinhas-Caburé e na hora de fazer o percurso Caburé-Atins, alguns cobram um valor adicional muito alto para fazer o último trecho. Dá para levar bagagem numa boa, a voadeira em que eu fui não pulou e não molhou a bagagem, mas é sempre bom ensacar os pertences. Use saco de lixo, de preferências do mais grosso, pois é mais resistente. Ponha roupas e outros itens dentro do saco e o saco dentro da mala. É bom para proteger da chuva também

Quando ir

As lagoas ficam mais cheias entre maio a agosto, entretanto algumas localidades podem ficar inacessíveis se o nível d'água subir muito. Julho é alta temporada por ser mês de férias escolares e época de lagoas cheias com poucas chuvas. Em Barreirinhas, ocorre a Vaquejada na terceira semana de julho, bom para quem gosta de agito. Disseram que moradores alugam suas casas, pois hotéis e pousadas ficam lotadas com o evento. A partir de setembro as lagoas começam a secar, mas tudo depende da quantidade de chuvas no ano. Disseram que se chover pouco, as lagoas já começam a secar em agosto, mas se chover muito também não é bom, pois as lagoas "estouram", uma emenda na outra e vazam para o mar. Janeiro e fevereiro também são meses de férias escolares, mas apenas algumas lagoas têm água e a estação chuvosa está começando. Entretanto, nessa época, dizem que o atrativo dos Lençóis é a imensidão das areias que é ainda mais surpreendente nesse período.

Onde ir

Em Santo Amaro:

  • Queimada dos Britos, passeio com duração do dia todo. Passamos por inúmeras lagoas. Na minha opinião, as Lagoas Emendadas é o lugar mais bonito dos Lençóis. Almoçamos galinha caipira na casa de Seu Raimundo, na Queimada dos Britos. Depois fomos até uma cachoeira, perto da praia. A queda é pequena, mas é um local diferente. Não fomos até a praia, mas é possível ir, basta combinar antes o roteiro e o valor. Retornamos e passamos na Lagoa da Gaivota para ver o pôr-do-sol. Achei o passeio mais lindo de todos
  • Lagoa da Betânia, passeio com duração de quase o dia todo. Pode-se almoçar galinha caipira na casa de Seu Francisco. Há quem vá para Betânia a pé. Fomos e voltamos de toyota, mas algumas pessoas do meu grupo voltaram a pé junto com outro grupo. Disseram que são cerca de 4h, mas parando para banho nas lagoas no meio do caminho e passando pela Lagoa da Gaivota. Também dá para voltar de barco, pelo rio. Costuma-se conjugar o passeio da Betânia com o Espigão, mas não fomos para o Espigão, pois estava muito cheio e não dava para ir
  • Lagoa da Gaivota, dá para ir de toyota ou a pé, fica cheia o ano todo. Ao lado dela tem outras lagoas. É muito bonita
  • Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo, passeio com duração de pouco mais de meio período. É um passeio diferente, começando pelo passeio de barco que segue por uma área que tem bastante vegetação no meio da água. Por conta disso tem muito gado "pastando" por ali, mergulhado com água até o pescoço. Vi até um porco. Depois do barco, andamos um curto trecho pelas dunas até chegar às lagoas. A Lagoa do Reflexo é grande e bonita, como todas as lagoas da região

Dicas de passeios:

  • Se não me engano a única lagoa perene é a da Gaivota
  • Algumas pousadas tem Toyotas e organizam os passeios, que é cobrado por frete, ou seja, o passeio tem um valor que deve ser rateado pelo número de pessoas. Na pousada que fiquei, eles ligavam para outra pousada para arrumar mais gente para dividir. Cada roteiro tem um número máximo de pessoas que a Toyota leva, por exemplo, para a Betânia são 10 e para a Queimada dos Britos são 8
  • Passeios ficam mais baratos do que em Barreirinhas se conseguir arrumar pessoas para dividir a Toyota. Para alguns lugares dá para ir a pé, mas mesmo assim é bom ir com mais pessoas para dividir despesa do guia. Acho meio complicado andar sem guia, mas isso depende de cada um
  • Se tiver um dia só, faça Queimada dos Britos. Se tiver dois, faça Betânia também, mas sugiro deixar Queimada para depois, para não correr o risco de achar Betânia sem graça, depois de se encantar com as Lagoas Emendadas. Se tiver mais um dia faça o passeio de barco para América. Depois disso, vai ter que começar a repetir passeio. Encontramos um rapaz que ficou muitos dias lá e estava fazendo isso, repetindo passeio
  • Não precisa pagar passeio só para a Lagoa da Gaivota. O passeio da Queimada dos Britos passa lá na volta. O da Betânia pode passar também, basta combinar, mas não sei se paga um adicional por isso. Há quem vá a pé. A lagoa não é longe e é muito bonita
  • Dá para ir para a Betânia a pé também. Disseram que passa por várias lagoas e o visual é muito legal, mas deve ser meio cansativo fazer a ida e a volta. Dá para voltar de barco, se quiser, mas tem que combinar com alguém da comunidade. Talvez tenha que ver isso com antecedência
  • Normalmente as Toyotas carregam caixa térmica para você levar suas bebidas. Não tem comércio perto das Lagoas
  • Nos passeios para a Queimada dos Britos e a Betânia, servem almoço, se deixar encomendado. Comi galinha caipira, acompanhava arroz, feijão, farinha d'água, macarrão. Eles fizeram duas travessas, numa a galinha estava num molho com sangue e outra sem. Comida simples e gostosa. Tinha lido alguns posts reclamando do preço da comida. Acho que se dividir uma galinha por um casal fica caro mesmo, mas isso é muita comida. Outros reclamaram que era pouca galinha. As galinhas são caipiras e magrinhas, não têm aquela gordura de granja, mas fomos bem servidos. Deu para comer bem, o suficiente. Achei a quantidade boa, pois é forte e não dá para comer muito, mas acho que se tivesse mais comida, os meninos comeriam mais ou não, pois estavam mais interessados na cerveja. Teve ainda os que reclamaram da higiene. O local é bem simples e tem suas limitações, mas achei que é bem cuidado, do jeito que é possível. Não é feito para quem tem frescuras, mas para começo de conversa, quem tem algum tipo de restrição nem deve ir para Santo Amaro
  • Vimos alguns jegues e muitos porcos pelo caminho. Eles pertencem a alguém, mas ficam todos soltos, passeando por aí. Eles andam mais em locais com vegetação, é mais difícil vê-los pelas dunas e lagoas, mas às vezes você vê algum passeando por lá
  • Betânia tem energia elétrica. Queimada dos Britos tem geradores. Vi painel solar lá. Os meninos disseram que por conta disso a cerveja não é tão gelada, na Queimada dos Britos
  • Curiosidade: em Queimada dos Britos, assinamos o livro de visitantes e folheamos. Tinha assinatura de muitos estrangeiros, principalmente europeus. Vimos a foto da equipe que trabalhou na filmagem de Casa de Areia

Em Barreirinhas:

    Na cidade:

  • Igreja Matriz. Data do século XVIII é uma das mais antigas do estado
  • Praça da Matriz
  • Praça do Trabalhador. Nesta praça está localizada a Prefeitura e posto de táxi
  • Av. Beira Rio. Às margens do rio Preguiças, possui um porto para embarque e desembarque de carga e passageiros, quiosques de água de coco, sorveteria, lanchonetes, bares, restaurantes e bancos para sentar e apreciar a passagem do rio. À noite ocorrem, em alguns bares, apresentações de música popular
  • Nos Lençóis:

  • Sobrevoo. Não deu para escolher lugar para sentar, pois o piloto fez a distribuição de acordo com o peso dos passageiros. O piloto indica os pontos pelos quais passamos. Seguimos o curso do Rio Preguicas, vemos Vassouras, Mandacaru com seu farol, Caburé e Atins. Depois seguimos pelos Lencóis, vendo toda aquela imensidão de areia, salpicadas pelas inúmeras lagoas. Um dos visuais mais lindos que já vi
  • Lagoa Bonita, um pouco mais longe que a Lagoa Azul. Percorre-se um pequeno trecho de estrada até a balsa. Atravessa-se o rio e depois é uma trilha pela areia, passando por algumas áreas alagadas. Depois disso, deixa-se a Toyota e anda um pouco para alcancar as lagoas. Na volta, enquanto aguarda a fila da balsa, há uma barraca que prepara tapioca
  • Lagoa Azul, percorre-se uma estrada até a balsa. Depois do rio, há uma trilha de areia que a Toyota vence fácil. Depois disso é necessário seguir a pé, passando por várias lagoas. O local de travessia da balsa é outro, não é o mesmo da Lagoa Bonita, mas tem comércio no local também
  • Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças, com parada nos povoados de Vassouras, Mandacaru e Caburé, com possibilidade de estender o passeio até o Atins. Em Vassouras, restaurante e loja de artesanato. Todos querem tirar foto dos macaquinhos. Parada para percorrer as dunas e lagoas dos pequenos lençóis. Em Mandacaru, a principal atração é o farol de 54m de altura, 178 degraus, de onde se tem vista panorâmica da região. As crianças se oferecem para ser guias mirins até o farol. Disseram que o farol fecha das 11h30 até 13h30, mas não tenho certeza. Caburé é uma faixa de areia entre o rio e o mar. Há uma fileira de pousadas e restaurantes. Normalmente é onde se faz a parada para almoço

Dicas de passeios:

  • Há várias agências na cidade, que levam para os passeios. Os roteiros oferecidos e os valores são praticamente os mesmos, mas vale conferir. Eu fiz os passeios com a Alternativa Trip Turismo, do Marcílio e gostei muito do atendimento
  • A Operatur citada como responsável pelo sobrevoo fechou. Agora é a WM Turismo. Fui até lá, mas subi aquela duna toda à toa, pois não ganhei nenhum desconto. Tentei negociar diretamente com eles, pois achei que sem intermédio de outra agência daria para conseguir desconto, mas nada. Então é mais fácil comprar com uma agência na Beira-Rio mesmo, que te poupa o trabalho de ir até a WM. Acredito que esse passeio só vale a pena na época de cheia, quando as lagoas estão com volume máximo de água
  • Nos passeios para a Lagoa Bonita e Azul, o guia avisou para deixar o chinelo na Toyota, pois a areia não era quente. Não tem comércio nas lagoas, mas tem perto das balsas, do local de travessia. Aproveite para comprar água e guarde na caixa térmica que as Toyotas costumam carregar
  • Se tiver que escolher entre um dos dois passeios para as lagoas, escolha a da Lagoa Bonita. E vá sempre à tarde, que se aproveita muito mais o passeio, com temperatura mais amena, melhor para caminhar, além de curtir o pôr-do-sol. Se fizer o passeio na parte da manhã, a parte mais longa da caminhada vai ser por volta das 12h, com sol a pino. O guia pode ficar com preguiça de te levar para outras lagoas e você também pode não estar com pique para andar muito
  • Um cara me disse que, no Passeio para a Lagoa Azul, depois de ir para a Lagoa do Peixe, você deve pedir para o guia voltar por outro caminho, que é mais legal, pois passa por outras lagoas
  • No passeio de voadeira, se quiser estender até Atins, combine direitinho o valor antes de sair para não correr o risco de ter que pagar uma diferença muito grande na hora H. É um passeio bem turístico, as paradas são questionáveis. Gostei mais da parada no Farol de Mandacaru

Em Atins:

  • Igarapé para banho e passeio
  • Praia. Quando a maré está baixa, visual legal no pôr do sol, com as croas a mostra e o céu avermelhado
  • Passeio de barco para ver a Revoada dos Guarás
  • Caminhada de Atins a Canto do Atins, até o Rest. do Antônio ou da Luzia, ficam um ao lado do outro e são irmãos. A especialidade das casas é o camarão grelhado com molho especial. Fui de Toyota, então não sei dizer com exatidão a distância, mas disseram que são cerca de 2h para ir e mais 2h para voltar de caminhada. No caminho dá para curtir o visual de dunas e lagoas
  • Lagoa Verde. Acho que não dá para ir a pé de Atins, pois é longe. Fui de Toyota até depois do Restaurante da Luzia, sempre com o visual da praia à direita. Deixamos a Toyota e seguimos a pé por cerca de 1h até a lagoa, parque a dentro. Na volta, paramos em Canto de Atins para almoçar. De lá voltamos a pé, até parar na primeira duna (mais perto de Atins) para curtir o pôr-do-sol. A Toyota nos pegou lá para nos levar até a pousada
  • Cachoeira. O pessoal estava organizando passeio para uma cachoeira perto da praia. Deve ser parecida com aquela que vi perto da Queimada dos Britos

Dicas de passeios:

  • É fácil caminhar de Atins a Canto de Atins, basta sair da vila em direção às dunas e ir seguindo pela beirada das dunas, sempre beirando o pasto e o mar pela direita. Logo de cara tem uma lagoa bem grande, mas ela tem bastante alga no fundo, então não é tão clara como as demais. Basta seguir até encontrar os restaurantes. Acho que esse é o melhor caminho. Parece que dá para ir pela praia na maré baixa. Na alta é perigoso, pois corre o risco de ficar preso entre a água e a vegetação que parece ser alta em alguns trechos. Andamos mais na beira das dunas, não andei para dentro, então não sei dizer se tem mais lagoas por perto, mas deve ter. Parece que tem algumas lagoas perto dos restaurantes, no Canto de Atins, mas não fomos até lá
  • A Pousada Rancho dos Lençóis tem Toyotas e organizam passeios pela região. Não sei como as outras pousadas fazem, mas há outras Toyotas para os passeios, pois vimos outro grupo passeando pela Lagoa Verde também, com eles estava um casal da Pousada do Irmão

Onde ficar

Nos Lençóis Maranhenses eu fiquei hospedada em Santo Amaro, Barreirinhas e Atins. Foi dessas cidades que eu parti para os passeios. Há pousadas em Caburé também, mas não vi nada que justificasse passar alguns dias lá.

Em Santo Amaro:

Pela pesquisa que realizei, vi que tem várias opções, algumas mais simples, outras mais estruturadas com ar condicionado, frigobar e TV. Apenas duas têm site, outras têm fotos em sites de relacionamento, poucas têm e-mail. Entrei em contato apenas com as que têm e-mail. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Maranhão, uma grande descoberta

  • Pousada Bellas Águas, R. Osvaldo Cruz, 35, 3369-1176 / 8145-7512 / 8873-1022, http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/maranhao/santo-amaro/pousada/pousada-bellas-aguas/ reservabellasaguas@gmail.com Selecionei essa pousada por ter boa estrutura e preço um pouco menor que as outras duas da lista das mais bem recomendadas, segundo um guia. Outro fator foi a recomendação positiva de um usuário do fórum. Fiqui lá e gostei. Atendimento foi muito bom
  • Outras opções:

    Mais estruturados:

  • Pousada Cajueiro, R. Osvaldo Cruz, 2-A, 3369-1119 / 8711-0043 http://www.pousadacajueiro.com/ contato_cajueiro@hotmail.com Disseram que é boa, mas era mais cara e sem frigobar. Além disso, tem barulho, por causa do clube em frente. É verdade, se tiver algum evento lá, o barulho é garantido. Conheci um rapaz que ficou lá e ele não conseguia dormir, acordou e foi para a festa! Se essa for sua escolha também, então tudo certo
  • Pousada Água Doce, R. Osvaldo Cruz, 14, 3369-1105 http://www.pousadaaguadoce.com.br Não entrei em contato, pois não encontrei seu e-mail. Entretanto, num guia consultado, o valor de diária era maior e disseram que a relação custo/benefício não era boa
  • Pousada Mendonça, 3369-1166, http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/maranhao/santo-amaro/pousada/pousada-mendonca/
  • Pousada Rio Alegre, R. 28 de Julho, s/n, 3369-1137 / 1007
  • Mais simples:

  • Hospedaria São José, 3369-1074 http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/maranhao/santo-amaro/pousada/hospedaria-sao-jose/ hospedariasaojose@hotmail.com O que me cativou foi o atendimento e a atenção da Marineide. Ela respondeu meus mails de forma clara e informativa. Só não optei por essa pousada pela falta de ar condicionado, mas mesmo sabendo que eu não ficaria lá, me ajudou com dicas e sugestões. Fiz questão de passar lá e conhecê-la pessoalmente. Um casal, que ficou hospedado lá, me disse que a pousada é muito boa, mas é uma casa e não há muita privacidade. Eles ficaram num quarto com forro, mas estava muito quente e mudaram para um sem. Este mais fresco, mas como a parede não vai até o teto, fica aquele vão e dá para escutar tudo de um cômodo para o outro. Eles disseram que foi a única ressalva da pousada, no mais tudo ótimo, café da manhã muito bom e atendimento 10 da Marineide
  • Pousada Areias, Av. Mandacaru, s/n, 3369-1182 / 9992-0811. http://www.pousadaareias.com/ pousada.areias@hotmail.com, reservas@pousadaareia.com
  • Hospedaria Lagoa Azul, R. das Flores, 38, 3369-1294 / 9194
  • Pousada Pontual, Praça. N Sra da Conceição, s/n, 3369-1112

Em Barreirinhas:

Pela pesquisa que realizei, vi que tem muitas opções, desde as mais simples até resorts. Fiz uma lista daquelas com site e e-mail e entrei em contato. É mais fácil ficar no centro. Algumas pousadas ficam no outro lado do Rio Preguiças e/ou longe e isso dificulta a locomoção Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Maranhão, uma grande descoberta e Guia de Operadores de Turismo

  • Pousada do Rio, R. Cazuza Ramos, 700, Carnaubal, 3349-1255 / 0056 (fax) / 9132-6448 / 9606-5038 / 9984-0101, http://www.pousadadorioma.com.br/ pousadadorio@hotmail.com, pousadadorio@terra.com.br, Selecionada pela localização, estrutura e preço. Das que responderam e-mail, apresentava boa localização, boa estrutura e preço foi o menor. Fiquei lá e gostei. Ambiente agradável, quarto bom e café da manhã muito bom. Perto do centro, dava para ir e voltar a pé numa boa, mas a rua é de terra e cheia de buracos. O acesso é meio isolado e parece estranho à primeira vista, mas as famílias ficam sentadas a frente de suas casas, as crianças brincando, o que dá um ar bem familiar à rua
  • A lista abaixo contempla as pousadas com site, e-mail e que responderam. Está mais ou menos em ordem crescente de valor de diária pesquisada para a época de julho (alta temporada)

  • Pousada Boa Vista, R. Mangue Alto, s/n, Boa Vista, 3349-0348 / 9993-8079 http://www.pousadaboavista.com.br pousadaboavista@elo.com.br
  • Riverside Hotel, Av. Amapá, 100, Amapá, 3349-1421 / 1291 http://www.hotelriverside.com.br/
  • Pousada Sossego do Cantinho, R. Principal, 02, Cantinho, 3349-0753 http://sossego-do-cantinho.com/br/pousada.html pousada@sossego-do-cantinho.com
  • Pousada Murici, R. Domingos Carvalho, 590, Bairro do Murici, 3349-1192 / 9618 / 9962-4283 / 3349-0633 (fax) http://www.pousadamurici.com.br pousadamurici@zipmail.com.br
  • Pousada Encantes do Nordeste, R. Boa Vista, s/n, Bairro Boa Vista, 3349-0288 http://www.encantesdonordeste.com.br encantesdonordeste@terra.com.br, bambae@terra.com.br, luiza_louize@hotmail.com
  • Pousada do Buriti, R. Inácio Lins, s/n, Centro, 3349-1800 / 1338 / 1053 / 1802 / 1849 http://www.pousadadoburiti.com.br pousadaburiti@elo.com.br, reserva@pousadadoburiti.com.br
  • Outras opções:

  • Pousada Belo Horizonte, Av. Joaquim Soeiro de Carvalho, 245, Centro, 3349-0054 http://bhmirante.com.br/
  • Parknaútico, Sítio Cantinho, Estrada do Carnaubal, s/n, Carnaubal, 3349-1314 http://www.parknautico.com.br
  • Pousada D'Areia, Av. Joaquim Soeiro de Carvalho, 888, Centro, 3349-0550 http://www.pousadadareia.com.br pousadadareia@terra.com.br
  • Pousada Igarapé, R. Coronel Godinho, 320, Centro, 3349-0641 / 9111-0401
  • Pousada Lins, Av. Joaquim Soeiro de Carvalho, 550, Centro, 3349-1494 / 9616-1446
  • Pousada Beira Rio, R. Anacleto de Carvalho, 99, Centro, 3349-0579 http://www.hotelbeirareipa-lencois.net

Em Atins:

Pela pesquisa que realizei, vi que tem algumas opções, umas mais simples, outras mais estruturadas, mas ainda sem ar condicionado, chuveiro elétrico, TV e frigobar, pois, segundo informações recebidas, a energia elétrica é monofásica. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Maranhão, uma grande descoberta

  • Pousada Rancho dos Lençóis, R. Principal, s/n, 3349-5005 / 9616-9646 / 9132-7677 http://ranchopousada.com/ reservas@ranchopousada.com, buna@ranchopousada.com - Como a internet não funciona, a Mônica vai periodicamente para Barreirinhas e checa os e-mails lá. Pode demorar um pouco para ela responder. Se tiver pressa, telefone. Conferi o site, entrei em contato por e-mail e recebi resposta. Selecionei por ser bem recomendada. Se a maré estiver alta e a voadeira for privativa, o desembarque pode ser feito nos fundos da pousada. Se a maré estiver baixa, o desembarque é feito no Porto de Fora, mas a Mônica manda alguém para buscar lá, de Toyota. Simples, inusitada, num estilo rústico fashion, acho que é do jeito que estrangeiro gosta. Com direito a ducha fria e ventilador de mesa, nada de frigobar, TV ou AC. Água da torneira também é amareladinha. Depois de dormir com toda aquela rusticidade e ser acordado de madrugada com uma sinfonia de galos, gansos e outros animais cantando, um café da manhã com direito a tapiocas maravilhosas (uma tapioca doce com mel e tahine que nunca provei igual!) e chá inglês importado. Surreal! Foi uma experiência inesquecível, bom para conhecer e passar alguns dias. Atendimento da Mônica nota 10
  • Outras opções:

  • Pousada Filhos do Vento, R. da Praia, s/n, Centro, 3349-5007 / 9966-7100 http://www.filhosdovento.com.br
  • Pousada do Irmão. Bastante recomendada pelos mochileiros
  • Pousada da Tia Rita 9968-6094 / 9993-7537 / 8837-6919, pousadatiarita@hotmail.com
  • Pousada do Seu Pedro Bruno
  • Pousada do Antônio, em Canto de Atins

Em Caburé:

Fiz apenas uma pesquisa e compilei a lista abaixo, mas não levantei maiores detalhes, pois não fiquei hospedada no local. Fiz o levantamento no Guia 4Rodas e no site Maranhão, uma grande descoberta Veja também Guia de Operadores de Turismo

  • Pousada Porto Buriti, Praia do Caburé, 9984-0088, www.pousadadoburiti.com.br pousadadoburiti@elo.com.br
  • Pousada do Paturi, Praia do Caburé, 9608-3032 / 9618-8363, www.pousadadopaturi.com.br pousadadopaturi@hotmail.com
  • Pousada do Mirante, Praia do Caburé, 9608-2852 / 9961-2181
  • Pousada Lençóis de Areia, Praia do Caburé, 9964-7022 / 9965-9930
  • Pousada Recanto do Mar, Praia do Caburé
  • Pousada da Zeth, Praia do Caburé
  • Pousada do Paulo, Praia do Caburé

Onde comer

Em Santo Amaro:

Pelo que sei não tem restaurante na cidade, digo só restaurante, mas tem os restaurantes das pousadas que atendem não hóspedes também

  • Pousada Pontual, Praça. N Sra da Conceição, s/n, 3369-1112. O restaurante deles é muito bom. Fui lá várias vezes. Testado e aprovado!
  • Pousada Bellas Águas, R. Osvaldo Cruz, 35, 3369-1176 / 8145-7512 / 8873-1022. É a pousada na qual fiquei, a comida é boa também
  • Hospedaria Lagoa Azul, R. das Flores, 38, 3369-1294 / 9194. Parece que a comida é boa, mas não experimentei
  • Disseram que a comida da Pousada Cajueiros é muito boa, mas é mais cara
  • Tem dois carrinhos de lanche na praça

Dicas de alimentação:

  • Disseram que o camarão da Malásia é muito bom, mas não tinha na época que fui. Parece que só a partir de final de agosto, quando o nível d'água começa a baixar que eles iniciam a pesca. Parece papo de pescador, mas disseram que um único camarão chega a pesar até 1 Kg...
  • Aproveite para comer bode com pirão lá da Pontual

Em Barreirinhas:

  • Rest. Tá Delícia, Beira-rio, self service por Kg. Comida gostosa, tem variedade, gostei. Se não me engano, é self-service no jantar também
  • Rest. Marina, Beira-rio, self service por Kg. Achei que o Rest. Tá Delícia era melhor
  • Rest. Brisa do Rio, Beira-rio. A comida é boa, porção boa, mas achei meio caro.
  • Rest. Barlavento. Foi o melhor restaurante da cidade que experimentei. Camarão bem grande de verdade, estava limpo, nada de deixar cabeça e rabo para parecer maior. Atendimento muito bom, prato bem servido, meia porção deu para dois
  • Outras opções:

  • Rest. Bela Vista, Rua Anacleto de Carvalho, 6617, B. do Cruzeiro
  • Rest. Dona Maria, mais chiquezinho, bonito, com ar condicionado, mas disseram que comida não é boa, só aparência

Em Atins:

  • Pousada Rancho dos Lençóis. Como ficamos lá, jantamos lá mesmo. Não sei se serve refeições para não hóspedes. Bom, preço médio
  • Rest. do Antônio, Canto de Atins. Ele é irmão da Luzia. Os dois restaurantes ficam um ao lado do outro. Há controvérsias em relação a qual deles tem o melhor camarão. Não posso dizer, pois só experimentei o do Antônio. O camarão é bom e o atendimento 10. O Antônio vem pessoalmente te receber na porta do restaurante, com a maior atenção
  • Outras opções:

  • Rest. da Luzia, Canto de Atins, 9132-3187. É sem dúvida o camarão mais famoso da região, mas não experimentei
  • Bar Cabana, se não me engano é restaurante
  • Basta perguntar pela vila, deve ter outras alternativas, das próprias pousadas do local

Dicas

Contatos úteis:

  • Cooperativa de Serviços Turísticos de Santo Amaro do Maranhão, Praça N Sra da Conceição, s/n, Centro, Santo Amaro, 3369-1190
  • Prefeitura, Av. Joaquim Soeiro de Carvalho, s/n, Barreirinhas, 3349-1201 / 1148 / 1144 (fax)
  • ICMBio - Parna dos Lençóis Maranhenses, Rua Cazuza Ramos, 328, Cruzeiro, Barreirinhas, (98) 3349-1267 / VOIP (61) 3103-9836, http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/marinho/unidades-de-conservacao-marinho/2264-parna-dos-lencois-maranhenses Essa página tem informações sobre o parque e normas de visitação. O telefone de contato pode ser usado para saber das condições das chuvas e das lagoas, se estão secas ou cheias

Postos de Informações Turísticas

  • Secretaria de Meio Ambiente e Turismo, Praça N Sra da Conceição, s/n, Centro, Santo Amaro, 3369-1186
  • Secretaria de Turismo, Pça do Trabalhador, Barreirinhas, 3349-1148 / 1122 / 1144 (fax) / Informações Turísticas: 3349-0280
  • Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SEMTUC), Av. Rodoviária s/n, B. Boa Fé / Casa do Turista Dulce Corrêa, 3349-1201, 8-17h, Barreirinhas, pmbarreirinhas@hotmail.com

Links úteis:

Maranhão, uma grande descoberta
Portal Barreirinhas
Site Oficial de Barreirinhas
Parque Lençóis Maranhenses
Lençóis Maranhenses - Maravilha Natural

Receptivos Turísticos:

    Em Barreirinhas:

  • Alternativa Trip Turismo, Av. Beira Rio, s/n, Centro, Barreirinhas, 8865-0905 (Marcilio) / 3349-1407, madiniz_jr@hotmail.com Gostei muito do atendimento do Marcílio. Ele não explorou para levar de Caburé a Atins. Fiz todos os passeios com ele
  • Outras opções:

  • São Paulo Turismo, R. Antonio Dias, 3, Centro, Barreirinhas, 3349-0079 / 8852-8945 / 9149-4666 www.saopauloecoturismo.com atendimento@saopauloecoturismo.com, saopauloturismo@hotmail.com
  • Ecodunas Turismo de Aventura, R. Inácio Lins, 164, Centro, Barreirinhas, 3349-0545 / 9112-5224 / (11) 4654-1200 www.ecodunas.tur.br ecodunas@hotmail.com, ecodunas_turismo@hotmail.com
  • M Santos Transporte e Turismo (Carlos), R. Antônio Dias, 2, Centro, Barreirinhas, 3349-0463 / 9137-3770 / 9944-3241 www.santosturismo.com reservas@santosturismo.com

Dicas:

  • Em primeiro lugar escolha o local a ficar hospedado (Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins) de acordo com o seu perfil. As sugestões abaixo da quantidade de dias para passeios, levam em consideração apenas os dias de passeio, ou seja, são dias cheios sem nenhuma folga para descanso. Isso funciona bem para os mais jovens e/ou para poucos dias de viagem. Depois de alguns dias, você começa a pifar
  • Santo Amaro:

  • Se contratar o combinado van + Toyota, vá no horário da manhã. Você chega mais rápido e já pode aproveitar a tarde para fazer o passeio da América. Reserve mais dois dias, um para Queimada dos Britos e outro para Betânia
  • Aconselho para os mais aventureiros. Não acho bom para quem tem crianças pequenas e/ou vai levar o vovô e a vovó. Além de ser complicado para chegar lá, tem o problema da falta de saneamento básico. A água da torneira meio amarelada pode assustar alguns. Pelo que entendi a água vêm de poços. Conversei com o pessoal que estava na Hospedaria São José e na Pousada Cajueiros e eles disseram que a água não era amarelada
  • Li em algum lugar que tinha muito borrachudo por lá, mas não vi nenhum, não sei se depende da época. De qualquer forma, um repelente sempre vai bem
  • Achei que fosse menor. Tem várias ruas calçadas e transversais e vielas de areia. É pequena, mas tem vários comércios. Vi duas farmácias bem ajeitadinhas. Do lado de uma tinha uma perfumaria de tamanho razoável. Tem mercadinhos e bares espalhados pela cidade, mas os maiores parecem se concentrar ao redor da praça principal
  • A cidade em si não tem nenhum atrativo, não tem nenhuma atração turística, nem lojas de artesanato ou uma feirinha legal para dar uma voltinha e fazer compras. Pelo menos eu não vi nada
  • Não tem internet. Na verdade, não entendi se não tem ou se tem, mas funciona mal
  • Só funciona celular da Oi e da Vivo antiga
  • Não tem agência do Banco do Brasil, mas dá para sacar na lotérica
  • Banco Postal do Bradesco, Praça N. Sra da Conceição, s/n, Centro, 3369-1124
  • Posto da Caixa Econômica Federal, Praça N. Sra da Conceição, s/n, Centro
  • Barreirinhas:

  • Vá de manhã para lá, que você chega a tempo de fazer o passeio da tarde para a Lagoa Bonita. Reserve mais dois dias, um para o sobrevoo e a Lagoa Azul e outro para o passeio de voadeira até Caburé
  • Tem mais infraestrutura para o turista, com várias agências de turismo, restaurantes e hotéis, inclusive alguns resorts. O acesso é mais fácil, feito por rodovias asfaltadas. Por esses motivos recebe maior fluxo de turistas
  • Vaquejada Regional de Barreirinhas, geralmente na terceira semana de julho, com vaqueiros de todo o Maranhão. Dizem que a cidade fica lotada nesse período e é difícil arrumar hospedagem
  • Compras: artesanato de palha de buriti e castanha de caju. Lembrando que a castanha tem época, do final para o começo de ano. Não adianta querer comprar castanha em julho, como eu fiz. Tem uma feirinha, ali no centro, são várias barracas com artesanato e doces. Disseram que em Mandacaru tem artesanato num preço bom, mas não pesquisei
  • A cidade é meio caótica, muitos carros e motos, a maioria sem capacete, alguns na contramão. Só o centro é pavimentado e tem calçada. Tem muitas ruas de areia/terra ou com asfalto esburacado. É ruim para andar a pé, pois vários trechos não têm calçada e tem muito movimento
  • Tem lojas, restaurantes e agências na avenida principal, na Beira-Mar e nas transversais. Tem supermercados e mercados na avenida principal
  • Atins:

  • Provavelmente via chegar lá à tarde. Aproveite o resto do dia para curtir o igarapé do rio e a praia. Reserve mais um dia para a Lagoa Verde e o Canto de Atins (terá que ir de Toyota) Se quiser mais um dia de relax, poderá ir para Canto de Atins a pé e curtir as dunas e lagoas dessa região
  • É um destino para os mais aventureiros e despojados também. A melhor pousada do lugar tem apenas ducha fria e ventilador de mesa, nada de frigobar, TV ou AC. A falta de saneamento básico é um item a ser analisado também. Água da torneira era amareladinha
  • Não há agências bancárias, nem caixas eletrônicos e estabelecimentos não aceitam cartão, apenas cheque e dinheiro. Alguns lugares podem ter restrições quanto a cheques
  • Não tem internet
  • Apesar de diminuta, achamos três mercadinhos, algumas pousadas, bares/restaurantes
  • Acho que à noite, vai precisar de uma lanterna para andar pelas ruas

Relato de viagem

Quarta, 06/07/2011 - ensolarado, pancadas de chuva à tarde em São Luís
Av. dos Holandeses, Transfer São Luís – Sangue - Santo Amaro, Pousada Bellas Águas

Foi um dia meio morto. Dia de transfer não dá para aproveitar muito. Liguei para a Joaninha para verificar horário d van para Sangue e ficou acertado para as 14h. Pegamos ônibus para a Av. dos Holandeses. Foi muito fácil, descemos perto da rotatória, atravessamos a rua e já vimos os supermercados. Na verdade é uma galeria com várias lojas, por exemplo, a Americanas e alguns caixas eletrônicos. Compramos água, maçãs e bolachas para os próximos dias. Na volta pegamos a mesma linha, no mesmo ponto. Resolvemos almoçar no Rest. Feijão de Corda, escondidinho de carne de sol, acompanhava baião de dois, arroz branco e farofa. Teoricamente era para duas pessoas, mas veio muito bem servido, uma travessa enorme que daria tranquilamente para 4 pessoas. Resultado, sobrou mais da metade, um desperdício. Fiquei muito chateada, pois acho um pecado desperdiçar comida. A van da Joaninha chegou adiantada lá pelas 13h15. Foi uma correria para fechar a mala e a conta do hotel. Fomos os primeiros a entrar na van. Depois pegamos mais 13 pessoas nos bairros da cidade. Fora do centro, bairros são muito judiados, o asfalto é bastante esburacado e há várias vielas de terra esburacadas e erodidas pela chuva. Caiu uma chuva forte à tarde e a água escorria pelas ruas. Foram mais de 2h de baldeação, muito louco! O motorista liga do celular para cada passageiro para confirmar endereço, dar ponto de referência, já que ele pega um a um na sua casa. Quando ele não conhece o endereço e/ou rua não é bem sinalizada e/ou numeração não bate, ele erra o caminho e toca a ligar de novo para o passageiro. Às vezes ele liga 3 ou 4 vezes para a pessoa que fica esperando na porta de casa e não é capaz de andar 10m para ir para uma avenida ou rua de acesso mais fácil. Ele se enfia numas vielas estreitas e de difícil acesso até achar o bendito passageiro. Assim foi até sairmos de São Luís, por volta das 15h30min. Depois disso a viagem prosseguiu bem. A rodovia tem um asfalto novo, mas tem muita lombada, a cada vilinha (algumas poucas casinhas isoladas do mundo ao lado da rodovia), um conjunto de lombadas. É preciso tomar cuidado, pois há jegues na beira da estrada. Chegamos pouco depois das 18h30min em Sangue, que eu achava ser um povoado, mas se revelou ter apenas um bar. Saímos pouco antes das 19h. Retornamos um pouco pelo asfalto e depois pegamos uma estrada de areia cercada de vegetação alta dos dois lados, que não dava para ver o que estava por trás. De qualquer forma já estava noite e não dava para ver nada mesmo. Em alguns locais a estrada é mais fechada e quem está na caçamba e laterais precisa se encolher para dentro para não tomar umas lambadas. Passamos por várias pontes de madeira e muitas vezes por dentro da água, mas como já está começando a secar, foi tranquilo. Tem um lugar que precisa passar de barco quando está muito cheio. É preciso descer da Toyota, atravessar de barco e, do outro lado, há outra Toyota para embarcar e continuar o resto do caminho. Alguns trechos a areia é mais firme, mas em outros é bem fofa e exige tração do veículo. A Hilux não é legal, a Bandeirantes é muito melhor, mais parruda. A Hilux foi devagar, dançando na areia fofa. Num trecho tivemos que descer e seguir andando atrás dela. Depois nem isso resolveu, tivemos que empurrar. Foi aventura total, levamos cerca de 3h para chegar em Santo Amaro. Achei que íamos ficar atolados no meio do nada com o nada e que teríamos que dormir no meio da estradinha de areia... Jericoacoara é fichinha perto disso. Conclusão, depois da baldeação da van em São Luís e da falta de tração da Hilux foram mais de 8h para o transfer. Pensando o tempo todo: “estou sofrendo, mas vou ver o paraíso amanhã...” Chegamos depois das 21h30 à Pousada Bellas Águas. Jantamos camarão alho e óleo, acompanhava arroz, feijão, farofa e vinagrete. Reparei que a água da torneira era meio amarelada, com cheiro e gosto estranho. Não tomei, é claro, mas percebi o gosto quando escovei os dentes. O quarto era bom com direito a AC split, TV, frigobar e chuveiro elétrico. Acho que agora todas as pousadas da cidade têm chuveiro elétrico, antes isso era privilégio de algumas apenas.

Quinta, 07/07/2011 - ensolarado com nuvens
Santo Amaro: Betânia

Desconectada, sem celular e sem internet. Café simples, mas bom. Fizemos o passeio para Betânia, nós 2, mais 2 que estavam na nossa pousada e mais 6 da Hospedaria São José, da Marineide. Ficou perfeito, rachamos o passeio por 10. Queria fazer Espigão junto, mas disseram que não dava para ir por estar muito cheio. Levamos mais de 1h para chegar à Betânia. Disseram que se estivesse mais seco daria para ir mais rápido, por outro caminho. Deixamos a Toyota no Rest. do Seu Chico. Atravessamos o rio de barco com o William. O rio tem cerca de 4m de profundidade, nessa época. Andamos um pouquinho e chegamos à Lagoa da Betânia, linda, maravilhosa. Foi o 1.o contato com os Lençóis. Fui para ver aquilo que as agências mostram achando que tinha muito photoshop nas fotos. Não vi aquilo que a propaganda mostra, o que eu vi era muito mais bonito, só vendo pessoalmente para saber o que é. Valeu o trampo todo. Aquelas dunas branquinhas e a lagoa enorme, de água muito límpida e transparente. Não sei dizer se a lagoa é um tom de verde ou azul. Subimos uma duna e vimos outra lagoa, que é maior e mais escura, por causa da vegetação e talvez pela profundidade. Andamos um pouco pelo lugar e ficamos cercados de dunas branquinhas por todos os lados. Retornamos para o almoço. Almoçamos na casa do Seu Chico, galinha caipira, acompanhava arroz, feijão, farinha d'água, macarrão. Comida simples e gostosa.

Passeio Betânia: o Rio Alegre que atravessamos de barco
Passeio Betânia: o Rio Alegre que atravessamos de barco
Passeio Betânia: depois de curta caminhada, a Lagoa Betânia, areias imensamente brancas, imensamente bonita!
Passeio Betânia: depois de curta caminhada, a Lagoa
Betânia, areias imensamente brancas, imensamente bonita!
Passeio Betânia: a Lagoa Betânia, água imensamente límpida
Passeio Betânia: a Lagoa Betânia, água imensamente límpida
Passeio Betânia: o restaurante na comunidade
Passeio Betânia: o restaurante na comunidade

Tinha lido alguns posts reclamando do preço da comida. Acho que se dividir uma galinha por um casal fica caro mesmo, mas isso é muita comida. Outros reclamaram que era pouca galinha. As galinhas são caipiras e magrinhas, não têm aquela gordura de granja, mas fomos bem servidos. Dividimos 2 galinhas para 10 pessoas. Deu para comer bem, o suficiente. Achei a quantidade boa, pois é forte e não dá para comer muito, mas acho que se tivesse mais comida, os meninos comeriam mais ou não, pois estavam mais interessados na cerveja. Li ainda alguns posts que reclamaram da higiene. O local é bem simples e tem suas limitações, mas achei que é bem cuidado, do jeito que é possível. Não é feito para quem tem frescuras, mas para começo de conversa, quem tem algum tipo de restrição não deve ir para Santo Amaro. Depois do almoço alguns deitaram nas redes, tão comuns nos restaurantes da região. Encontramos com outro grupo que veio e voltou a pé acompanhado de guia. Três do nosso grupo animaram e voltaram com eles. Disseram que é muito legal, passando por várias lagoas e eles ainda deram uma volta para ir à Lagoa Gaivota. O guia disse que dá 4h se parar para fotos e banho, 2,5h se seguir numa velocidade boa. Dá para voltar de barco também, pelo rio. Vimos alguns jegues e muitos porcos pelo caminho. Eles pertencem a alguém, mas ficam todos soltos, passeando por aí. Eles andam mais em locais com vegetação, é mais difícil vê-los pelas dunas e lagoas, mas às vezes você vê algum passeando por lá. Tem criação de galinha também, mas estas são mais caseiras e não saem pelas dunas e lagoas. Voltamos do passeio e saímos para conhecer a cidade. Achei que fosse menor. Tem várias ruas calçadas e transversais e vielas de areia. Tem vários comércios. Vi duas farmácias bem ajeitadinhas. Do lado de uma tinha uma perfumaria de tamanho razoável. Tem mercadinhos e bares espalhados pela cidade, mas os maiores parecem se concentrar ao redor da praça principal. Na praça vi 2 supermercados ou mercados maiores. Lá fica a Igreja, a Prefeitura, a Delegacia, o Bradesco, O Banco Postal, os Correios, etc.

Santo Amaro: uma rua da cidade
Santo Amaro: uma rua da cidade
Santo Amaro: a Praça N Sra da Conceição
Santo Amaro: a Praça N Sra da Conceição

Fomos conhecer a Hospedaria São José e a Marineide. Ela é um amor. Ela me mostrou a casa dela, que é grande. Tem vários quartos, todos muito ajeitados. Adorei, só não tem AC, mas ela disse que vai construir/reformar alguns quartos e instalar. Alguns quartos têm forro e outros não, pois tem muito turista gosta do visual mais rústico. Um casal, que ficou hospedado lá, me disse que a pousada é muito boa, mas é uma casa e não há muita privacidade. Eles ficaram num quarto com forro, mas estava muito quente e mudaram para um sem. Este mais fresco, mas como a parede não vai até o teto, fica aquele vão e dá para escutar tudo de um cômodo para o outro. Eles disseram que foi a única ressalva da pousada. Jantamos no Rest. Pontual, pescada frita, acompanhava arroz, feijão, farofa e vinagrete. Muito bom, preço condizente.

Sexta, 08/07/2011 - manhã e tarde: ensolarado com nuvens, no meio do dia: pancadas fortes de chuva
Santo Amaro: Queimada dos Britos

Fizemos o passeio para Queimada dos Britos. Éramos sete e, nesse passeio, eles levam no máximo oito na Toyota. O tempo estava nublado e ficando cada vez mais cinzento, estávamos andando em direção à chuva. Saímos da cidade, passamos por uma área de pastagem, vegetação rasteira, apenas com alguns arbustos. Vimos gado pastando. Logo começou a chover forte e ventou muito. Passamos pela Lagoa do Sonda. Passamos por inúmeras lagoas no meio do caminho. Mesmo com chuva, as lagoas estavam lindas, a cor muita bonita com vários tons de verde e azul. Paramos para esperar a chuva passar, pois estava chovendo muito forte e iríamos perder o melhor do passeio, a passagem pelas Lagoas Emendadas. Quando a chuva diminuiu, continuamos. Foi o local mais belo que já vi. Uma sequência incrível de lagoas nos mais diversos tons de azul e verde cercadas por dunas das mais variadas alturas e formatos. Um espetáculo muito mais bonito que as fotos das agências, pois as fotos pegam no máximo algumas lagoas apenas e lá tínhamos lagoas a perder de vista. Pessoalmente, do alto das dunas é possível ver várias lagoas para todos os lados. Melhor do que isso deve ser apenas o sobrevôo.

Passeio Queimada dos Britos: sucessão infinita de lagoas, deve ser as Lagoas Emendadas (tempo nublado, mas lindo de qualquer forma)
Passeio Queimada dos Britos: sucessão infinita de lagoas,
deve ser as Lagoas Emendadas (tempo nublado, mas lindo
de qualquer forma)
Passeio Queimada dos Britos: uma lagoa verde (cor linda, mesmo com céu nublado)
Passeio Queimada dos Britos: uma lagoa verde (cor linda,
mesmo com céu nublado)

Como o tempo não estava 100% e já era hora do almoço fomos direto para Queimada dos Britos, à casa de Seu Raimundo. Almoçamos galinha caipira, acompanhava arroz, feijão cabeça preta, farinha d'água, macarrão. Comida boa, parecida com a da Betânia, só que mais cara. Seu Raimundo cobra por pessoa e Seu Chico, da Betânia, por galinhada. O local é bem simples, mas bem cuidado da maneira que é possível, dada às condições do local. Não tem energia elétrica, mas tem painéis solares. Tem uma horta suspensa com temperos que ele usa na galinhada. É suspensa por causa dos animais, pois tem muitos porcos e galinhas andando por lá. Como sempre, redes para o pessoal deitar após o rango. Assinamos o livro de visitantes e folheamos. Tinha assinatura de muitos estrangeiros, principalmente europeus. Vimos a foto da equipe que trabalhou na filmagem de Casa de Areia. Não assisti, então só reconheci a Fernanda Montenegro. Depois do almoço continuamos o passeio. Passamos por muitas dunas com vegetação, onde porcos, cabras e vacas pastavam. Fomos até a cachoeira perto do Rancho dos Lira. A paisagem é bem diferente, pedras e uma queda d'água, que não é muito alta, mas estava com bastante volume d'água. A água do rio passa por ali e deságua no mar. É possível ver a praia dali. A água cor de coca-cola é transparente e não turva.

Passeio Queimada dos Britos: o restaurante na comunidade
Passeio Queimada dos Britos: o restaurante na comunidade
Passeio Queimada dos Britos: uma cachoeira! quem disse que só tem areia e lagoa nos Lençóis?!
Passeio Queimada dos Britos: uma cachoeira! quem disse
que só tem areia e lagoa nos Lençóis?!

Retornamos para Queimada dos Britos e voltamos para as dunas. Passamos na Lagoa da Queimada, linda, mas com areia fofa, você pisa e afunda até o joelho rapidinho. Tem muitas lagoas, chega uma hora que não se consegue guardar mais o nome de todas elas. Como disse um colega mochileiro, não se apegue a nomes, curta as lagoas, são todas lindas. Continuamos voltando e curtindo o visual das lagoas. Só tinha mais uma Toyota fazendo o mesmo percurso, mas passaram antes da gente e voltaram depois. Então, éramos só nós, o parque todo para nós, paradisíaco. Paramos para fotos rápidas, mas não para banho, pois todos queriam chegar à Lagoa da Gaivota logo, para o pôr-do-sol. Lá encontramos mais umas três Toyotas. Segundo o guia, a Lagoa está agora com cerca de 3,5m de profundidade na parte mais funda. Vimos pôr-de-nuvem. Já tinha parado de chover e estava bem claro a horas, mas tinha chuva no horizonte bem na direção do sol, que atrapalhou o pôr-do-sol. Porém a lagoa é grande, bonita, de cor incrível e valeu o espetáculo de qualquer forma.

Passeio Queimada dos Britos: sucessão infinita de lagoas, agora com sol
Passeio Queimada dos Britos: sucessão infinita de lagoas,
agora com sol
Passeio Queimada dos Britos: uma lagoa azul
Passeio Queimada dos Britos: uma lagoa azul
Passeio Queimada dos Britos: uma das inúmeras lagoas de águas transparentes
Passeio Queimada dos Britos: uma das inúmeras lagoas de
águas transparentes
Passeio Queimada dos Britos: Lagoa da Gaivota
Passeio Queimada dos Britos: Lagoa da Gaivota

Retornamos do passeio e jantamos no Rest. Pontual. Jantamos bode, acompanhava arroz e pirão.

Sábado, 09/07/2011 - chuvoso e sol entre nuvens na parte da manhã, ensolarado à tarde
Santo Amaro: América - Lagoa do Reflexo

Amanheceu chovendo, mas logo abriu sol entre nuvens. Tinha uma dúvida quanto ao nome do passeio que ora chamavam de América, ora de Lagoa do Reflexo. Explicaram que a localidade chamava América, para onde o barco nos levaria e que visitaríamos a Lagoa do Reflexo. Fizemos o passeio com mais um pessoal da Marineide. Adivinha quem? A Gleid, que o tive o prazer de conhecer. Ela estava com a cunhada e as duas sobrinhas. Fomos até o barco, a biana de Seu Zeca. Passeamos pela lagoa, que na verdade não sei se é lagoa ou rio. Sei que é bem grande e tem muito gado por ali mergulhado com água até o pescoço. Vi até um porco. Tem muita vegetação dentro da água e os bichos ficam "pastando" por lá.

Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: a biana (o barco) do passeio para andar pela lagoa
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: a biana
(o barco) do passeio para andar pela lagoa

Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: atravessando a lagoa que tem gado
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo:
atravessando a lagoa que tem gado "pastando" na água
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: tem até porco
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: tem até
porco "fuçando" na água

Pegamos chuva forte no meio do caminho. Depois parou e ficou nublado. Paramos, deixamos o barco e iniciamos a caminhada. Logo chegamos às dunas. Vimos as primeiras lagoas. Mesmo com o tempo nublado, os tons da água das lagoas estavam muito bonitos, como sempre.

Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: para todo lado que se olha tem areia e outras lagoas também
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: para
todo lado que se olha tem areia e outras lagoas também

A Lagoa do Reflexo é grande. Já começou a esvaziar e a formar lagoas separadas, onde antes estava tudo emendado. Nos cantos das lagoas é possível ver troncos/galhos secos. Disseram que as dunas vão mudando de lugar e, nesse processo, soterram e matam a vegetação. Só sobram os troncos secos. As lagoas mudam de lugar também com isso. Ainda deu uns chuviscos, mas depois o sol apareceu entre nuvens. Curtimos a lagoa e tiramos fotos das redondezas.

Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: depois de pequena caminhada a Lagoa do Reflexo
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: depois
de pequena caminhada a Lagoa do Reflexo
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: Lagoa do Reflexo
Passeio de barco para América, Lagoa do Reflexo: Lagoa
do Reflexo

Saindo das dunas, voltamos ao barco e fizemos o mesmo caminho da ida. Pegamos um pouco de chuva fina, mas logo o sol voltou a brilhar. Desembarcamos com sol forte. Tentamos almoçar na Pousada Lagoa Azul, mas já era umas 14h e eles não estavam mais fazendo almoço. Fomos ao Rest. Pontual. Almoçamos carne de sol, arroz, feijão, fritas, farofa, salada de pepino, tomate e cebola. Depois de toda aquela chuva, estava um sol de rachar o coco. Voltamos para a pousada. Depois saímos, demos uma voltinha na praça. A cidade tem biblioteca, vi três escolas e tem bastante comércio, principalmente perto da praça. Voltamos e jantamos na nossa pousada, camarão alho e óleo, acompanhava arroz, feijão, farofa e vinagrete. Durante o jantar, caiu uma pancada de chuva, mas logo passou. Segundo os moradores da região, as chuvas são sempre assim, rápidas e não estragam o passeio, mesmo na época de mais chuvas.

Domingo, 10/07/2011 - madrugada muito chuvosa, mas dia ensolarado com nuvens
Transfer Santo Amaro - Sangue - Barreirinhas, Pousada do Rio, Lagoa Bonita

Choveu bastante de madrugada, mas saímos sem chuva, pouco depois das 5h, com a Toyota do dono da pousada que tinha compromisso em Sangue. Em Sangue encontramos com umas pessoas que foram de Toyota de linha. Eles penaram um bocado, pois a Toyota saiu muito cedo e ficou dando voltas em Santo Amaro, sem logística nenhuma. Eles iam e voltavam pelos mesmos lugares, pois não fizeram um roteiro para pegar os passageiros. Assim, chegaram em Sangue no mesmo horário que a gente. Tivemos que rachar um carro. O ônibus já tinha passado às 6h e o próximo só às 9h30. Não tinha van, dia de domingo tem pouco horário de transporte. Pelo menos o carro deixou na porta da pousada do Rio. Gostei da pousada, ambiente agradável e quarto bom. Era cedo, então fomos para a Beira-Rio. A pousada é um pouco afastada do centrinho, mas dá para ir a pé numa boa.

Barreirinhas: o centro da cidade
Barreirinhas: o centro da cidade
Barreirinhas: Beira Rio
Barreirinhas: Beira Rio

Achei a Agência Alternativa e falei com o Marcílio. Fui confirmar o transfer para Atins. Aproveitamos e agendamos passeio para a Lagoa Bonita para a tarde. Procuramos um self-service para almoçar e fomos no Rest. Tá Delícia. Comida gostosa, tem variedade, achei bom. Para o passeio, a agência nos pegou na pousada. Foi uma turma bem legal. Éramos 11 + o guia. Chegamos ao ponto onde tem a balsa para a travessia das Toyotas. Tem um pouco de comércio dos dois lados do rio. Andamos bastante de Toyota pela areia até chegar ao ponto onde elas ficam estacionadas. Tem comércio ali. O guia disse que tem gente que se hospeda ali. À noite, avistam-se animais pela região.

Passeio Lagoa Bonita: atravessando o rio de balsa
Passeio Lagoa Bonita: atravessando o rio de balsa
Passeio Lagoa Bonita: andando de Toyota
Passeio Lagoa Bonita: andando de Toyota

O guia fala para deixar o chinelo na Toyota que a areia não é quente e não é mesmo. Na Toyota tem caixa térmica para você guardar suas bebidas. Subimos uma duna bem íngreme. A primeira lagoa avistada é a Lagoa da Preguiça. Sempre tem a lagoa da Preguiça, que é onde o povo que não quer caminhar fica. Depois passamos pela Lagoa Bonita e a Lagoa do Clone, onde foi gravada a novela. Do alto das dunas, o visual é muito amplo e bonito, dá para ver várias lagoas, algumas grandes, outras pequenas, algumas o guia diz o nome, outras não, mas como disse um colega mochileiro, não se apegue a nomes, todas são bonitas. Chegada a hora, todas rumam até o alto de uma duna para ver o pôr-do-sol. O local é bem interessante, de um lado uma vegetação bem verde e alta a perder de vista, do outro lado as dunas branquinhas e as lagoas azuis e verdes.

Passeio Lagoa Bonita: há lagoas de águas transparentes em meio às areias brancas. Com algum trabalho é possível tirar fotos sem quase ninguém e sem
Passeio Lagoa Bonita: há lagoas de águas transparentes em
meio às areias brancas. Com algum trabalho é possível tirar
fotos sem quase ninguém e sem "pichações" na areia
Passeio Lagoa Bonita: o por do sol nos Lençóis
Passeio Lagoa Bonita: o por do sol nos Lençóis

Retornamos. Tinha fila na balsa para a travessia. Tem tapioca feita num fogão a lenha, que vende bem, pois o pessoal está com fome e a fila é devagar. Não experimentei a tapioca, mas o pessoal fala que é boa. Tem mais comércio no local. Jantamos no Rest. Brisa do Rio, peixe frito com arroz de cuxá, feijão. A comida é boa, porção boa, mas achei meio caro. Impressão geral da cidade: é meio caótica, muitos carros e motos, a maioria sem capacete, alguns na contramão. Só o centro é pavimentado e tem calçada. Tem muitas ruas de areia/terra ou com asfalto esburacado. É ruim para andar a pé, pois vários trechos não têm calçada e tem muito movimento. Tem lojas, restaurantes e agências na avenida principal, na Beira-Mar e nas transversais. Tem supermercados e mercados na avenida principal.

Segunda, 11/07/2011 - ensolarado com nuvens, pancada de chuva à tarde
Barreirinhas: Lagoa Azul, Sobrevoo

Perguntei da Operatur na recepção da pousada. Informaram que fechou e agora é WM Tur. Saímos e paramos no centro para sondar o transporte para Paulino Neves. Em frente ao Banco do Brasil, saem Toyotas às 9h, cobrando 15,00 por pessoa. Seguimos para o Cais de Barreirinhas. De última hora, em frente à agência, decidimos fazer passeio para a Lagoa Azul. Passamos por vários trechos com água. Andamos menos de Toyota do que no dia anterior para a Lagoa Bonita. O local de travessia da balsa é outro também. Realmente passeio à tarde é melhor. De manhã é mais corrido e se aproveita menos o passeio. A parte mais longa da caminhada se dá por volta das 12h, com sol a pino. O guia encurta o passeio, pois fica com preguiça de te levar para outras lagoas e você não discute com ele, pois não está se aguentando de calor. Passamos pela Lagoa da Preguiça, Lagoa Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa da Paz.

Passeio Lagoa Azul: atravessando o rio de balsa
Passeio Lagoa Azul: atravessando o rio de balsa
Passeio Lagoa Azul: há lagoas de águas transparentes em meio às areias brancas. Com muito trabalho é possível tirar fotos sem quase ninguém e sem
Passeio Lagoa Azul: há lagoas de águas transparentes em
meio às areias brancas. Com muito trabalho é possível tirar
fotos sem quase ninguém e sem "pichações" na areia

Sem ânimo e com o sol das 12h torrando não fomos para a Lagoa do Peixe, pois tinha que andar um pouco. Por essas e outras, achei o passeio da Lagoa Azul mais fraco do que o da Lagoa Bonita. Retornamos. Teve uma pequena fila na balsa. Chegamos por volta das 14h. Almoçamos no Rest. Marina, self-service por Kg, mas achei mais fraco que o Rest. Tá Delícia. Resolvemos ir até a Agência WM Tur para tentar negociar direto com eles e conseguir um desconto. Perguntei, perguntei até descobrir onde era. Informaram que era perto do posto de gasolina, atrás da duna da Beira-rio. Seguimos pela Beira-Rio, subimos a duna, descemos a duna e seguimos pela rua até chegar ao posto. Fica ali mesmo, no primeiro andar. Dei uma choradinha, mas nada de desconto. Se soubesse tinha contratado com o Marcílio mesmo, não tinha o trampo de andar até lá. Já tinha um grupo completo com saída aquela tarde, mas faltava um casal confirmar. Se eles desistissem teria vaga. Deixamos o nome e fomos embora. Ficava na sorte ou não. Retornamos pela rua, logo caímos na avenida principal, muito mais fácil do que subir e descer a duna. Pouco depois ligaram, o casal desistiu. Combinado para às 16h30. Vieram nos buscar. Fomos para o aeroporto. Na hora que vi o teco-teco, deu frio na barriga, mas não dava para amarelar, já estava pago e tudo. Xi que coragem! O piloto fez a distribuição de lugares. Daniel ficou na frente, ao lado do piloto, eu atrás do lado esquerdo. O sobrevoo é incrível, mas muito rápido, deixa um gostinho de quero mais. Fomos seguindo o Rio Preguiças, vendo Vassouras, Mandacaru e seu farol, Caburé, Foz do Rio Preguiças, Atins. Avistamos os Pequenos Lençóis. Voltamos pelos Grandes Lençóis, passando por todas as lagoas dos passeios da Lagoa Azul e Lagoa Bonita. Esse visual é demais. Dunas a perder de vista entremeadas por lagoas dos mais diversos tons de verde ou azul. A famosa imagem dos Lençóis Maranhenses, mas ao vivo e a cores, é ainda mais bonito, se isso for possível. Indescritível, só vendo para saber como é. Algumas lagoas são escuras por conta da vegetação, mas a maior parte é clara, sendo azul ou verde.

Sobrevoo: olha o teco-teco, que frio na barriga
Sobrevoo: olha o teco-teco, que frio na barriga
Sobrevoo: o Rio Preguiças e Mandacarú
Sobrevoo: o Rio Preguiças e Mandacarú
Sobrevoo: acho que são os Pequenos Lençóis
Sobrevoo: acho que são os Pequenos Lençóis
Sobrevoo: o Rio Preguiças e o mar (acho que já é Atins)
Sobrevoo: o Rio Preguiças e o mar (acho que já é Atins)
Sobrevoo: o mar e os Grandes Lençóis: lagoas azuis
Sobrevoo: o mar e os Grandes Lençóis: lagoas azuis
Sobrevoo: os Grandes Lençóis: uma sucessão infinita de dunas e lagoas. Pessoalmente é muito, mto bonito, as fotos não conseguem captar a magia do local
Sobrevoo: os Grandes Lençóis: uma sucessão infinita de
dunas e lagoas. Pessoalmente é muito, mto bonito, as fotos
não conseguem captar a magia do local

Retornamos pelo caminho das Toyotas. Pegamos chuva e uma pequena turbulência na chegada à cidade. Aterrissamos com a maior chuva e ficamos ensopados ao descer do avião, mas a chuva passou logo. Jantamos no Rest. Barlavento, camarão bem grande de verdade, estava limpo, nada de deixar cabeça e rabo para fazer o camarão parecer maior. Atendimento 10, comida 10, bem servido, meia porção deu certinho, uma quantia boa.

Terça, 12/07/2011 - ensolarado com nuvens, chuvoso no fim da tarde
passeio Barreirinhas – Vassouras – Mandacaru – Caburé – Atins, Pousada Rancho do Buna

A Toyota veio nos pegar. Embarque na voadeira no Cais de Barreirinhas. Achei o tamanho da voadeira bom, não é muito pequena, nem grande demais, 14 pessoas + o piloto. As malas ficaram alojadas na parte de trás. Colocaram plástico para proteger, mas acabou voando. O lance é ensacar as roupas dentro da mala e não por fora. A viagem foi tranquila, não pulou e não molhou ninguém, nem a mala. O visual do mangue é legal, as árvores são altas. Passamos por um igarapé artificial, vimos uma plantação de carnaúba e conhecemos vários tipos de palmeiras. O nível da água varia com a maré e a água é salobra. A primeira parada de 0,5h foi em Vassouras. Todos param para fotografar os macaquinhos que já estão bem acostumados com a movimentação. Tem uma barraca de apoio ali.

Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: passando por um igarapé, vários tipos de coqueiro
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: passando por um
igarapé, vários tipos de coqueiro
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: um dos macacos de Vassouras
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: um dos macacos de
Vassouras

Ao fundo tem as dunas com algumas lagoas. A areia é mais amarelada, as lagoas têm mais vegetação e a água não é tão clara como nos passeios da Lagoa Bonita e Lagoa Azul. Seguimos, entramos num igarapé natural, fomos devagar, pois era bem estreito. Vimos peixes, pássaros e caranguejos. O piloto disse que com muita sorte é possível ver filhotes de jacaré. Era nosso dia de sorte, vimos um que foi freneticamente fotografado por todos, embora mal desse para ver a cabeça dele e os olhos para fora da água.

Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: uma lagoa dos Pequenos Lençóis em Vassouras
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: uma lagoa dos
Pequenos Lençóis em Vassouras
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: as raízes da vegetação dos mangues
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: as raízes da
vegetação dos mangues

Saímos do igarapé e seguimos para Mandacaru. Na chegada fomos recebidos pelas crianças da vila. Fomos direto para o Farol de Mandacaru. Sobem de 10 em 10 pessoas. Não tem ingresso. São muitos degraus, mas a vista lá de cima é bonita. Dá para ver a vegetação de um lado, algumas lagoas e do outro lado o rio e o mar. Na estradinha entre o farol e o cais tem várias lojinhas de artesanato dos dois lados.

Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: Mandacarú e o seu farol
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: Mandacarú e o seu
farol
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: a vista do alto do farol de Mandacarú
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: a vista do alto do
farol de Mandacarú

Voltamos para o barco e seguimos viagem até a última parada do passeio: Caburé. Indicaram o Rest. do Paulo, que é pousada também. Encomendamos o almoço e fomos para a praia. É perto, mas tem que andar sob o sol escaldante. Almoçamos peixe robalo grelhado com arroz, feijão, farofa e salada de repolho, tomate e cebola. Achei meio caro. Tem algumas barracas de palha por lá. Olhamos o mar e voltamos para o restaurante, pois o sol estava muito forte. Aproveitei para ver transporte para Paulino Neves. Disseram que normalmente tem carro indo para lá ou voltando para lá e sai de 30,00 a 40,00 por pessoa. Caburé tem uma fileira de pousadas e restaurantes de frente para o rio. Sinceramente não vi nada que justificasse passar alguns dias lá.

Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: Caburé
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: Caburé
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: a praia de Caburé
Passeio de voadeira pelo Rio Preguiças: a praia de Caburé

Às 13h50 partimos para Atins. Ficamos no cais da pousada, pois a maré permitiu. Entramos pelos fundos da Pousada Rancho do Buna. Uma fileira de chalés emendados, todos com varandinha e rede. Tudo muito simples e rústico. Paredes de tijolinho e portas e janelas de madeira rústicas, sem acabamento. Quarto com piso de tijolo, com telhado aparente, sem forro, dava para ver a fiação passando, uma cama de casal de alvenaria. As paredes de divisórias com os outros quartos iam até o telhado, completamente fechadas, mas era possível escutar sons dos vizinhos. Banheiro simples e água da torneira meio amareladinha também, como de Santo Amaro. Ducha fria e ventilador de mesa, nada de frigobar, TV ou AC. Cortinado em cima das camas para proteger dos pernilongos. Há outros chalés maiores, que são isolados, não são geminados, mas estes são reservados para famílias e grupos maiores. Tem muitos animais na pousada, cães, gatos, pavões, patos, gansos, galos, jegues, todos circulando pelo terreno. A sede principal, onde tem a recepção e o restaurante é muito bonita, toda de madeira, coberta com palha e decorada com móveis bem rústicos e criativos, feitos de materiais naturais. Faz o estilo rústico chique e deve atrair o caipira da cidade e o estrangeiro. Depois de nos instalarmos e darmos uma geral pela pousada, fomos falar com a Mônica. Ela fez um dos famosos mapas dela. Saímos em direção à praia. Tem várias casas e uma escola na vila. Vi a Pousada Maresia e o Bar Cabana. Parece que esse bar é bom, mas não experimentamos. Não conseguimos ir até a praia, pois a chuva nos pegou antes e retornamos. Quase conseguimos a proeza de nos perder na diminuta vila de Atins! Achamos dois mercadinhos. A pousada fica um pouco distante da vila, mas dá para ir a pé numa boa. Acho que à noite, só com lanterna. Choveu muito e refrescou bem, deu quase para sentir frio. Meu reino por um banho quente! Jantamos na própria pousada, uma camaroada com arroz e pirão. Marcamos passeio para o dia seguinte. Seguindo o conselho da Mônica, dormimos de janela aberta. Lá fora tinha uns sapos enormes e dava para escutar barulho de grilo. Bem roça mesmo! Como tinha chovido, estava razoavelmente fresco e dava para sobreviver sem AC.

Quarta, 13/07/2011 - chuvoso de madrugada, nublado no período da manhã, ensolarado com nuvens à tarde
Atins: Lagoa Verde, Canto de Atins

Choveu bastante à noite. Lá pelas 3h a bicharada começou a cantar. Tinha esquecido o que era isso, vida de roça. Surreal, a pousada. Depois de dormir naquele quarto rústico com direito a pernilongos, pererecas, formigas e lagartixas passeando pelo quarto e banheiro e de ser acordado por uma sinfonia de bichos, a surpresa surreal: um café da manhã com direito a ovos mexidos de galinha caipira, tapiocas maravilhosas (uma salgada com queijo, tomate e manjericão e uma doce com mel e tahine, as melhores que já provei) e chá inglês importado. Depois do café, saímos para o passeio para a Lagoa Verde. Seguimos por uma espécie de trilha que beira às dunas pelo lado esquerdo e uma área de vegetação bem baixa, tipo um pasto pela direita. Se não me engano, desse lado, tinha uma vegetação mais alta e depois o mar. Passamos pelos restaurantes do Antônio e da Luzia e continuamos mais um pouco. Paramos perto da praia. Deixamos as Toyotas e caminhamos pouco menos de 1h para ir até a Lagoa Verde. É bem grande e bonita. Andamos, curtimos o visual e tiramos muitas fotos.

Canto de Atins: a Lagoa Verde
Canto de Atins: a Lagoa Verde
Canto de Atins: mais uma da Lagoa Verde
Canto de Atins: mais uma da Lagoa Verde

Retornamos, vendo alguns cabritos pelo meio do caminho. Eles andam soltos, pastando pela região. De volta as Toyotas, voltamos até o Rest. do Antônio, no Canto de Atins. Como a maioria já tinha provado o camarão da Luzia no dia anterior, quiseram provar o do Antônio. A Luzia é mais famosa. Parece que a fama subiu à cabeça, mas não a culpo, pois haja fama. É citada mundialmente em diversos guias, com direito a receber clientes especiais. Outro lance surreal: enquanto estávamos no restaurante vimos um helicóptero pousar ao lado, trazendo alguém para almoçar na Luzia. Minutos depois, mais um helicóptero. Parece que isso é comum por lá. Para comprovar a atenção do Antônio, este apareceu e recebeu um a um na porta de restaurante. Há controvérsias em relação a qual deles tem o melhor camarão. Estatisticamente, no universo de 5 amostras, dois falaram que o camarão da Luzia é melhor, um disse que o do Antônio é melhor e dois finalizaram dizendo que acharam igual, mas, para bagunçar a estatística, falaram que o de Caburé é melhor. Enfim, gosto é muito pessoal. Como não experimentei ambos, não tenho parâmetros de comparação. Gostei do camarão, mas achei o tempero muito forte. Depois do almoço, da cocadinha e do café, alguns tiraram um cochilo nas tão comuns redes dos restaurantes.

Canto de Atins: o Restaurante do Antônio, irmão da Luzia
Canto de Atins: o Restaurante do Antônio, irmão da Luzia

Decidimos voltar a pé. É fácil se guiar, basta seguir por cima das dunas, olhando o “pasto” e a praia, agora à esquerda. Parece que tem algumas lagoas perto dos restaurantes, no Canto de Atins, mas não fomos até lá. Seguimos direto para a duna que apelidamos de duna do pôr-do-sol. Lá perto tem uma lagoa bem grande, mas ela tem bastante alga no fundo, então não é tão clara como as demais. Andamos mais na beira das dunas, não andei para dentro, então não sei dizer se tem mais lagoas por perto, mas deve ter, ainda mais nesse período de cheia. Curtimos o pôr-do-sol, que foi meio pôr-de-nuvem, mas foi muito bonito.

Atins: uma das lagoas
Atins: uma das lagoas

Atins: outra lagoa quase ao por do sol
Atins: outra lagoa quase ao por do sol
Atins: lagoa ao por do sol
Atins: lagoa ao por do sol

O motorista da pousada veio nos buscar. Passamos pela vila, pela rua principal e vi mais um mercadinho, o do Lauro. Tem alguns bares, restaurantes e pousadas, mas a nossa estada foi muito curta para prospectar mais informações. A pousada do Irmão fica nessa rua. Agendamos transporte Atins-Caburé com o Chico da Fia às 8h. Queríamos ir cedo, pois quanto mais cedo em Caburé melhor, mais chance de arrumar transporte.

Quinta, 14/07/2011 - ensolarado sem nenhuma nuvem no céu
transfer Atins - Caburé - Paulino Neves - Tutóia - Parnaíba, Hotel Delta

Continua no relato de Piauí...

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